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Anápolis registra oito mortes por Síndrome Respiratória Aguda

Saúde Comentários 17 de junho de 2016

Dos óbitos, 05 foram classificados com o vírus tipo Influenza A/H1N1. No Estado, o número de mortes de SRAG somam 125


A Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Goiás (SES-GO), publicou o 14º Boletim Epidemiológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave de 2016, com os casos notificados e confirmados de SRAG registrados até a última terça-feira,14, que corresponde à 23ª semana epidemiológica do ano.
O balanço mostra que, em Goiás, no período, foram notificados 831 casos de SRAG, um crescimento de 328,35% em relação à semana epidemiológica 23 de 2015, quando foram notificados 209 casos. Este ano, a Síndrome já causou 125 mortes, 204,8% mais do que em 2015, quando foram registrados 41 óbitos. Dos 831 casos de SRAG, 287 foram identificados como sendo do vírus tipo Influenza A/H1N1, sendo que 53 pacientes vieram a óbitos.
No registro epidemiológico da SES-GO, Anápolis faz parte da Regional de Saúde Pirineus, que tem ainda os municípios de Abadiânia, Alexânia, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Gameleira de Goiás, Goianápolis e Pirenópolis. Na regional, foram notificados 65 casos de SRAG, com um total de 16 óbitos. Dos casos de SRAG, 16 foram classificados como de Influenza A/H1N1, com 05 óbitos. Em Anápolis, foram notificados 38 casos de SRAG, com 14 óbitos, sendo 13 casos notificados como de Influenza A/H1N1 e 05 óbitos.
A capital do Estado, Goiânia, concentra o maior número de casos notificados de SRAG (226) e de óbitos (29), sendo 80 casos tipificados como Influenza A/H1N1, com 13 óbitos. Rio Verde também apresenta números significativos: 57 casos notificados de SRAG, com 15 óbitos, sendo 22 casos de Influenza com 07 óbitos. Aparecida de Goiânia apresentou 64 casos notificados de SRAG, com 08 óbitos, sendo 18 casos de Influenza A/H1N1, com 05 óbitos.
As 125 mortes por SRAG aconteceram nas seguintes localidades de Goiás: Goiânia, Anápolis, Goianira, Inhumas, Itauçu, Nazário, Trindade, Aparecida de Goiânia, Jandaia, Pontalina, Senador Canedo, Vianópolis, Palminópolis, Paraúna, Formosa, Planaltina, Águas Lindas, Luziânia, Cidade Ocidental, Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto, Hidrolina, Cocalzinho, Corumbá, Ceres, Itapaci, Nova Glória, Pilar de Goiás, São Patrício, Goianésia, Itaguaru, Acreúna, Aparecida do Rio Doce, Cachoeira Alta, Itajá, Montividiu, Rio Verde, Santa Helena, Turvelândia, Doverlândia, Jataí, Mineiros, Caldas Novas, Catalão, Ipameri, Ouvidor e Itumbiara.
No boletim, a Gerência Epidemiológica da SES informa que 75% das vítimas fatais do H1N1 faziam parte do chamado grupo de risco, com alguma doença crônica ou comorbidade, como diabetes, pneumopatias, diabetes e cardiopatias, entre outros.

Influenza B
Outro dado que chama atenção no boletim epidemiológico da SES-GO, é o surgimento de 19 casos de Influenza B, que acabaram resultando em 03 óbitos por agravamentos. O vírus Influenza B afeta basicamente pessoas, diferente do vírus Influenza A, que além de humanos afeta também animais e, por isso, tem maior poder de difusão, podendo causar grande epidemias e até grande pandemias. O vírus B tem, segundo especialistas, uma variabilidade menor e, por isso, o potencial de causar epidemias é também menor. O que não quer dizer que não possa iniciar um surto de gripe B. Ambos vírus- A e B- têm em comum o fato de que podem abrir caminho para complicações graves e causar doenças como pneumonia viral e bacteriana. Os sintomas da gripe B são os mesmos da gripe A, sendo o principal deles a febre de início súbito, que ocorre de 24 a 36 horas depois que o vírus entra em contato com o sistema imunológico. Pode também haver tosse mal estar, dores de cabeça e dores musculares. As recomendações no tratamento são as mesmas de qualquer quadro gripal: repouso, ingestão de muito líquido para hidratar o corpo, alimentação leve. (Com informações da SES-GO)

Autor(a): Claudius Brito

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