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Anápolis sofre com regionalização de serviços

Saúde Comentários 17 de outubro de 2014

Secretário Luiz Carlos Teixeira traçou um diagnóstico da saúde pública do Município, numa reunião com os vereadores


O secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Teixeira, durante encontro com vereadores na Câmara Municipal, ocorrido no último dia 13, afirmou que o setor tem sofrido com a regionalização de serviços. Conforme narrou, de Jaraguá a Porangatu, não há UTIs públicas e grande parte dos municípios das regiões Norte e Nordeste, não têm maternidades. Com isso, boa parte dos pacientes são mandados para cá ou para Goiânia.
Na avaliação dom secretário, a situação não é pior, hoje, porque o Município está conseguindo estruturar a sua rede de atendimento, o que, inclusive, é um avanço dentro do Estado, em termos de estruturação desde a atenção básica até os procedimentos de alta complexidade.
O secretário ressaltou que, no Brasil, não é muito clara a definição sobre o perfil dos municípios, em relação aos atendimentos do Sistema Único de Saúde. Ele apontou que Anápolis tem um quadro inovador, com a estruturação da rede. Assim, cada encaminhamento feito pela regulação tem um destino. Ele explicou que o Hospital Municipal, por exemplo, voltou a fazer atendimentos de ortopedia e é também a “porta de entrada” para pacientes queimados. O município- revelou Luiz Carlos- contava em 2009 com 1.412 servidores na saúde e, hoje, são 2.846, ou seja, o número foi dobrado em cinco anos. Atualmente, o quadro da secretaria conta com 498 médicos. Ele reconheceu que, embora seja um número expressivo, ainda há falta de profissionais de especialidades, como pediatras, neurocirurgiões, dentre outros. Ele anunciou que a Prefeitura deverá realizar um novo concurso para contratação de pessoal para a saúde e a educação e que foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, que permite à secretaria contratar médico para prover as demandas, sem o concurso, porque no último certame o interesse ficou abaixo da expectativa. O assunto, que envolve a questão da remuneração para a categoria, inclusive, está sendo discutido com o Sindicato dos Médicos. “Nós temos de encontrar uma solução que seja atrativa, mas compatível com a realidade do Município”, disse o secretário.
Luiz Carlos informou que em Anápolis, estão em plena atividade 54 equipes do programa Estratégia de Saúde da Família (antigo PSF) e que estão sendo construídas novas unidades básicas, nos seguintes setores: Parque Residencial das Flores, Iracema, Vila União, Parque dos Pirineus, Arco Íris e São José (este último em fase, ainda, de ordem de serviço) e serão iniciadas as reformas nas unidades dos setores: Paraíso, Bairro de Lourdes, Calixtolândia, JK, Alexandrina, Jardim Alvorada, Santo Antônio, Fabril e Maracanã.
O secretário citou que a rede, além das unidades básicas, dos Cais, do Hospital Municipal e da UPA-24 horas, conta ainda com atendimentos especializados como o Hospital da Mulher, o SAMU, o Hospital Dia do Idoso- que afirmou ser uma referência nacional- três CAPs, para atendimento na área de saúde mental e os centros de especialidades em saúde bucal. Essas unidades citadas, são, todas elas, são geridas pelo Município e a rede conta ainda com o Hospital de Urgências (Huana), a Santa Casa, a Maternidade Dr. Adalberto Pereira e o Hospital Espírita Psiquiátrico, além das unidades de saúde do setor privado. De acordo com o secretário, é necessário que toda esta rede funcione de forma articulada e é isso que vem sendo trabalhado.
O secretário informou também que foi firmado o primeiro protocolo de urgência e emergência, o que fará com que a rede aumente, muito em breve, o número de UTIs adulto de 33 para 51 e de UTIs pediátricas de 10 para 23. “Não resolve todos os problemas, mas é um avanço muito grande”, assinalou o secretário. Segundo ele, só para se ter uma ideia, 80% das crianças que são internadas nas UTIs pediátricas em Anápolis, são de fora do Município.

Resumo de atendimentos na rede municipal

SAMU
(Janeiro a setembro de 2014)
Total: 38.743
Média mensal: 4.305

CAPS- SAÚDE MENTAL
(Janeiro a setembro de 2014)
Total: 12.772
Média mensal: 1.420
Consultório de Rua
Total: 1.213
Média mensal: 136
Ambulatório
Total: 5.115
Média mensal: 570

SAÚDE BUCAL
(Janeiro a setembro de 2014)
Pacientes: 99.827
Média mensal: 11.100
Procedimentos: 387.621
Média mensal: 43.100

CAIS ABADIA LOPES
(Janeiro a setembro de 2014)
Ambulatório: 14.464
Média: 1.610
Emergência: 78.094
Média: 8.677

CAIS PROGRESSO
Ambulatório: 32.687
Média: 3.650
Emergência: 55.627
Média: 6.180

Autor(a): Claudius Brito

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