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Anápolis adere à greve dos servidores em Goiás

Cidade Comentários 25 de setembro de 2015

Movimento busca aplicação da data-base de 7% para os efetivos do TJGO. Estimativa é que três mil funcionários do Judiciário goiano vão aderir à greve


Os servidores e serventuários da Comarca de Anápolis paralisaram as atividades nesta quinta-feira,24, aderindo ao movimento deflagrado pelo Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás (SindJustiça), conforme deliberado em assembleia da categoria no dia 19 último, da qual participaram cerca de 200 pessoas, representando 41 comarcas.


O presidente do SindJustiça, Fábio Queiroz, esclareceu que foram realizadas diversas tentativas de diálogo com o governador Marconi Perillo (PSDB), para que o projeto da data-base do Judiciário fosse colocado na pauta na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás e aprovado. E a matéria, de fato, foi encaminhada para o Legislativo goiano e, na última quarta-feira,23, foi aprovada na Comissão Mista formada para analisar e dar parecer ao texto, que deverá ainda passar por duas votações em plenário e, aprovada, vai à sanção do Governador.


O texto aprovado pela Comissão Mista prevê a revisão geral anual da remuneração dos servidores do Poder Judiciário, em 7%, e do Ministério Público, em 6,22%, retroativa a 1º de janeiro e 1º de maio deste ano, respectivamente. Os dois projetos seguem agora para apreciação no Plenário, para duas votações. O sindicato da categoria espera agora os demais trâmites da aprovação do projeto na Assembleia, bem como a sanção e a publicação da lei. Até lá, o movimento continua.


Toda a documentação jurídica visando a assegurar a legalidade da greve foi concluída e encaminhada pelo departamento Jurídico do SindJustiça às autoridades. “O nosso movimento cumpre com todas as exigências legais”, assegurou o 1º vice-presidente, Fabrício Duarte. As primeiras providências foram: oficiar as autoridades competentes, tais como o governador Marconi Perillo e os presidentes do Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa. Outra providência foi o ingresso de mandado de segurança contra o corte de ponto e de vencimentos.


A direção da entidade repassou aos delegados sindicais todas as atividades para a manutenção do cumprimento da legislação durante o período de greve. Entre elas estão: o comparecimento ao local de trabalho, a assinatura do ponto eletrônico e do livro de controle paralelo e a manutenção do efetivo de 30% de servidores para prestar os serviços considerados essenciais e inadiáveis. (Com informações do SindJustiça)

Autor(a): Claudius Brito

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