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Anápolis conta com dois dos mais importantes esquadrões do País

Segurança Comentários 22 de junho de 2017

A Força Aérea Brasileira comemora o Dia da Aviação de Reconhecimento. A Ala 2, em Anápolis, conta com dois esquadrões que atuam na vigilância e inteligência aérea do Território Nacional O Esquadrão Poker (1º/10º GAV), da ALA 4, de Santa Maria (RS), é a única unidade da FAB que tem por missão principal o reconhecimento tático. A atividade objetiva fornecer informações oportunas e atualizadas às forças amigas, referentes à disposição, composição e movimentação das forças inimigas, instalações, emissões eletrônicas, condições meteorológicas


Dos sensores instalados em aeronaves aos veículos aéreos não tripulados, a Aviação de Reconhecimento tem como objetivo fazer varreduras de áreas suspeitas e apoiar operações de busca e salvamento com informações rastreadas. O dia 24 de junho relembra a data em 1867, em que balões foram utilizados pela primeira vez para reconhecimento das áreas inimigas e das tropas paraguaias nas fronteiras, e, por isso, é considerado o dia da aviação de reconhecimento.
Rastreamento minucioso de dados de inteligência e monitoramento de áreas de interesse. Essas são algumas das atividades realizadas pela Aviação de Reconhecimento da Força Aérea Brasileira. A bordo das aeronaves, câmeras, sensores e radares são os olhos da FAB que, do alto, auxiliam na detecção de ameaças e na proteção do território brasileiro. Concentrados nas regiões Sul e Centro-Oeste do País, hoje são quatro esquadrões especializados em reconhecimento aéreo que atuam desde a área tática até a vigilância da Amazônia. Duas dessas unidades operacionais estão localizadas em Anápolis, na ALA 2, antiga Base Aérea.
Há seis meses, foi transferido de Recife (PE) para a ALA 2 o Esquadrão Carcará (1º/6º GAV). A unidade opera a aeronave R-35A que executa Reconhecimento de Alvo, como pistas de pouso clandestinas, hidrelétricas entre outros; e Aerolevantamento, utilizando o sensor para o imageamento de uma área, e não apenas um alvo específico. “O Aerolevantamento é muito utilizado por órgãos municipais, estaduais e federais para atualização de mapas, banco de dados e serviços de segurança pública”, esclarece o Comandante do Esquadrão Carcará, Tenente-Coronel João Gustavo Lage Germano.
Já o R-35AM utiliza um sensor de Medida de Apoio à Guerra Eletrônica (MAGE) para realizar missões com a captação de sinais de radares, embarcados ou não, capacitando os setores responsáveis a alimentar uma biblioteca de dados, a fim de fornecer esses dados aos vetores que utilizem Medidas de Proteção Eletrônica (MPE).
O Esquadrão Guardião (2º/6º GAV) opera em Anápolis desde 1999. Foi ativado para apoiar o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM). É responsável pelo planejamento, execução e supervisão das missões de Sensoriamento Remoto, Reconhecimento Aéreo e Controle e Alarme Aéreo Antecipado.
Utiliza a aeronave R-99 que possui sistemas capazes de realizar imageamento de perímetros ou objetos terrestres, como áreas de queimadas e desmatamento, auxiliando os órgãos de fiscalização ambiental. Já a aeronave E-99 é equipada com radares que possibilitam identificar a localização de aeronaves suspeitas que estejam cruzando o espaço aéreo brasileiro, coibindo, entre outras práticas, o tráfico de produtos ilegais que chegam ao País por meios aéreos.
OUTRAS UNIDADES DA AVIAÇÃO MILITAR
O Esquadrão Poker (1º/10º GAV), da ALA 4, de Santa Maria (RS), é a única unidade da FAB que tem por missão principal o reconhecimento tático. A atividade objetiva fornecer informações oportunas e atualizadas às forças amigas, referentes à disposição, composição e movimentação das forças inimigas, instalações, emissões eletrônicas, condições meteorológicas e outros aspectos que possam interessar a um Comando de Teatro de Operações. A unidade opera as aeronaves A-1 (AMX) e também cumpre as missões de Controle Aéreo Avançado, Supressão de Defesa Aérea Inimiga, Ataque e Apoio Aéreo Aproximado.
Também em Santa Maria está sediado o Esquadrão Hórus (1º/12º GAV), que opera as Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) RQ-450 e RQ-900. É o único esquadrão da FAB a trabalhar com aviões não tripulados. A missão do Hórus é capacitar seu efetivo em Ações de Reconhecimento Aéreo, Vigilância de Área, Controle Aéreo Avançado e Posto de Comunicações no Ar. As atividades são empregadas em operações singulares, conjuntas ou interagências. (Com informações da Agência Força Aérea)

Autor(a): Da Redação

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