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Anápolis tem números recordes de casamentos e divórcios

Geral Comentários 04 de dezembro de 2015

Pesquisa aponta que índice de divórcios por meio de cartórios subiu mais de 100% em cinco anos. Os dados da pesquisa também registram informações sobre nascimentos e óbitos


No ano passado, Anápolis teve o maior número de casamentos já registrados na série histórica que é levantada desde 1974 pelo IBGE. Os dados compõem o sistema de registro civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que acaba de divulgar os dados consolidados de 2014.
Em 2014 foram oficializados, no Município, 3.446 matrimônios. Em 2013, houve registro de 3.173, com um crescimento de 8,60%. Comparando o dado de 2004, ou seja, de 10 anos atrás, o crescimento foi de 76,17%. Naquele ano, foram registrados 1.956 casamentos. Em 2014, o IBGE registrou um total de 1.048 divórcios, sendo 643 no Judiciário, em processos de 1ª instância e 398 por meio de escritura pública lavradas em cartório, conforme prevê a Lei nº 11.441, em vigor desde 2007. Em 2013, o número foi de 707, portanto, um incremento de 48,23% em relação ao ano passado. Comparando-se com os dados de 2004, houve um incremento de 71,80%, considerando-se o somatório de divórcios em 1ª instância judicial e separações judiciais naquele ano (não havia divórcio por tabelionato), que foi de 610.
Nota-se que no comparativo dos números de 2004 com os de 2014, o crescimento percentual de casamentos e de divórcios\separações judiciais foi quase equiparado (76,17% e 71,80%, respectivamente). Na comparação de 2013 com 2014, a relação já foi um pouco mais discrepante: enquanto os casamentos cresceram 8,60%, os divórcios chegaram a 48,23%. Outro dado relevante na pesquisa é o aumento de divórcio pós-lei 11.441, que possibilitou a concessão de divórcios consensuais por meio de cartório. Em 2009, dois anos após a vigência da lei, foram182 registros. Um ano depois, foi para 286; em 2011 (295); 2012 (326); 2013 (317) e 2014 (398).
Além da análise sobre o número de casamentos e divórcios há, também, outras informações importantes na tábua de registro civil. Segundo o IBGE, o número de nascidos vivos, no ano passado, foi de 6.223. Já os óbitos registrados no Município totalizaram 2.392. Os óbitos de menores de 01 ano (no lugar de nascimento do falecido) foram de 65; os óbitos em hospitais, 1.455; os óbitos fetais, 46.
Chamam a atenção, as quedas acentuadas nos óbitos de menores de um ano no lugar de residência do falecido e de óbitos fetais por lugar de residência da mãe. Em 2004, o total de óbitos de menores de um ano foi de 84, caindo para 65 no ano passado, uma queda de 26,14%. Os óbitos fetais, no mesmo período de análise, caíram de 57 para 46, uma redução de 19,30%. O total de óbitos registrados no Município saltou de 1.713 em 2004 para 2.392, em 2014, incremento de 39,64%. Já os nascimentos, na mesma comparação, subiram de 5.704, para 6.223, incremento de 9,10%. Ou seja, de 2009 para cá, a evolução foi de 118,62%.

A situação em Goiás
Em 2014, foram registrados 99.790 nascimentos com mães residentes em Goiás, dos quais 98.261 nascidos no ano de 2014 e 1.529 registros extemporâneos (aqueles que não são feitos no ano de ocorrência do nascimento). Em comparação com 2013, o número de registros aumentou 4,7%. O número de registros extemporâneos tem sido reduzido ao longo dos anos: em 2014, representava 1,53% do total dos registros enquanto que em 2004 representavam 10,52%.
O total de óbitos ocorridos em 2014 de pessoas residentes em Goiás foi de 36.518, um aumento de 3,2% em comparação com 2013. Dos óbitos ocorridos em 2014, 8.149 (22,3%) aconteceram em Goiânia. Do total de óbitos ocorridos no estado, no ano, 4.372 foram por causas violentas, coincidentemente o mesmo número registrado no ano de 2013. No Estado, 85,15% dos óbitos por causas violentas eram de pessoas do sexo masculino (3.723 óbitos). No grupo de idade de 20 a 24 anos estão os maiores percentuais de mortalidade por causas violentas entre os homens, com 15,5% dos óbitos dessa natureza em Goiás e 62,7% do total de óbitos entre os homens nessa faixa etária (incluindo também os óbitos por causas naturais). No Brasil, essa faixa etária alcança 15,13% dos óbitos por causas violentas entre os homens e 69,3% do total de óbitos entre os homens dessa faixa etária.
No ano de 2014, em Goiás, ocorreram 1.111 óbitos de crianças menores de 01 ano (1.150 em 2013), dentre os quais, 579 (52,1%) de crianças com menos de 07 dias (neonatal precoce), 198 (17,8%) de 07 a 27 dias (neonatal tardia) e 325 (29,2%) de 28 a 364 dias (pós-neonatal). Predomina o peso da componente neonatal (precoce e tardia) com 69,9% do total de óbitos de menores de 01 ano, aproximadamente o mesmo percentual apresentado em 2013 (70,0%).


Dados Estatísticos de Registro Civil- Anápolis/GO
REGISTROS/ANO 1974 1984 1994 2004 2014 Diferença (2004-2014)
Nascidos vivos- local do registro
5.628 6.117 5.973 5.704 6.223 9,10%
Óbitos
Óbitos- Lugar de registro 1.222 1.264 1.537 1.713 2.392 39,64%
Óbitos- Menores de 01 ano- Lugar de residência do falecido 355 100 173 88 65 -26,14%
Óbitos em hospitais- Lugar de registro 722 847 1.094 1.224 1.455 18,87%
Óbitos fetais- Lugar de residência da mãe 175 122 75 57 46 - 19,30%
Casamentos - local do registro
1.237 1.682 1.904 1.956 3.446 76,17%
Divórcios e Separações Judiciais
Divórcio 1ª Instância local do processo 62 331 431 643
Divórcio por escritura púbica- tabelionato 398
Separações judiciais 149 136 179
Total de Divórcios/Separações 211 467 610 1048 71,80%
Fonte: IBGE

Autor(a): Claudius Brito

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