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Anápolis na rota dos grandes negócios

Economia Comentários 02 de abril de 2010

Projetos como a Ferrovia Norte Sul e a Plataforma Multimodal, colocam Anápolis no eixo desenvolvimentista a partir de negociações internacionais


Empresários de diferentes setores da economia de Goiás participaram, na manhã de terça-feira, 30, de um encontro com a Secretária Executiva da Câmara de Comércio Exterior, Lytha Battiston Spíndola, que veio a Anápolis por intermédio do Porto Seco Centro Oeste, proferir palestra sobre negócios internacionais. Dentre os presentes destacaram-se a senadora Lúcia Vânia (PSDB); o Secretário de Estado da Indústria e Comércio, Luiz Medeiros Pinto, o Presidente da Goiasindustrial, Marcos Abrão, o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Mozart Soares Filho, além de representantes de várias empresas que atuam nos ramos de importação e exportação.
O objetivo do encontro, segundo Lytha Spíndola, foi repassar aos presentes, aspectos importantes que possam auxiliar no encaminhamento de negócios internacionais, tendo em vista o crescimento que esse setor econômico tem observado em Goiás ultimamente. Os negócios feitos com outros continentes, a partir do Estado, são alvissareiros, mas dependem, muito, de projetos logísticos e do aprimoramento entre setores do próprio governo, onde se detectam gargalos, tanto na legislação, quanto na operacionalidade.
De acordo com o Superintendente do Porto Seco, Edson Tavares, a legislação brasileira, ainda, é atrasada em diversos aspectos, o que dificulta a remessa e a admissão mais rápidas de produtos comprados e vendidos no mercado internacional. Tavares falou da necessidade de uma ação política mais consistente, a fim de que o empresariado brasileiro que gera produtos de boa qualidade, possa colocar sua produção no mercado internacional em igualdade de condições com seus concorrentes.

Logística
O encontro contou, ainda, com a presença de representantes de empresas transportadoras, incluindo a gerência comercial da Ferrovia Centro Atlântica, que já opera em Anápolis, assim como de representantes do Governo Federal que admitiram haver necessidade de uma modernização mais rápida em todo o sistema. A Senadora Lúcia Vânia, autora do projeto criando a ZPE - Zona de Processamento de Exportações - para Anápolis disse que é importante uma ação conjunta de diversos órgãos do Governo. “Tem ministério que não fala com outro ministério, e, isto, é grave”, disse a parlamentar. Segundo ela, o Estado de Goiás não vem sendo contemplado como deveria, por setores do Governo Federal. “Temos uma bancada política coesa, que trabalha com parceria, mas esbarramos na falta de maior apoio de ministérios e outros órgãos federais. Precisamos quebrar isso para que Goiás se concretize como estado produtor e exportador”, justificou.

Retaliação
A Secretária Executiva da Câmara de Comércio Exterior, Lytha Spíndola falou sobre a vitória alcançada pelo empresariado nacional na disputa com os Estados Unidos, no caso do algodão subsidiado pelo Governo Americano, durante sete anos e que impede a entrada do produto brasileiro em termos competitivos no mercado internacional. Esta semana, segundo Lytha, uma representação americana está no Brasil discutindo este e outros assuntos importantes, depôs que o Governo Brasileiro anunciou a retaliação (maior taxação para produtos e serviços americanos vendidos no Brasil). O principal deles é a venda de aviões supersônicos Boeing para o Ministério da Aeronáutica, competindo com a SAAB sueca e a Dassault, francesa. “Os americanos, finalmente, entenderam que o Brasil é um país competitivo. A vinda de uma representação para sentar-se à mesa e discutir, em igualdade de condições, a questão do algodão e dos aviões é uma demonstração clara disso”, alegou.
Lytha Battiston Spíndola é goiana de Piracanjuba, Mestre em Economia pela Universidade de Brasília. Ingressou, por concurso público, na carreira de Auditora da Receita Federal em 1981. Dentre outros cargos exercidos nesses 29 anos de vida pública, destacam-se o de Secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (1999/2003); e o de Secretária-Adjunta da Receita Federal do Ministério da Fazenda (1995/1999). Atualmente, é Secretária-Executiva da Câmara de Comércio Exterior - CAMEX -, função assumida após quatro anos em Washington, como Consultora de Assuntos Tributários do Fundo Monetário Internacional - FMI (2003/2005) e como Adida Tributária e Aduaneira da Embaixada do Brasil nos EUA (2005/2007).

Autor(a): Nilton Pereira

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