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Anápolis e Uberlândia buscam viabilizar aeroportos multimodais

Economia Comentários 01 de outubro de 2015

O município mineiro já está alguns passos adiante, mas o projeto de Anápolis segue e aguarda nova fase que é o edital de concessão para a iniciativa privada


Ao contrário do que muita gente pensa, as obras do Aeroporto de Cargas de Anápolis não estão paradas. Muito pelo contrário. Homens e máquinas trabalham no arremate das vias de circulação interna bem como na parte de proteção vegetal. A pista principal, com mais de três mil metros de extensão, capaz de suportar pousos e decolagens de aeronaves de alta tonelagem já está praticamente pronta, inclusive, boa parte da sinalização vertical.


A presença da reportagem no local foi restrita. Mas, ainda assim, deu para perceber a grandiosidade desta obra que, sem dúvidas, representará um marco para a economia de Goiás e consolidará o status de Anápolis como um dos principais polos logísticos do País.


Para saber mais sobre a situação atual do aeroporto, a reportagem encaminhou um pedido de informação para a Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas, que é responsável pela obra. A AGETOP retornou o seguinte: “Informamos que as obras de construção da pista do Aeroporto de Cargas de Anápolis, com extensão de 2.940 mil metros, foram concluídas com a devida sinalização horizontal, com faixas que delimitam o espaço. No momento, está em andamento o processo de homologação por meio da ANAC. Informamos, ainda, que as obras tiveram o investimento de R$ 106.936.820,90”.


O pedido de informação veio, também, encaminhado de um comentário do presidente da Agência, Jayme Rincón, o qual fez a seguinte observação: “O Aeroporto de Cargas de Anápolis possui localização estratégica em Goiás, pois está ao lado do Porto Seco, BR-153 e Ferrovia Norte-Sul. Em operação, terá estrutura suficiente na ação de importação, exportação e distribuição de mercadorias para centros de consumo”.


Ainda não há, entretanto, uma informação oficial de quando se inicia a próxima etapa, que será entregue à iniciativa privada, por meio de concessão. O edital para o chamamento das empresas interessadas, conforme apurou a reportagem, teve de passar por adequações, por uma série de razões, dentre elas, a mudança na lei de concessões de aeroportos, atendendo orientação feita pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. Além disso, o projeto do aeroporto estará acoplado ao da Plataforma Logística Multimodal. Outra alteração anunciada recentemente, é que aeroporto irá operar de forma mista, ou seja, com terminais de carga e de passageiros. São, portanto, várias mudanças que vêm sendo processadas para que o projeto possa decolar e gerar resultados positivos.


Quando estiver em operação, o Aeroporto de Cargas de Anápolis terá uma série de vantagens competitivas: a localização geográfica, no centro do País; a proximidade de importantes rodovias federais como as BRs 153 e 060 e a proximidade de duas ferrovias: a Centro-Atlântica e a Norte-Sul, bem como estará vizinho à Estação Aduaneira de Interior (Porto Seco) e ao Distrito Agro Industrial, onde está localizado o terceiro maior polo de fabricação de medicamentos do País.


 


 


Uberlândia sai na frente com aeroporto multimodal


 


O Aeroporto de Cargas está sendo considerado como um divisor de águas para a história da economia de Anápolis. Ocorre que não estamos sozinhos. Na última terça-feira, 22, foi divulgada a informação de que a Infraero pretende publicar até o dia 19 próximo, o edital do Condomínio Logístico de Uberlândia, que está localizado dentro do sítio do aeroporto “Ten. Cel. Aviador César Bombonato” que, desde 2014 - conforme reportagem do Jornal Contexto, à época - vem passando por expansão para estabelecer o complexo. E a intenção é ter um aeroporto multimodal, aproveitando as estruturas rodoviária e ferroviária, próximas dali. O que faz do município mineiro um potencial concorrente e que está alguns passos adiante.


Conforme notícia divulgada no site da Infraero, o condomínio contará com uma área de 50 mil m², localizada dentro do sítio do Aeroporto de Uberlândia. A empresa vencedora da licitação receberá a área tal como ela se encontra hoje e ficará responsável pela elaboração dos projetos e execução das adequações, serviços e instalações complementares destinadas à implantação do empreendimento. O prazo de vigência contratual será de 25 anos, contados a partir da data do início da vigência do contrato, considerando inclusive o prazo relativo à amortização dos investimentos.


"Uberlândia foi escolhida de forma natural na Rede Infraero, já que a logística de cargas, apesar de estar em fase inicial no aeroporto, é uma realidade há muitos anos naquela região do País, que além de concentrar importantes distribuidores, é dotada de uma conectividade invejável em diferentes modais", informou o superintendente de Negócios em Logística de Carga da Infraero, Francisco Nunes.


 


 


Linha do tempo


 


Outubro de 2008


- O projeto do Aeroporto de Cargas é entregue aos representantes do Governo de Goiás, durante reunião na Associação Comercial e Industrial de Anápolis. Na época, discutia-se a possibilidade de Anápolis sediar um entreposto da Zona Franca de Manaus que, em 2010, foi definida para Uberlândia.


 


Outubro de 2009


- Tribunal de Contas do Estado de Goiás manda cancelar a licitação que estava em andamento para escolher empresa para tocar as obras do aeroporto.


 


Agosto de 2010


- É realizada a última audiência pública, para definir os detalhes finais para o início das obras.


 


Setembro de 2010


- As máquinas começam a trabalhar no canteiro de obras do Aeroporto de Cargas de Anápolis. No início, mais de 130 tratores e caminhões iniciaram uma movimentação de terra sem precedentes para a construção da pista.


 


Dezembro de 2010


- As obras do aeroporto são paralisadas.


 


Agosto de 2012


- Obras do aeroporto são, efetivamente, retomadas depois de algumas idas e vindas.


 


Março de 2015


- Anunciada mudança no projeto. Aeroporto de Cargas terá funcionamento misto, com terminal de passageiros.


 


Outubro de 2015


- Obras continuam.

Autor(a): Claudius Brito

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