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Anápolis aparece em relação das cidades mais violentas do Brasil

Violência Comentários 09 de junho de 2017

Município tem taxa de homicídio superior às médias apuradas no Brasil. No ranking goiano, está na 11ª posição


Em 2015, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes de Anápolis, ficou em 40,9. Somada às Mortes Violentas com Causa Indeterminada (MVCI), a Taxa registrou 45,6. Os números não são animadores, já que, de acordo com o Atlas da Violência de 2017, elaborado em parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Município ficou com taxa de homicídio bem acima da média nacional (28,9) e um pouco abaixo da média de Goiás (45,3).
O estudo elenca, apenas, os municípios com população superior a 100 mil habitantes. Em Goiás, nenhum município figurou na lista dos mais pacíficos, levando-se em consideração a soma da taxa de homicídios com a de MVCI. Por outro lado, existem quatro cidades na lista dos 30 mais violentos: Novo Gama; Luziânia, Senador Canedo e Trindade.
Ainda, conforme o levantamento, os 10 municípios com maiores taxas de homicídios e MVCI são: Novo Gama (75,0); Luziânia (74,7); Senador Canedo (73,7); Trindade (69,8); Formosa (63,3); Aparecida de Goiânia (59,0); Águas Lindas de Goiás (55,6); Valparaíso de Goiás (55,5), Goiânia (49,5) e Itumbiara (48,7). Anápolis aparece logo em seguida, com taxa de 45,6. Rio Verde fecha a lista, com taxa de 36,2. Só a título de comparação, no município mais pacífico, Jaraguá do Sul (SC), a taxa de homicídio mais a de MVCI, ficou em apenas 3,7. Portanto, uma diferença muito considerável.
Em 2015, a taxa de homicídios em Goiás foi de 45,3. No intervalo de 2005 a 2015, houve um crescimento de 73,6%. O número de homicídios foi de 2.997, sendo que do período de 2005 a 2015 houve um acréscimo de 104,2%. Especificamente, a taxa de homicídios praticados por arma de fogo ficou em 32,7 por 100 mil habitantes.
No Brasil, em 2015, foram registrados 59.080 homicídios, sendo que a taxa desse tipo de crime por 100 mil habitantes foi de 28,9. As maiores marcas foram registradas nos estados de Sergipe (58,1), Alagoas (52,3) e Ceará (46,7). A pesquisa aponta que 318 mil jovens foram assassinados entre 2005 e 2015. Os dados apontam que 54,1% das vítimas tinham entre 15 e 29 anos em 2015. A taxa de assassinatos da população jovem ficou em 60,9 mortes por 100 mil habitantes. Foi de 37,7 a taxa média de mortos da população negra e 15,3 da população não negra. No total, 4.621 mulheres foram assassinadas em 2015. A taxa média foi de 4,5 mortes para cada 100 mil mulheres. De acordo com a pesquisa, 71,9% dos homicídios cometidos no País, foram perpetrados com armas de fogo, concluiu o levantamento. Apurou-se, também, que 10% dos municípios brasileiros concentram 76,5% dos homicídios.
ALGUMAS CONCLUSÕES DO ESTUDO
“O número de homicídios no Brasil, em 2015, ficou estável na mesma ordem de grandeza dos dois anos anteriores. Segundo o Ministério da Saúde, nesse ano houve 59.080 mortes. Trata-se de um número exorbitante, que faz com que, em apenas três semanas, o total de assassinatos no País supere a quantidade de pessoas mortas em todos os ataques terroristas no mundo, nos cinco primeiros meses de 2017, e que envolveram 498 casos, resultando em 3.314 indivíduos mortos”.
“Entre 2005 e 2015, nada menos que 318 mil jovens foram assassinados. Analisando o ano de 2015, a participação do homicídio como causa de mortalidade da juventude masculina, entre 15 a 29 anos de idade, correspondeu a 47,8% do total de óbitos (e 53,8% se considerarmos apenas os homens entre 15 a 19 anos). Nesse último ano, 60,9 indivíduos para cada grupo de 100 mil jovens, entre 15 e 29, foram mortos. Se considerarmos apenas a juventude masculina, este indicador aumenta para 113,6”.
“Quando analisamos a cor da pele da vítima, verificamos que a diferença de letalidade contra negros em relação ao restante da população aumentou. De fato, dois cenários distintos foram observados no período entre 2005 e 2015. Enquanto houve um crescimento de 18,2% na taxa de homicídio de negros, a mortalidade de indivíduos não negros diminuiu 12,2%. Com isso, ao considerar a proporção entre as taxas de homicídio de negros, e não negros, verificamos um aumento de 34,7% na diferença de letalidade contra negros”.
“Em 2015, 4.621 mulheres foram assassinadas no Brasil, o que corresponde a uma taxa de 4,5 mortes para cada 100 mil mulheres. Ainda que, em termos de letalidade violenta, as mulheres sejam menos afligidas, este número representa uma pequena ponta do iceberg das centenas de milhares de violências (físicas, psicológicas e materiais) que afligem a população feminina, que são motivadas por uma cultura patriarcal e que passam invisíveis aos olhos da sociedade”.
“Como era de se esperar, a arma de fogo continuou como fator central na história da violência letal em 2015. Nada menos que 41.817 pessoas foram mortas por essas armas, o que correspondeu a 71,9% do total de homicídios no país”. (Fonte: Atlas da Violência 2017 - IPEA/Fórum Brasileiro de Segurança Pública)
MUNICÍPIOS MAIS VIOLENTOS
(TAXA DE HOMICÍDIO + MVCI)
Altamira (PA) - 107,0
Lauro de Freitas (BA) - 97,7
Nossa Senhora do Socorro (BA) - 96,4
São José de Ribamar (MA) - 96,4
Simões Filho (BA) - 92,3
Maracanaú (CE) - 89,4
Teixeira de Freitas (BA) - 88,1
Piraquara (PR) - 87,1
Porto Seguro (BA) - 86,0
Cabo de Santo Agostinho (PE) - 85,3
Marabá (PA) - 82,4
Alvorada (RS) - 80,4
MUNICÍPIOS MAIS PACÍFICOS
(TAXA DE HOMICÍDIO + MVCI)
Jaraguá do Sul (SC) - 3,7
Brusque (SC) - 4,1
Americana (SP) - 4,8
Jaú (SP) - 6,3
Araxá (MG) - 6,8
Botucatu (SP) - 7,2
Bragança Paulista (SP) - 7,5
Jundiaí (SP) - 7,7
Conselheiro Lafaiete (MG) - 8,0
Teresópolis (RJ) - 8,0
Presidente Prudente (SP) - 8,1
Mogi Guaçu (SP) - 8,1
MUNICÍPIOS DE GOIÁS
(TAXA DE HOMICÍDIO + MVCI)
Rio Verde - 36,2
Anápolis - 45,6
Itumbiara - 48,7
Goiânia - 49,5
Valparaíso de Goiás - 55,5
Águas Lindas de Goiás - 55,6
Aparecida de Goiânia - 59,0
Formosa - 63,3
Trindade - 69,8
Senador Canedo - 73,7
Luziânia - 74,7
Novo Gama - 75,0

Autor(a): Claudius Brito

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