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Anápolis deve se transformar no maior centro operacional da FAB

Cidade Comentários 25 de outubro de 2018

Neste ano, os investimentos devem atingir R$ 45 milhões. Chegada do KC 390 foi adiada para o começo de 2019


A ALA 2 (antiga Base Aérea) deve, nos próximos anos, se transformar no maior complexo operacional da Força Aérea Brasileira. A unidade, implantada no início da década de 70 com a missão de proteger a soberania do espaço aéreo na região central do País conta, hoje, com quatro esquadrões e vai receber, no ano que vem, as duas primeiras aeronaves KC 390, fabricadas pela Embraer, podendo chegar a um total de 8. Já, a partir de 20121, chegam os oito aviões de caça Gripen NG, fabricados pela empresa sueca Saab, de um total de 36 adquiridas pelo governo brasileiro.
O comandante da ALA 2, Coronel Aviador Antônio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues, falou sobre os projetos durante reunião da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, onde foi homenageado, em nome da corporação, pela passagem do Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira, que é comemorado há 112 anos no dia 23 de outubro, simbolizando o feito do brasileiro Alberto Santos Dumont que alçou voo no 14 BIS, no campo de Bagatelle, na França, sendo a primeira vez que um homem conseguiu voa de forma totalmente independente sem suportes terrestres. O comandante foi agraciado com a medalha de “Mérito Comercial e Industrial” e o certificado de “Honra ao Mérito”.
No encontro com os empresários, o Cel. Mioni informou que a chegada do KC 390, que estava prevista para acontecer este ano, foi prorrogada para o primeiro semestre do ano que vem, em razão de um incidente que houve na fase experimental. No entanto, ele adiantou que a aeronave, uma das mais modernas na sua modalidade e com carimbo de produção nacional, já recebeu certificação da Agência Nacional de Aviação Civil e, dessa forma, não é mais um projeto experimental e está pronta para integrar o recém-criado Esquadrão de Transporte da ALA 2, que será o maior do País.
Ele ressaltou que está dentro do cronograma previsto, a entrega das primeiras unidades dos caças Gripen-NG, a partir de 2021. Inclusive, em 2019, oito pilotos que vão receber as primeiras unidades estarão se reunindo em Anápolis. Trata-se de um megaprojeto, já que são 36 aeronaves, no total, dotadas de alta tecnologia.
Para abarcar os projetos, estão em andamento diversas obras de ampliações na estrutura da ALA 2. Somente neste ano, são cinco grandes empreendimentos que resultarão em investimentos na casa de R$ 48 milhões e há, ainda, outros 23 empreendimentos para a partir do ano que vem. Na parte de moradia, serão edificados dois prédios residenciais na Vila dos Oficiais com 48 apartamentos e mais dois outros edifícios na Vila dos Suboficiais e Sargentos com 96 apartamentos. Quanto à questão do efetivo, o Coronel disse que, ainda, não há uma quantidade definida, mas estima que o aumento seja de 300 a 500 militares. Tudo isso, observou, vai trazer um grande impacto na economia do Município.

Esquadrões
A ALA 2, hoje, conta com quatro esquadrões: o 1º GDA (Grupo de Defesa Aérea) ou Esquadrão Jaguar, que foi implantado há 40 anos, base para aviação de caça; o 2º/6º GAV, que é a base dos aviões de radares e sensoriamento remoto integrantes do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM); o 1º/6º Esquadrão Carcará, que opera com aeronaves Learjet para atividades de reconhecimento aéreo e o Esquadrão de Transporte, que vai abrigar os gigantes KC 390.
O comandante da Base Aérea ressaltou que não tem conhecimento de nenhuma unidade onde há uma interação tão grande como a existente da ALA 2 com a sociedade anapolina. Ele também falou dos projetos sociais que a corporação desenvolve. Um deles, o Forças no Esporte que, atualmente, assiste a cerca de 500 crianças de famílias carentes. Disse, ainda, não ter dúvida de que a ALA 2, num futuro bem próximo, se tornará no maior complexo operacional da FAB.
O presidente da ACIA, Anastácios Apostolos Dagios assinalou que a Base Aérea, hoje ALA 2, teve, ao longo da história, um papel de grande relevância para o desenvolvimento de Anápolis e esta trajetória vai manter-se com os projetos futuros e o trabalho que está sendo feito pelo Comdefesa para colocar o Município como polo referência para investimentos na área de defesa e segurança. Ele destacou que a entidade esteve sempre presente na história da Base Aérea, inclusive, doando o projeto topográfico para que se desse início a construção do complexo.

Autor(a): Claudius Brito

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