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Anápolis ficou mais rica nos últimos dez anos

Economia Comentários 13 de maro de 2011

O dinamismo da economia pode ser avaliado através de vários indicadores e também na própria infraestrutura e melhoria de vida da população. PIB per capita triplicou em oito anos


Na última década, a economia anapolina fez as pazes com o progresso. É o que demonstram alguns indicadores estatísticos. Muito mais do que isso, os sinais de desenvolvimento estão espalhados pela Cidade. Basta olhar a quantidade de novos empreendimentos comerciais, industriais e no setor da construção civil, sem contar a quantidade de veículos em circulação nas ruas.
O dinamismo econômico, é claro, não vem sozinho, Junto com ele vem a melhoria da qualidade de vida da população. Segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) de Goiás, Anápolis contribui com 8,32% para a formação da riqueza do Estado, ficando atrás, apenas, de Goiânia (25,85). Para se ter uma ideia, o PIB Municipal saiu de R$ 1,751 bilhão em 2000 para R$ 6,265 bilhões, no ano de 2008. Já o PIB per capita subiu de R$ 6 mil, em 2000 para R$ 18,9 mil ao ano, em 2008. Mais do que triplicou no período.
A indústria local tem, ao longo dos últimos 10 anos, contribuído de forma decisiva para o “boom” da economia. O Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) é o maior e mais bem estruturado de Goiás. Segundo dados da Goiasindustrial (empresa do governo responsável pelos 19 distritos existentes no Estado) ele, hoje, conta com 125 empresas em funcionamento, gerando em torno de 11 mil empregos diretos. De 1976, quando foi inaugurado até a década seguinte, o número não passava de 20. Em 1999, o Município foi escolhido para sediar o pólo farmacêutico, aproveitando a infraestrutura do Daia. Atualmente, são 20 plantas operando, constituindo o terceiro maior núcleo fabricante de medicamentos no País e o segundo na produção de genéricos, com investimentos recentes de grandes nomes da indústria nacional e internacional como a PfizerTeuto, HypermarcasNeoquímica, Roche, dentre outras.
Quase junto com o pólo farmacêutico, Anápolis recebeu a primeira Estação Aduaneira de Interior (Eadi) do Centro-Oeste brasileiro. O Porto Seco, como é mais conhecido o empreendimento, foi uma peça fundamental para consolidar o pólo farmacêutico e inserir o Município no comércio internacional. Em 2007, o Daia recebeu a primeira montadora de veículos- a CAOAHyundai que começou a produzir o caminhão utilitário HR e, recentemente, um dos veículos mais reconhecidos da marca sul-coreana: o Tucson. O Distrito Agroindustrial tem plantas produtivas, também, em outros segmentos, tais como: produtos alimentícios, vestuário; higiene e cuidados pessoais; adubos e fertilizantes; geração de energia elétrica; formulação de combustíveis; artefatos para indústria da construção; plástico, papel e papelão; artefatos de madeira e mobiliário; indústria mineral.
Em relação ao PIB, o Valor Agregado referente ao segmento industrial cresceu de R$ 434,5 milhões em 2000, para R$ 1,944 bilhões em 2008. Outra prova de que o setor está em pleno vapor é o consumo de energia que, conforme dados da Celg, aumentou de 164.394 Megawatts/hora em 2005, para 266.187 MWh em 2009. O ICMS arrecadado pela indústria, somente no período de 2007 a 2009, pulou de R$ 138,6 milhões para R$ 248 milhões.

O que é?
PIB
Significa o valor do PIB global expresso em moeda corrente, resultante da multiplicação do valor constante por um índice de preço. Produto Interno Bruto - total de riqueza (bens e serviços) gerada por um período de tempo (geralmente de um ano) em um espaço geográfico (país, região, estado ou município).

PIB per capita
- Corresponde ao valor do PIB global dividido pelo número absoluto de habitantes de um país, região, estado ou município. (Fonte: SEPLAN)

Distrito Agroindustrial de Anápolis
Área - 949,75 hectares
Nº de empresas - 125
Infra-Estrutura
* Pavimentação asfáltica com drenagem;
* Sistema de água - ETA;
* Sistema de esgoto - ETE;
* Rede de energia elétrica;
* Rede telefônica;
* Sede administrativa;
* Urbanização;
* Posto de correio;
* Posto bancário;
* Agenfa;
* Plano de gestão ambiental;
* Registrado em cartório;
* Posto de Polícia Rodoviária;
* Condomínio tecnológico;
* Ciclovia.
(Fonte: Goiasindustrial)


