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Anápolis recebe sua primeira locomotiva para a Norte-Sul

Economia Comentários 15 de fevereiro de 2015

Começam a chegar primeiras máquinas que serão utilizadas no transporte de mercadorias no traçado da Ferrovia Norte-Sul


A Ferrovia Norte-Sul, em breve, entrará em operação abrindo um novo ciclo para a economia de Anápolis e região. Aliás, um ciclo novo, mas que remonta ao passado quando a Cidade, em 1935, parou para comemorar a chegada da locomotiva da Estrada de Ferro Goyaz, nas proximidades da antiga Estação Ferroviária “Prefeito José Fernandes Valente”. Agora, dentro de uma nova perspectiva, os trilhos da ferrovia recebem a primeira locomotiva da marca Caterpillar, de 180 toneladas, com capacidade para puxar, até, 120 vagões, que vão percorrer os mais de 1,5 mil quilômetros da Norte-Sul de Anápolis até Açailândia, no Maranhão.
O ponto de partida deste novo capítulo da história está no Porto Seco Centro-Oeste. Na quinta-feira, 12, foi realizada a operação para a colocação da primeira locomotiva nos trilhos. Dentro dos próximos dias, outras cinco máquinas - de um total de 18 - estarão chegando e a viagem inaugural vai fazer o trecho de Anápolis até Açailândia (MA), no entroncamento da Norte Sul com a Ferrovia de Carajás e, de lá, até o Porto de Itaqui.
Segundo o superintendente do Porto Seco, Edson Tavares, neste primeiro momento, o teste será feito com 40 vagões que vão transportar 80 contêineres, num sistema novo, em que um é colocado sobre o outro, portanto, dobrando a capacidade de carga. A VLI, holding da Vale e de outras grandes empresas, é que vai operar o trecho. E, ainda de acordo com Edson Tavares, foi firmado um protocolo de intenções com a Brado Logística, que vai fazer a operação com a parte dos contêineres.
Ainda, conforme o superintendente da aduaneira, virá uma carga de motocicletas que sairá de Manaus (AM), passando por Belém (PA), onde o transporte será feito por caminhão até Imperatriz e, de lá para cá, de trem. Em Anápolis será feito um “hub” de distribuição de motos de 600 a 1000 cilindradas, em conjunto com a operadora da marca de motocicletas, cujo nome não foi divulgado. Uma parte desse carregamento deverá seguir para São Paulo, através da Ferrovia Centro-Atlântica ou ser transportada de caminhão. Pelo sistema de cabotagem, de Manaus até Santos, o transporte leva em torno de 45 dias. Nesta operação, de Manaus até São Paulo, a expectativa é fazer entre 13 a 15 dias.

Cargas
Para Edson Tavares, Anápolis se tornará, muito em breve, numa rota ferroviária importante, pois a previsão é de que os trilhos da Norte-Sul transportem cargas de minério, materiais de construção, bebidas e pisos cerâmicos, dentre outros produtos. “Teremos cargas nos dois sentidos da ferrovia e com custos mais baratos, inicialmente, na casa de 20%”, ressalta Edson Tavares.
“Nós, agora, aguardamos a conclusão do aeroporto de cargas e daí, teremos, em Anápolis, operações através dos três modais: rodoviário, ferroviário e aéreo. É, sem dúvida, mais um divisor da história”, comemora o superintendente do Porto Seco que, também, está preparando o seu ramal de ligação com a Norte-Sul, o que deve ficar pronto para operações entre seis e nove meses.

Pronta
Em nota recente à imprensa, a Valec - empresa responsável pela construção da Ferrovia Norte-Sul - informou que o trecho ferroviário ligando Porto Nacional a Anápolis sofreu vistoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), visando a liberação comercial para o tráfego.
“A vistoria apontou a necessidade da realização de alguns ajustes, principalmente no que tange ao complemento da sinalização. Tais ajustes estão sendo realizados, porém, é oportuno registrar que não há impedimento para a circulação de trens, o que já vem ocorrendo na forma de testes”, destacou a nota.
E, ainda, afirma a nota: “A estrutura ferroviária do pátio ferroviário de Anápolis, o principal local de geração de cargas a serem transportadas pelo trecho central da Ferrovia Norte Sul, está totalmente concluída. Os principais carregamentos esperados nesse polo são o farelo de soja da indústria Granol e a carga geral atualmente movimentada pelo Porto Seco.”

Autor(a): Claudius Brito

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