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Anápolis vai sediar campanha para doação de medula óssea

Saúde Comentários 03 de novembro de 2017

Mobilização em favor de duas mulheres acontece nos dias 10 e 11, respectivamente, na UniEvangélica e Brasil Park Shopping


Jovens e mães, Eva e Karise são duas amigas que enfrentam o mesmo problema: a leucemia. Eva Araújo, ex-servidora da Prefeitura de Anápolis e, atualmente, servidora concursada em Goiânia, descobriu a doença dois meses após o nascimento de sua filha. Já para Karise Oliveira, a notícia veio antes, no terceiro mês de gravidez. Ela, que recusou qualquer tratamento ou alternativa que pudesse interromper a gravidez ou afetar o bebê, completou seis meses de gestação. Eva e Karise dividem o desejo de cuidar dos seus filhos e a busca pela cura da doença, que só pode ser alcançada por meio do transplante de medula óssea.
A história dessas mulheres comoveu a cidade e mobilizou a internet. Por isso, acontece uma grande campanha para conscientizar sobre a doação de medula óssea, que conta com o apoio da Prefeitura de Anápolis. A unidade móvel do Hemocentro estará no dia 10, das 9h às 16h, na UniEvangélica; e no dia 11, das 10h às 16h, no Brasil Park Shopping. Para ser doador é preciso ter entre 18 e 55 anos; levar um documento com foto; não ter doença infecciosa ou incapacitante; e não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. O voluntário à doação irá assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), preencher uma ficha com informações pessoais. Dele será retirada uma pequena quantidade de sangue (5ml).
O sangue coletado será analisado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que vão ser cruzadas com os dados das mulheres e também de outros pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade. Quem já é cadastrado como doador, só precisa atualizar seus dados no site do Instituto Nacional de Câncer “José Alencar Gomes da Silva” (Inca).
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. O fator que mais dificulta a realização do procedimento é a falta de doador compatível, já que as chances de o paciente encontrar algum são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média.
Além disso, o doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras – para 75% dos pacientes é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis (haploidênticos).

Autor(a): Da Redação

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