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Anápolis tem mais um centro de soluções de conflitos e cidadania

Justiça Comentários 24 de junho de 2016

Unidade é destinada a facilitar o trabalho do Poder Judiciário na Comarca


O Fórum da Comarca de Anápolis passou a contar, desde a última sexta-feira (17), com um Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, que funciona no sexto andar do prédio. É a quarta unidade do Município para promover conciliações e mediações, com uma diferença entre as demais: será exclusiva para questões já ajuizadas. Segundo o coordenador-adjunto do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, juiz Aureliano Albuquerque de Amorim, a instalação atende a demanda gerada com o novo Código de Processo Civil, que prevê realização de audiência entre as partes no início da instrução processual, a fim de alcançar acordo e extinguir a ação judicial.
O novo CEJUSC passa a atender o volume de trabalho existente na Comarca, com profissionais chancelados pelo Conselho Nacional de Justiça. É uma forma de melhorar a prestação jurisdicional, uma vez que a conciliação é a melhor forma de resolver um problema. Com o acordo, as partes ficam mais satisfeitas e encerra-se a possibilidade de recurso. O juiz Johnny Freitas, titular da 5ª Vara Cível da Comarca, será o coordenador do 4º Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania. Segundo o magistrado estima, serão realizadas, em média, 600 audiências por mês, provenientes de seis varas, com conciliadores e mediadores voluntários. "A conciliação já é bastante utilizada em questões de família. As cíveis, com causas de maior vulto econômico e complexidade, serão um desafio para mudar a cultura da litigância. A semente está lançada e espero que frutifique", afirmou.
Avaliação
Uma das voluntárias que vão atuar no 4º CEJUSC é Carla Gomes da Silveira, estudante de Direito. Ela declarou que "a mediação e a conciliação existem há mais de três mil anos, na história da humanidade. É preciso resgatar o diálogo como forma primordial de solucionar um conflito. Com o acordo, todos ganham com a celeridade e menos custos".
O coordenador-adjunto do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, juiz Aureliano de Amorim disse que “nos países desenvolvidos, apenas 5% das ações são sentenciadas. O restante é resolvido com conciliações, mediações, arbitragens e negociações. Não é viável investir no pensamento bélico, muito ensinado nas universidades do País, devido ao grande volume de processos no Brasil", afirma o magistrado. Já o Diretor do foro de Anápolis, juiz Carlos José Limongi Sterse, o 4º CEJUSC já começou a funcionar com dezenas de audiências. "A existência deste Centro dinamiza o Poder Judiciário e deixa a Justiça mais acessível e próxima do cidadão", enfatizou. O 4º CEJUSC de Anápolis é a 37ª unidade do tipo no Estado. E, durante este mês de junho foram entregues mais três centros: nas comarcas de Guapó, Corumbaíba e Cristalina. (Com informações do Centro de Comunicação Social do TJGO)

Autor(a): Da Redação

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