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Anápolis registra nova queda no número de empresas atuantes

Economia Comentários 12 de outubro de 2017

Dados oficiais mostram duas quedas consecutivas, em 2014 e 2015, após crescimento verificado de 2010 a 2013


O número de empresas atuantes em Anápolis caiu de 9.565, em 2014, para 9.471, em 2015 (último levantamento oficial). São 94 empresas atuantes a menos, conforme demonstram os dados do Cadastro Central de Empresa, do IBGE. Esse número, claro, deve ser bem maior, já que muitas delas demoram, às vezes, vários anos para serem baixadas nos devidos órgãos competentes.
Foi a segunda queda na série histórica de 2010 para cá. No início da pesquisa, ou seja, em 2010 eram 8.561 empresas atuantes. No ano seguinte, o número subiu para 8.650. Em 2012 foi para 9.209 e chegou em 2013 com o melhor desempenho: 9.798. Em 2014 caiu para 9.565 e, em 2015, fechou com 9.471.
Segundo, ainda, os dados do CEMPRE, o número de pessoal ocupado, também, caiu na comparação entre 2015 e o ano anterior, de 109.278 para 107.526. Ou seja, 1.752. O número de pessoal ocupado, conforme a pesquisa, também caiu no período avaliado, de 98.018 para 96.261, diferença de 1.757. O ganho médio mensal, em 2015, ficou em 2.6 salários mínimos. Em 2014, eram 2.5.
Na comparação com os cinco maiores municípios de Goiás em população, Anápolis tem o terceiro maior número de empresas atuantes (9.471), ficando atrás de Goiânia (59.623) e de Aparecida de Goiânia (9.609) e à frente de Rio Verde (5.645) e Luziânia (3.174). Esta mesma classificação se repete nos demais itens da pesquisa.
Em relação ao número de pessoal ocupado: Goiânia (668.262); Aparecida de Goiânia (119.910); Anápolis (107.526); Rio Verde (57.307) e Luziânia (25.028). Pessoal Ocupado Assalariado: Goiânia (590.862); Aparecida de Goiânia (108.142); Anápolis (96.261); Rio Verde (51.969) e Luziânia (21.235).
Dentre os cinco municípios citados, Aparecida de Goiânia detém a menor média salarial (2.1) e Goiânia a maior (3.3). Anápolis e Rio Verde têm média de 2.6 e Luziânia 2.3.

O CEMPRE
O Cadastro Central de Empresas é formado por empresas e outras organizações e suas respectivas unidades locais formalmente constituídas, registradas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Sua atualização ocorre a partir das pesquisas econômicas anuais do IBGE, nas áreas de Indústria, Comércio, Construção e Serviços, e de registros administrativos, como a Relação Anual de Informações Sociais - RAIS.
Menos de 38% das empresas sobrevivem após cinco anos de atividade
Os dados do Cadastro Central de Empresas servem de referência a um estudo mais abrangente do IBGE, denominado Demografia das Empresas. Este levantamento revela, dentre outras coisas, que do total de 733,6 mil empresas que nasceram em 2010 no Brasil, 551,2 mil (75,1%) sobreviveram em 2011; 461,5 mil (62,9%), até 2012; 395,4 mil (53,9%), até 2013; 326,8 mil (44,6%), até 2014; e 277,2 mil (37,8%) sobreviveram até 2015. Assim, após cinco anos da entrada no mercado, verifica-se que menos de 38% das empresas entrantes em 2010 sobreviveram até 2015.
Observou-se, também, uma relação direta com o porte: empresas com mais pessoas ocupadas tendem a permanecer mais tempo no mercado, enquanto nas faixas de menor porte as taxas de sobrevivência são menores. Após cinco anos da entrada no mercado, a sobrevivência foi de 31,3% nas empresas sem pessoal ocupado assalariado; 57,8% na faixa de 1 a 9 pessoas e, na faixa de 10 ou mais pessoas ocupadas, foi de 67,1%.
Nesse período, as seções de atividades que apresentaram as mais altas taxas de sobrevivência foram saúde humana e serviços sociais (54,8%), e atividades imobiliárias (50,8%). Já a taxa de sobrevivência do Comércio esteve entre as mais baixas no período (36,1%). (Com informações da Agência IBGE)

Autor(a): Claudius Brito

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