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Anápolis ficou tranquila em dia de mudanças no País

Política Comentários 13 de maio de 2016

Desde 2009 sob a administração do PT, a Cidade manteve a rotina. Em Brasília, a pouco mais de 120 quilômetros de distância, uma transformação no comando político administrativo do País


A manhã de quinta-feira, 12, em Anápolis, foi de normalidade. Apesar dos acontecimentos ocorridos a pouco mais 120 quilômetros que separam o Município da Capital Federal. Em Brasília, era pouco mais de 06h30 quando o placar do Senado Federal dava o resultado da votação sobre a admissibilidade do impeachment da Presidente Dilma Rousseff: 55 a 22.
Com o dia clareando, a única coisa que demonstrava que algo diferente estava acontecendo, é que houve alguns mais entusiasmados com a vitória do “SIM” ao afastamento da petista, que resolveram soltar foguetes. Mas, foi por pouco tempo e, depois, as pessoas começaram o dia se deslocando para os seus locais de trabalho. Não houve nenhum foco de manifestação nem do “SIM”, nem do “NÃO” ao golpe, conforme rotularam os governistas o processo que colocou Dilma Rousseff fora do Palácio do Planalto por, até, 180 dias. O afastamento não é definitivo. Agora, o Senado vai abrir uma investigação para apurar com mais profundidade as denúncias contra a Presidente e, na fase final, vai se transformar numa Casa julgadora, inclusive, sob a presidência do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Na última votação será exigido o quórum qualificado de 2/3 dos 81 senadores, ou seja, 54 votos.
A Presidente não esboçou nenhuma resistência ao deixar o maior posto político e administrativo do País e, ao discursar para os seus correligionários e simpatizantes, após deixar o Planalto, disse estar sendo vítima “da maior das brutalidades que pode ser cometida contra qualquer ser humano”, afirmando que, contra ela, não houve denúncia de corrupção, nem de dinheiro em contas no exterior.
“Aqueles que não conseguiram chegar ao Governo pelo voto, que perderam as eleições, tentam pela força chegar ao poder. Este golpe está baseado nas razões as mais levianas possíveis e injustificadas”, pontuou, dando nome aos bois: “Quem deu início a este golpe por vingança, por vingança, foi o Deputado Eduardo Cunha, por nos recursarmos a dar a ele os votos na Comissão de Ética para que ele fosse absolvido”. E, continuou: “A própria imprensa disse que ele (Eduardo Cunha) estava fazendo chantagem e eu não sou mulher de aceitar este tipo de chantagem”.
Dilma Rousseff disse que lutará até o fim para retomar o cargo e, de forma indireta, fez crítica ao vice e, agora, presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), de que ele estaria por trás de um movimento que busca, senão acabar, mas reduzir as conquistas sociais que, segundo ela, foram construídas nos últimos 13 anos, desde o primeiro mandato de Lula, a quem sucedeu na Presidência. Ela, também, se lembrou da luta empreendida em prol das mulheres e que foi a primeira, na história, a presidir o País, depois de o mesmo ter sido, também, pela primeira vez, presidido por um operário - se referindo a Lula.
“Enfrentei durante a minha vida grandes desafios: o desafio da ditadura, da minha doença e, agora, esta situação que me dói profundamente da injustiça e da traição”, disse, afirmando que está pronta “para resistir por todos os meios legais”.

Novo Presidente
Michel Temer assinou a notificação sobre a decisão do Senado, num ato simples, sem cerimônia e, desde então, passou a ocupar a Presidência da República. Ele já vinha, nos últimos dias, trabalhando a montagem de sua equipe, que é composta por nomes indicados por vários partidos, à exceção dos governistas e alguns independentes. O que pode ser um fator importante para lhe garantir condições de governabilidade.

Autor(a): Claudius Brito

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