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Anápolis terá semana dedicada ao autismo

Cidade Comentários 14 de outubro de 2016

Prefeitura fará a regulamentação do dispositivo, que já deve vigorar a partir do ano que vem


Foi publicada no Diário Oficial, a Lei nº 3.851, oriunda de projeto apresentado na Câmara Municipal pela Vereadora Professora Geli Sanches (PT), instituindo em Anápolis a Semana Municipal de Conscientização do Autismo. Segundo o texto, as atividades alusivas à semana serão desenvolvidas, anualmente, a partir do dia 02 de abril, quando é celebrado o Dia Municipal do Autismo.
A Semana Municipal de Conscientização do Autismo tem como finalidade, promover campanhas publicitárias, institucionais, seminário, palestras e cursos sobre a síndrome do autismo. Para o desenvolvimento da semana ora citada, de acordo com a Lei, o Poder Executivo poderá realizar convênios através da Secretaria Municipal de Saúde e /ou Secretaria Municipal de Educação e em parcerias com as entidades sociais envolvidas, visando a promoção de cursos e treinamentos para seus profissionais. Também fica por conta do Poder Executivo, a regulamentação necessária para que o dispositivo possa vigorar.
Ao justificar o projeto, a autora lembrou que muitos são os mitos em referência ao autismo. “Assim este projeto visa a divulgação e a conscientização em relação a este distúrbio para a população. Sendo, portanto, de total importância para os munícipes da cidade de Anápolis, uma vez que com mais informação e entendimento a comunidade passa a se preparar para inserção social dos autistas”, destacou.

O autismo
O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. Uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização e de comportamento. Esta desordem faz parte de um grupo de síndrome chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD). A ONU declarou que, segundo especialistas, acredita-se que a doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo mundo.
O Brasil, foi pioneiro no estudo de epidemiologia de autismo da América Latina, com estudo publicado em fevereiro de 2011 (com dados de 2010), liderado pelo psiquiatra da infância Marcos Tomanik Mercadante (1960-2011), em um projeto piloto com amostragem na cidade paulista de Atibaia, aferiu a prevalência de um caso de autismo para cada 368 crianças de 7 a 12 anos.
A ciência, pela primeira vez falou em cura do autismo em novembro de 2010, com a descoberta por grupo de cientista nos EUA, liderado pelo pesquisador brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia, que conseguiu “curar” um neurônio “autista” em laboratório e foi coordenado por mais dois brasileiros, Cassiano Carromeu e Carol Marchett.

Autor(a): Claudius Brito

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