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Anápolis emprega mais de 5,6 mil pessoas no terceiro setor

Cidade Comentários 22 de agosto de 2014

Levantamento feito pelo CONTEXTO revela que existem no Município quase 700 instituições atuando em diversas áreas


A Constituição de 1988, também chamada de Constituição Cidadã, colocou na ordem do dia o chamado Terceiro Setor que, a grosso modo, reúne as organizações de natureza privada que exercem as suas atividades sem fins lucrativos. A expressão “terceiro setor” é uma tradução do termo em inglês “third sector” que, nos Estados Unidos, é usado junto com outras expressões, como “organizações sem fins lucrativos” ou “setor voluntário”.
O crescimento começou a ser mapeado a partir de 2002, quando foi lançado o estudo sobre as Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil - Fasfil, através do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA. Os dados consolidados mais recentes dessa pesquisa são de 2010 e trazem informações sobre a realidade do Terceiro Setor nos municípios. A amostragem tem como base o Cadastro Central de Empresas (Cempre). Dois outros levantamentos foram realizados - em 2002 e 2005. Essa base de dados exclui do recorte de fundações privadas; os condomínios; cartórios; o Sistema S; entidades de medição e arbitragem; comissão de conciliação prévia; conselhos, fundos e consórcios municipais, cemitérios e funerárias.
Feito um breve resumo sobre a metodologia e a natureza da pesquisa, o CONTEXTO levantou, na base de dados da Fasfil 2010, os números de Anápolis. Conforme o levantamento, o Município possuía, naquele ano, um total de 693 unidades locais sem fins lucrativos, sendo 404 mapeadas dentro do critério da pesquisa como fundações privadas e associações sem fins lucrativos.
Dentre as 693 unidades locais mapeadas, 13 são ligadas à área de saúde; 30 de cultura e recreação; 151 de educação e pesquisa; 47 de assistência social; 223 religiosas; 51 partidos políticos, sindicatos, associações patronais e profissionais; 01 de meio ambiente e proteção animal; 22 de desenvolvimento e defesa de direitos e outras 155 instituições atuando em setores diversos, não denominados.
O levantamento aponta que as entidades sem fins lucrativos empregam 5.608 pessoas, sendo o maior número na área de assistência social, 1.439; na área de educação e pesquisa, 1.037; e no segmento que inclui partidos políticos, sindicatos, associações patronais e profissionais, 1.034. Este último segmento não se encaixa no perfil da Fasfil para as fundações privadas.
Com relação ao salário pago pelas entidades sem fins lucrativos, a média registrada na pesquisa foi de 2,63 salários mínimos e, no caso das fundações, de 3,03 salários mínimos.
Conforme os dados pesquisados junto ao IBGE, Anápolis só perde para Goiânia em quantidade de unidades locais sem fins lucrativos. A capital registra 4.406 entidades no terceiro setor. Na sequência vem Anápolis (693); Aparecida de Goiânia (397); Caldas Novas (385); Rio Verde (308); Luziânia (278); Itumbiara (189); Jataí (170); Catalão (164) e Valparaíso de Goiás (137).

Ministério Público acompanha atuação das entidades

As dificuldades sociais enfrentadas por uma significativa parcela da população, fazem aumentar, cada vez mais, as fundações e entidades sem fins lucrativos do chamado terceiro setor. Em Anápolis, centenas de iniciativas ligadas a igrejas, empresas e grupos sociais que trabalham para fazer a diferença e ajudar ao próximo.
Essas iniciativas do terceiro setor atuam em inúmeras áreas: saúde; educação; abrigos para pessoa idosa; proteção aos animais; escolas para pessoas portadoras de necessidades especiais; casas de recuperação para dependentes químicos; entidades que promovem cultura e recreação; dentre outras. Sem dúvida, as organizações sem fins lucrativos desempenham um grande papel, inclusive, de apoio ao Governo, no que concerne a solucionar alguns dos gargalos que surgem em decorrência do crescimento das cidades, consequentemente, gerando demandas sociais.
O Promotor de Justiça, Marcelo Henrique dos Santos, que atua nesta área, falou sobre as várias iniciativas que existem em Anápolis. Algumas ligadas ao segundo setor- empresas privadas- como as fundações criadas para o atendimento de políticas sociais, por exemplo, creches que não apenas os filhos dos trabalhadores, mas, também, de moradores da região. Algumas empresas do Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA), conforme observa, são bons exemplos. Também existem algumas entidades filantrópicas que recebem recursos públicos. Na área da saúde, por exemplo, o Município conta com importantes parceiros como a Santa Casa de Misericórdia, a APAE e o Hospital Espírita de Psiquiatria.
De acordo com o Promotor, embora a Cidade tenha alguns abrigos para receber idosos, ainda há muita carência. Enquanto isso, é crescente o aumento da violência praticada contra a terceira idade. “Faltam mecanismos públicos nessa área”, observa Marcelo Henrique. Ele sugere, inclusive, a criação de um Abrigo Dia, onde o familiar possa deixar o idoso durante o dia para trabalhar e levá-lo para casa a noite. “É uma estratégia boa para que ele [o idoso] não perca o vinculo familiar e seja tratado com dignidade”, completou. Além disso, a carência também se estende a instituições de proteção do meio ambiente e aos animais .
Segundo o Promotor, o terceiro setor é de extrema importância e precisa de mais atenção. “Claro que o terceiro setor não substitui o governamental e também não diria que os números são insatisfatórios, mas o trabalho precisa de mais apoio. Essas instituições trabalham com dificuldades em vários aspectos, principalmente, no financeiro. Trabalham muito com a sensibilidade das pessoas, não apenas no fim do ano natal ano novo quando as pessoas estão mais sensíveis. Mas fazer isso com freqüência: visitar, doar. Temos abrigos que realizam ações belíssimas, mas com enorme dificuldade”, concluiu.

Principais fundações/associações fiscalizadas pelo Ministério Público

1.Associação de Deficientes Físicos de Anápolis - ADA- Fone: 3943-0357
2. Associação dos Deficientes Visuais de Anápolis- Fone: 3333-2082/9268-6395/3701-3088
3. Associação de Deficiências Múltiplas Fone: 3319-1054
4. Abrigo dos Velhos Professor Nicephoro Pereira -Fone: 3324-0797
5. Abrigo São Vicente de Paula: Fone: 3387-7462
6. Lar do Ancião O Caminho Fone: 3318-1555
7. Abrigo Jesus Cristo é Senhor- Fone: 3702-6450
8. Associação Centro Hadassa – Centro de Apoio à Mulher- Fone: 3098-6131
9. Fundação James Fanstone – Fone: 3099-9144
10. Fundação Nossa Senhora Aparecida- Fone: 3324-5131
11. Fundação Evangélica Universitária – FUNEV- Fone: 3310-6712/3318-2682
12. Fundação João Oliveira- Fone3314-3700
13. Fundação São Miguel Arcanjo - Fone: 3328-8900
14. Fundação Teuto - Fone3310-2104/3310-2005
15. Associação de pais e amigos dos excepcionais de Anápolis – APAE- Fone: 3098-2525/3943-6969/3098-3535
16. Fundação Universitária de Apoio ao Ser - FUNSER:- Fone: 3099-1415

Autor(a): Claudius Brito

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