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Anápolis rural: além das indústrias

Cidade Comentários 30 de julho de 2015

Município possui área territorial pequena para a produção agropecuária em grande escala. Mas, ainda assim, o agronegócio não pode ser desconsiderado no cenário econômico local


A atividade agropecuária em Anápolis não tem grande projeção nos indicadores locais como, por exemplo, do Produto Interno Bruto. O Valor Adicionado Bruto (VAB) a Preços Básicos, que é uma espécie de recorte setorial do PIB, apresenta uma distância muito grande dos valores que são registrados na indústria e serviços, em relação aos da agropecuária. Porém, é uma atividade que não pode ser menosprezada, mesmo porque, vem crescendo e, em 2012, atingiu a melhor marca na série histórica, que é medida desde 1999.


Em 2012, o VAB da atividade agropecuária registrou, segundo cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um valor superior a R$ 72 milhões. Em 2011, o valor apurado foi na casa de R$ 55,6 milhões e, em 2010, de R$ 65,3 milhões, até então, o melhor desempenho. O crescimento é significativo, mas ainda muito longe dos outros segmentos. Na indústria, o VAB chegou a cerca de R$ 3,7 bilhões, um pouco menor que o VAB dos serviços, que foi superior a R$ 4,6 bilhões. A título de informação, em 2012, o PIB anapolino foi registrado em R$ 11,6 bilhões, menor um pouco do que os R$ 12,1 bilhões de 2011, melhor marca histórica do indicador. O PIB dos municípios de 2013 ainda não foi divulgado.


A produção agropecuária de Anápolis, embora seja pequena, é diversificada. Conforme ainda o IBGE, a área destinada ao plantio e colheita de lavouras permanentes era de 6.907 hectares, sendo a maior parcela, ou seja, 4.000 hectares com lavouras de soja e uma quantidade produzida de estimada em 13.440 toneladas. Depois o milho, com área de colheita de 1.500 hectares, e quantidade produzida de 6.000 toneladas. Outra cultura em destaque na região é a banana, com 770 hectares de área de colheita e uma produção estimada de 19.940 toneladas naquele ano. A mandioca ocupou 150 hectares de área, com 2.250 toneladas produzidas. Já a produção de laranja ocupou 120 hectares, com uma produção estimada de 1.933 toneladas. O café teve uma área de colheita de 60 hectares (5,68%), que renderam 45 toneladas do grão. E, para quem não sabe, Anápolis também produz coco. A área de colheita apontada pelo IBGE foi de 30 hectares, com uma quantidade de produção estimada em 300 mil frutos. Há, ainda, produção de arroz de sequeiro, limão, tangerina e tomate. No total, o IBGE estimou a produção de grãos no Município em 22.433 toneladas em 2013.


 


Pecuária


Anápolis já foi uma das principais polos de produção de leite em Goiás. Inclusive, no Município, funcionaram cerca 20 laticínios, alguns de marcas renomadas. Hoje, conforme os dados do IBGE, de 2013, o efetivo de rebanho nos estabelecimentos rurais está assim distribuído: bovino, 75.567 cabeças; equino, 5.250; bubalino, 20; suíno, caprino, 10; ovino, 550; galináceos, 19.200 e codornas, 6.000.


Em 2013, foram produzidos 17,8 milhões de litros de leite; 1,5 milhão de dúzias de ovos (galinha e codorna); 1.200 quilos de mel de abelha.


 


Hortifruti


Embora não haja dados estatísticos referentes à produção de hortifrutigranjeiros, Anápolis conta com diversos estabelecimentos rurais que atuam com esta cultura, principalmente, ao longo da bacia do Ribeirão Piancó, onde boa parte da área de plantio é irrigada por pivôs.


 


 


Mercado do Produtor é referência para vários estados


Apesar de não possuir uma área agricultável muito extensa e nem uma produção que faça a diferença nos indicadores econômicos, Anápolis é referência para vários municípios de Goiás e de outros estados da federação, em relação à comercialização de produtos agrícola.


A referência é a Central de Abastecimento Regional de Anápolis (Cearana), também conhecida como Mercado do Produtor, que é considerado o segundo maior entreposto de comercialização de hortifrutigranjeiros do Estado, perdendo, apenas, para a central de comercialização de Goiânia (Capital).


O Mercado do Produtor é vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico/Diretoria de Agricultura. Segundo dados da Pasta, por dia, no local, são comercializadas quase 300 toneladas de produtos rurais: frutas, verduras, ovos, dentre outros, oriundos de 250 localidades, aproximadamente, que são vendidos no atacado para comerciantes de várias cidades do País. O que sai do Mercado do Produtor abastece Anápolis e região, o Distrito Federal e “viaja” para vários estados das regiões Norte e Nordeste do País, proporcionando uma movimentação de mais de 100 mil toneladas/ano de mercadorias.


O diretor de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Município, Álvaro Gonçalo Rodrigues, explica que essa movimentação de produtos gera empregos e garante a fixação das famílias no campo, evitando o êxodo rural. A estimativa é de que o Mercado do Produtor de Anápolis gere em torno de 1,5 mil empregos diretos e quase a mesma quantidade de empregos indiretos.


Ainda, segundo Álvaro Gonçalo, o volume financeiro movimentado no setor por agricultores familiares anapolinos representa 35% dos mais de R$ 125 milhões anuais movimentos na Cearana. “Isso prova que o nosso setor agropecuário é forte e necessita de maiores incentivos”.


 


Banco de alimentos


O Mercado do Produtor de Anápolis também tem uma vertente social. Há poucos dias, foi entregue a nova sede do Banco de Alimentos, que funciona no interior do local e que destina gêneros alimentícios para 50 entidades filantrópicas e também para famílias que necessitam desse apoio.


Basicamente, a unidade funciona como um espaço físico onde são recebidos alimentos próprios para o consumo, mas que seriam desperdiçados em feiras; hortas; supermercados; Centrais de Abastecimento de Alimentos, entre outros. Os gêneros alimentícios são recebidos no local, selecionados, processados ou não, embalados e distribuídos gratuitamente a entidades da assistência social, restaurantes populares e cozinhas comunitárias. Além de destinar comida a quem precisa, outro objetivo é combater o desperdício de alimentos.


O Banco de Alimentos é resultado de uma parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social, e conta com equipamentos adequados que permitem desempenhar de forma mais eficiente e higiênica as doações, melhorando a qualidade. A unidade está equipada com câmara fria. Álvaro Gonçalo explica, ainda, que na cozinha experimental e na sala de aulas, os beneficiários e a população em geral terão acesso a novos conhecimentos práticos sobre segurança alimentar.

Autor(a): Claudius Brito

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