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Anápolis já contabiliza oito casos confirmados de H1N1

Geral Comentários 05 de abril de 2018

Outros dez estão em fase de investigação. Números apontam o Município com claros sinais de alerta para uma epidemia


Com dois casos de H1N1 confirmados em fevereiro, outros seis em março e mais dez em fase de investigação, a Secretaria Municipal de Saúde admite que esses números colocam Anápolis com claros sinais de alerta para uma epidemia da doença. De acordo com o coordenador de Vigilância Sanitária, Júlio César Spindola e Eduardo Lúcio Franco, diretor de Saúde Básica, neste ano, o aumento de circulação dos vírus gripais acabou se antecipando, com o registro de muitos casos da gripe Influenza A e o consequente aumento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), considerada uma pneumonia atípica e uma doença grave da qual fazem parte diversos tipos de influenza.
Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que de janeiro a março já foram registrados, em todo o Estado, 44 casos de H1N1 e 274 casos de SRAG, este último, um número 16% superior ao do mesmo período do ano passado. “São números muito preocupantes”, reconhece o coordenador de Vigilância Sanitária. Ele garante que, até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde conseguiu atender a todos os casos que buscam as unidades, mas, com muita preocupação com a possibilidade de aumento do número de casos.
O diretor de Saúde Básica e o coordenador de Vigilância Sanitária asseguram que, na atual situação, a Secretaria está preparada para atender a todos os casos de H1N1 e também de SRAG. “Elaboramos um plano de contingenciamento, disponibilizando medicamentos específicos de combate à síndrome respiratória aguda e também de infecção por H1N1”, disse Eduardo Franco. Essa medicação resolve a maior parte dos casos. Para eventuais casos com complicações, foi montado um suporte de terapia intensiva com vagas em UTI, se houver necessidade.
Os médicos da Secretaria Municipal de Saúde estão capacitados para atenderem a todos os casos, inclusive os com complicações. No entanto, a maioria das pessoas com sintomas de H1N1 e SFAG que buscam atendimento nas unidades de saúde está sendo tratada sem a necessidade de internação. Apenas os grupos de risco e os casos com complicações estão sendo encaminhados para internação.

Prevenção
A principal medida de prevenção é a vacina contra a gripe Influenza, disponibilizada, anualmente, pelo Ministério da Saúde, em princípio com a campanha prevista para começar no próximo dia 16, mas, que acabou sendo transferida para o dia 23 por conta de atraso na entrega do imunizante pelo Instituto Butantan, responsável pela sua fabricação. Os dois, ainda, não sabem se a campanha terá início neste dia em Anápolis porque a Secretaria Municipal de Saúde depende da remessa das doses que serão utilizadas no Município, encaminhadas pela Secretaria Estadual de Saúde.
O compromisso da Secretaria Estadual de Saúde é encaminhar as doses dois dias antes do início da vacinação. Com o argumento que ainda não se sabe quantas doses serão encaminhadas e nem a data que elas chegarão à Cidade, Júlio César e Eduardo Franco preferiram não revelar o calendário de vacinação, limitando-se a informar que a prioridade serão os grupos de risco como idosos, doentes crônicos, crianças menores de cinco anos, gestantes e puérperas.
Os dois profissionais de saúde recomendaram alguns cuidados, orientando a evitar levar crianças pequenas, idosos ou gestantes em locais onde há aglomeração de pessoas, lavarem as mãos, sempre, com água e sabão ao voltar da rua ou sempre que mantiver contato com muitas pessoas, usar lenços de papel ao tossir e espirrar e diante de sinal de febre alta, falta de ar e dor no corpo procurar, imediatamente, auxílio médico.
Eles informaram que os sintomas iniciais da H1N1 são muito semelhantes aos de uma gripe comum, porém, mais acentuados. Podem ocorrer, também, sensação de garganta seca, rouquidão, pele quente e úmida e olhos lacrimejantes. Nas crianças, a febre pode se apresentar com temperaturas mais altas, muitas das vezes, acompanhada de quadro de bronquite e de sintomas gastrointestinais. Nos idosos, as febres não costumam ser muito altas.

Autor(a): Da Redação

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