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Anápolis na rota do comércio de drogas

Polícia Comentários 20 de julho de 2013

Localização estratégica, entre duas capitais, facilita o trânsito de pessoas envolvidas na comercialização de alucinógenos em geral


No primeiro semestre de 2013 somente o Grupo Especial de Repressão a Narcóticos, GENARC, autuou 94 pessoas em flagrante por tráfico de drogas. Deste número, 85 são homens e nove mulheres, o que representa, segundo o Delegado de Polícia Alex Vasconcellos, Coordenador do Grupo, um acréscimo de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. “Em relação às apreensões, este ano conseguimos fazer a maior apreensão de cloreto de etila, conhecido como lança perfume, do Estado de Goiás, fato ocorrido no mês de fevereiro e, também, a maior apreensão de pasta base de cocaína da cidade de Anápolis, realizada no mês de maio”, relata o Delegado. A apreensão constou em, aproximadamente, 200 quilos de maconha; 60 de cocaína (entre cloridrato de cocaína e crack), 480 comprimidos de ecstasy e 1440 tubos de lança perfume.
A Polícia Militar, também, tem efetuado apreensões de drogas na Cidade, em cooperação com o GENARC. “A PM vem fazendo um excelente trabalho no enfrentamento ao tráfico na nossa Cidade. Nossa coirmã realiza grandes apreensões de drogas dia após dia, atuação que tem sido digna de elogios”, observa.
O GENARC atua em todas as regiões, não apenas de Anápolis, mas também em outras 20 cidades componentes da 3ª Delegacia Regional. Contudo, apenas no último mês, 10 pessoas foram presas pelo Grupo no bairro Recanto do Sol. De acordo com o Delegado, o setor é um dos locais com maior número de prisões por tráfico de drogas em Anápolis juntamente com o centro. “Não por serem estes os setores com maior incidência de traficantes, mas por conta das investigações que culminaram com prisões relacionadas, ou seja, com uma mesma investigação conseguimos chegar a vários integrantes de uma mesma quadrilha que atua em determinado bairro da cidade”, explica.
Os números
Segundo estudos do Conselho Nacional de Segurança Pública, Conasp, em Goiás existem, atualmente, cerca de 300 mil usuários de droga. As drogas mais consumidas no Estado são a maconha e a cocaína. Em Anápolis não é diferente. As maiores apreensões são destas drogas, até mesmo por haver uma maior dificuldade em elas serem ocultadas. Em relação ao crack, que é um derivado da cocaína, as apreensões vêm aumentando a cada dia. Contudo, não em números tão expressivos quanto aos de maconha, por exemplo. “Isso se dá por uma estratégia dos traficantes que pulverizam muitas pequenas porções da droga com vários pequenos traficantes, visando, com isso, evitar perdas expressivas com as apreensões policiais”, conta. Além destas, o GENARC constatou um aumento relevante na apreensão de metilenodioximetanfetamina, mais conhecida como ecstasy.
Para o delegado não é mistério que o consumo de drogas fomente a violência como um todo, além do crime de homicídio. “Violência doméstica, crimes de trânsito e furtos também são crimes estreitamente ligados ao consumo de drogas lícitas e ilícitas”, declara. Diante desta constatação, por determinação do Delegado Regional de Anápolis, Álvaro Cássio dos Santos, o GENARC estreitou o relacionamento com o Grupo de Investigação de Homicídios, GIH, a fim de melhor apurar e tentar evitar crimes contra a vida na Cidade. “Exemplo desta parceria foi a Operação Necandi, realizada no dia 12 de julho deste ano que, no mesmo dia, realizou a prisão quatro acusados de homicídio e autuou dois por tráfico de drogas, apreendendo ecstasy e crack”, relata o Delegado Alex Vasconcellos.
A Polícia Civil tem buscado, a cada dia, novas técnicas com o intuito de ter um enfrentamento mais efetivo ao narcotráfico. Recursos tecnológicos cada vez mais modernos vêm sendo disponibilizados aos policiais. “Uma nova estratégia foi adotada em Goiás, a Denarc e os ‘Genarc’ voltaram seus esforços para prender grandes traficantes e apreender o maior volume de drogas possível, minando, assim, o ‘tráfico formiguinha’ como, comumente, é denominada a mercancia de droga ilícita pelo pequeno traficante”, conclui.

Autor(a): Carol Evangelista

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