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Anápolis já contabiliza quase 50 homicídios este ano

Violência Comentários 01 de abril de 2016

Número foi apresentado na Câmara Municipal, durante reunião proposta pelo Vereador Jerry Cabeleireiro com autoridades do setor de segurança pública


Na última terça-feira,29, o vereador Jerry Cabeleireiro (PSC) discutiu sobre segurança pública em Anápolis com vários setores ligados ao assunto. Com a presença de policiais militares e delegados civis, o debate girou em torno da troca de informações sobre como garantir qualidade de vida para a população e reduzir os números da violência urbana.
Segundo o propositor da reunião, várias pessoas o procuraram reclamando de assaltos às residências nos diversos bairros da cidade. “Chegaram a mim casos de furtos à casas, assaltos e a falta se segurança é geral, em todo lugar. Queremos buscar uma solução e isso só poderá acontecer se juntarmos todas as forças, de várias entidades para combater a criminalidade”, afirmou Jerry Cabeleireiro.
Durante o debate, tanto o parlamentar como os representantes policiais trouxeram dados numéricos sobre o efetivo e os crimes. A Polícia Militar em Goiás, conforme mostrou Jerry Cabeleireiro, possui 12.700 homens atuando na segurança pública. “Existe um déficit de mais de 18 mil policiais”, acrescentou o vereador. Com isso, para uma cidade como Anápolis, com quase 400 mil habitantes, os números da violência aumentam. Já nos três primeiros meses de 2016, ocorreram 47 homicídios no município.
Com os números em ascendência, cabe à Polícia Militar e à Civil tomar as providências. O vereador lembrou que a população constantemente reclama da demora de atendimento das viaturas. Para o comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM), Coronel Lemos, os deslocamentos dos carros não pode acontecer de bairros muito distantes. “Uma viatura que está no Jundiaí não pode atender a Jaiara porque assim, o primeiro setor ficará desprotegido”, explicou.
Sobre o aumento do efetivo da PM, o Comandante afirmou acreditar que o concurso que o Governo de Goiás pretende realizar em breve, “seja legal”. Para ele, “o governador não divulgaria um ato inconstitucional e com certeza observou todos os parâmetros da legalidade para a contratação de novos policiais”.
Do lado da Polícia Civil, além de efetivos, foi colocado em questão, os equipamentos utilizados pelos agentes e o atendimento à população. O delegado regional de Anápolis, Fábio Vilela, informou que há preocupação em otimizar esse atendimento. A respeito de concursos públicos para a área, o delegado acrescentou que as 500 vagas que serão abertas, se destinarão apenas aos cargos de agentes e escrivães. “Não há previsão de concurso para delegados e precisamos de pelo menos 30 imediatos”, disse.
O grupo presente ao debate ainda comentou sobre a cadeia pública da cidade e a finalização das obras do novo presídio. De acordo com as informações do diretor da unidade atual, Fábio de Oliveira, a administração do local poderá ficar por conta de uma Organização Social (OS). “Existe essa possibilidade e acreditamos que dê certo para resolver problemas de espaço físico e da contratação de pessoal”.
O diretor do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), coronel Sidney Pontes lembrou das ações realizadas pela Prefeitura e que ajudam no combate à criminalidade. “A instalação das câmeras de monitoramento ajudam tanto a Polícia Militar quanto a Civil a localizarem os crimes. Ambas têm utilizados essas imagens. Outra medida é o Banco de Horas”.
Também participaram da discussão os vereadores Wederson Lopes (PSC), Sargento Alberto (PTN) e Mauro Severiano (PSDB); o subcomandante do 3º CRPM, tenente coronel Paulo Inácio e a delegada titular da 1ª delegacia, Geinia Maria Etherna.

Autor(a): Da Redação

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