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Anápolis fechou 3.226 postos de trabalho

Economia Comentários 26 de janeiro de 2017

Dados do CAGED mostram que a Cidade foi a segunda no Estado que mais perdeu empregos com carteira assinada. Liderança ficou com Goiânia


Anápolis fechou 3.226 postos de trabalho formais em 2016, um resultado negativo referente à variação entre 32.270 admissões e 35.496 demissões. Em 2015, o saldo negativo no Município foi de 1.832 vagas fechadas, ou seja, 1394 vagas a mais em relação às que foram extintas no ano passado. Os dados acumulados referentes a 2016 foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego, juntamente com a estatística de dezembro. Nele, consta que Anápolis teve, também, um desempenho negativo no último mês do ano passado, quando foram fechadas 679 vagas de trabalho com carteira assinada.
Os números acumulados do ano passado, reforçados com os dados de dezembro mostram que 2016 se encerrou com queda na abertura de novos postos de trabalho e aumento do desemprego em Anápolis, diferentemente do que ocorreu no País e, também, em Goiás. Em todo o País, nos últimos 12 meses foram fechadas 1.321.994 vagas, 14% a menos do que no mesmo período de 2015, quando o mercado perdeu 1.534.989 empregos formais. A situação se repetiu em dezembro, com o fechamento de 462.366 vagas, contra 596.208 no mesmo mês de 2015. No Estado e no País, os números do CAGED são negativos, mas mostram uma diminuição no fechamento de vagas.
Em 2016 todos os segmentos da economia de Anápolis perderam postos formais de trabalho. A indústria de transformação liderou o fechamento de vagas, com menos 1.097 postos de trabalho com carteira assinada fechados, seguida pelo comércio, que terminou o ano com menos 880 vagas, o setor de serviços, com um saldo negativo de 792 vagas, a construção civil, com menos 396 e a agropecuária, com menos 44 vagas.
No Estado
Em Goiás o resultado acumulado de admissões e demissões também não foi diferente. No ano, ocorreram 531.215 admissões e 558.260 demissões, números que resultaram em um saldo negativo de 27.045 postos formais de trabalho. Mesmo assim, Goiás foi o terceiro Estado da Federação que menos fechou vagas de empregos ficando atrás, apenas, de Roraima e Mato Grosso do Sul. De acordo com o Ministério do Trabalho/CAGED, estes três estados foram os que menos sofreram com a crise de 2016.
Entre os 36 municípios goianos com mais de 30 mil habitantes, apenas 12 se sobressaíram mesmo diante da crise vivida pelo País, apontada como responsável pelo segundo ano seguido de queda nas vagas de empregos formais em todos os Estados da Federação, todos eles tendo em comum a forte presença da agroindústria. Cristalina, com saldo positivo de 1.528 vagas lidera o ranking dos municípios goianos que mais abriram vagas de trabalho com carteira assinada, vindo a seguir Formosa, com 671; Quirinópolis, com 415; Santa Helena, com 374; Morrinhos, com 154; São Luiz dos Montes Belos, com 146; Goiatuba, com 141; Iporá, com 112; Cidade Ocidental, com 109; Goianira, com 105, Caldas Novas com 88 e Inhumas, com 44 novas vagas.
Outros 12 municípios goianos com mais de 30 mil habitantes também fecharam o ano no vermelho. No ranking dos municípios que mais demitiram a liderança ficou com Goiânia, com um saldo negativo de 12.193, seguida por Anápolis, com menos 3.226; Niquelândia, com menos 1.314; Rio Verde, com menos 1.080; Catalão, com menos 1.003; Aparecida de Goiânia, com menos 997; Jataí, com menos 794; Luziânia, com menos 686; Itumbiara, com menos 660; Jaraguá, com menos 474; Quirinópolis, com menos 415 e Valparaíso de Goiás, com menos 368.
De acordo com a coordenadora da Unidade de atendimento do SINE em Anápolis, Fernanda Ribeiro de Oliveira, o aumento do desemprego fez com que crescesse, muito, a procura por vagas captadas pela unidade. Segundo ela, em contrapartida a oferta de vagas caiu mais de 30% em 2016 porque a situação econômica do Brasil preocupa todo o segmento produtivo da economia nacional. “Com a crise, os empresários estão adiando investimento”, explica a coordenadora do SINE, revelando que novos empreendedores preferem aguardar momentos de menor incerteza na economia para iniciarem seus projetos.

Autor(a): Ferreira Cunha

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