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Anápolis: segunda cidade em geração de empregos no mês de fevereiro

Economia Comentários 29 de maro de 2019

O número é quase o dobro dos postos de trabalho ofertados no mesmo mês do ano passado


Anápolis foi o segundo município goiano que mais gerou empregos formais em fevereiro. Perdeu, apenas, para Goiânia. No mês, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego, foram abertas 730 vagas, quase que o dobro dos 378 postos gerados em fevereiro de 2018 e mais de cinco vezes em relação às 142 vagas criadas em janeiro deste ano. As vagas abertas nos dois primeiros meses de 2019 já somam 872 novos empregos.
Os dados do CAGED mostram que no mês foram admitidos 3.860 trabalhadores e desligados outros 3.130, números que resultaram na variação positiva de 730 novos empregos celetistas. Eles mostram, também, que entre os admitidos, 353 foram para o primeiro emprego, 3.217 para o reemprego e 287 de contratos de trabalho com prazo de validade determinado. Entre os demitidos, 1.928 desligamentos ocorreram sem justa causa, 718 a pedido dos próprios trabalhadores, 31 por justa causa, seis por morte e um por aposentadoria.
Os setores que mais empregaram foram os de serviços, com um saldo positivo de 376; a indústria de transformação, com 341 e o comércio, com 64. Em contrapartida, o Serviço Industrial de Utilidade Público registrou variação negativa de 41 vagas, seguido pela construção civil, com seis vagas fechadas, a agropecuária, com saldo negativo de 3 e a administração pública, com uma vaga extinta. O setor de extração mineral não registrou saldo em fevereiro.

Falta
qualificação
De acordo com o CAGED, as funções que mais admitiram foram as de alimentador de linha de produção, auxiliar de escritório em geral, assistente administrativo, servente de obras, faxineiro e auxiliar de escritório em geral. No SINE, a coordenadora da unidade, Milene Souza Mota, informou que o resultado positivo de fevereiro foi um dos maiores dos últimos seis anos, semelhante aos que eram registrados quando o País vivia uma época de pleno emprego.
Segundo ela, o número poderia ter sido ainda maior se não fosse a falta de mão de obra qualificada para preencher as vagas disponíveis. Milene Souza Mota lamenta que uma parcela das pessoas que procuram o SINE para a intermediação de vagas no mercado de trabalho não tem qualificação profissional, ao revelar que este mês a unidade já captou 375 vagas nas empresas da cidade. “Em fevereiro fizemos 10.012 atendimentos de intermediação em busca de empregos e encaminhamento para qualificação profissional”, disse a coordenadora, revelando que no mês foram feitas 1.642 postagens de seguro desemprego.

Ranking
Os dados do CAGED mostram, ainda, que entre as cidades goianas com mais de 30 mil habitantes, 27 apresentaram variação positiva na geração de empregos e apenas nove registraram saldo negativo. Com 1.583 novos empregos gerados, Goiânia liderou o ranking das cidades que mais abriram vagas, seguida por Anápolis (730); Aparecida de Goiânia (383); Itumbiara (315); Valparaíso de Goiás (250); Morrinhos (133); Cristalina (124); Goianésia (116), Itaberaí (106) e Mineiros (87).
Com variação negativa, a liderança no ranking ficou com Inhumas (-367), seguida por Goiatuba (-236); Santa Helena de Goiás (-156), Planaltina (-63); Caldas Novas (-24); Trindade (-23); Cidade Ocidental (-18); Jaraguá (-8) e Rio Verde (-6). Nas 36 cidades com mais de 30 mil habitantes, ocorreram 41.180 admissões e 37.697 desligamentos, números que resultaram em uma variação positiva de 3.483 novas vagas de empregos.
No Estado, o saldo, também, foi positivo com a geração de 5.997 empregos formais, um resultado da diferença entre 51.415 admissões e 45.418 demissões. Goiás foi o sétimo Estado que mais gerou empregos em fevereiro, ficando atrás de São Paulo (62.339); Minas Gerais (26.016); Santa Catarina (25.304); Rio Grande do Sul (22.463), Paraná (18.254) e Rio de Janeiro (9.753). Em todo o País, 20 estados tiveram saldo positivo na geração de empregos e, apenas, sete com variação negativa.
O setor de serviços liderou a abertura de novos postos de trabalho em Goiás, com 4.022 empregos, seguido pela agropecuária (1.270); a indústria de transformação (418); comércio (309), construção civil (20) e SIUP (13). Apresentaram variação negativa os setores de extração mineral (-54) e administração pública (-1). Em todo o País, foram gerados 173.139 novos empregos, um saldo quase que o dobro do registrado em fevereiro de 2018, quando foram geradas 61.188 vagas e mais de cinco vezes na comparação com os 34.315 empregos abertos em janeiro deste ano.

Autor(a): Ferreira Cunha

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