Comércio internacional tem bons indicadores

Depois de fechar o ano passado batendo recorde na série histórica de 2000 a 2010, com um volume superior a US$ 2,5 bilhões, as importações feitas por Anápolis começaram 2011 apontando para uma pequena desaceleração. Os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Midic), comparativamente ao mês de janeiro de 2010, apresentam uma redução de 6,49 no volume das compras internacionais. No primeiro mês deste ano, o volume de importações foi de US$ 216,7 milhões, enquanto no ano passado, ficou em US$ 231,7 milhões.
As exportações - também na comparação de janeiro de 2010 com 2011 - tiveram, também, uma queda, pouco mais acentuada, de 26,75%. Em janeiro do ano passado, as vendas para outros países somaram US$ 2.6 milhões e, em janeiro deste ano, o volume apurado foi de US$ 1,9 milhão. O saldo da balança comercial fechou com déficit de US$ 214.7 milhões.
O déficit da balança não deve assustar, já que a explicação para essa relação díspar entre as exportações e importações, se explica em razão de alguns fatores como, por exemplo, a indústria automotiva, através da planta da CAOAHyundai, traz peças e veículos da Coréia Sul que são desembaraçadas em Anápolis. Também, os laboratórios farmacêuticos têm os seus principais insumos importados de outros países como a China e a Índia. Daí, conclui-se que o grande volume de importações, no caso específico do Município, por sua vocação industrial, é um dado positivo. Trocando em miúdos, significa dizer que o parque produtivo local vai bem.

Origem e destino
Alemanha; França; Hong Kong, China e Argentina, são os principais destinos das exportações feitas por Anápolis. A Alemanha, no mês de janeiro, teve uma participação de quase 41,4% das movimentações. Já em relação às importações, os principais fornecedores internacionais são a Coréia do Sul - que registrou uma participação de 68% sobre o valor das importações de janeiro - seguida pelos Estados Unidos, Japão, Suíça e Alemanha.
As exportações feitas por Anápolis envolvem, ao todo, 20 países que fazem parte de cinco blocos econômicos: União Européia; Ásia (incluindo Oriente Médio); MERCOSUL, MERCOSULAladi e África (incluindo Oriente Médio). Já as importações abrangem um total de 30 países dos blocos econômicos da Ásia (incluindo Oriente Médio); Estados Unidos (incluindo Porto Rico); União Européia, Associação Européia de Livre Comércio (AELC) e Europa Oriental.
Os principais itens das exportações são os produtos do complexo soja, insumos, medicamentos e carnes. Já as importações são lideradas por automóveis e peças de automóveis, além de insumos para a fabricação de medicamentos.

Perfil do Município
Anápolis está situado na Região Centro Goiano, composta por 30 municípios, sendo que sua localização tem se constituído num fator estratégico que acelerou o seu processo de desenvolvimento, uma vez que o município também integra o eixo Goiânia-Anápolis-Brasília, região econômica das mais importantes do País, onde vivem quase seis milhões de habitantes, um mercado, portanto, de grande potencial, com elevado poder aquisitivo.
Cortam a região de Anápolis, as rodovias BR-060 (hoje totalmente duplicada até Goiânia e Brasília), a BR-153 (que liga o municio ao Norte e ao Sul do País) a BR-414 (que corta a região de influência de Anápolis). Quanto à malha rodoviária estadual, é servida pela GO-330 (que liga Anápolis a Leopoldo de Bulhões e ao Sudeste, até Catalão); a GO-414, (que liga a cidade a municípios do Entorno como Corumbá, Cocalzinho e Padre Bernardo) e a GO-330 (que segue em direção também ao Norte, ligando a cidade à GO-080).
Quanto à malha ferroviária, por enquanto, Anápolis é servida pela Ferrovia Centro-Atlântica cujo ponto inicial está no Distrito Agroindustrial, que garante o escoamento dos produtos para as regiões Sudeste e Sul do País, além de facilitar também as exportações pelos portos do Espírito Santo. Em breve, Anápolis será beneficiada, também, pela Ferrovia Norte-Sul, cujo marco zero ficará no Município, com destino aos Estados do Norte (Tocantins, Maranhão e Pará), além do porto de Itaqui, no Maranhão, ampliando consideravelmente a logística de escoamento da produção.
Com uma população de 335.032 habitantes, o Município é o mais importante pólo econômico e a mais dinâmica cidade do interior do Centro-Oeste, ficando atrás apenas das capitais dos estados que integram a região. (SEPLAN)

Autor(a): Claudius Brito

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