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“Anápolis é referência em gestão de pessoas”, diz novo secretário

Cidade Comentários 13 de maro de 2015

Rodolfo Valentini Costa assumiu, na segunda-feira, 09, a Secretaria de Gestão de Recursos Humanos. Ele destaca que municípios goianos enviam representantes “buscando informações” em Anápolis sobre como é feito o trabalho juntos aos servidores. E enfatiza que será mantido o diálogo com sindicatos para a continuidade de políticas de valorização dos trabalhadores


Desde o dia 09 de fevereiro, está à frente da Secretaria de Gestão de Recursos Humanos, o servidor Rodolfo Valentini Costa. Ele assumiu o lugar de José Roberto Mazon, que acumulava a pasta com a da Fazenda Municipal. Seu primeiro compromisso oficial foi se reunir com representantes de diversos sindicatos que representam os servidores. O novo secretário destacou importantes conquistas na área de gestão de pessoas na Cidade e indicou como será o trabalho naquela Pasta.
“Desde 2012, Anápolis é referência em gestão de pessoas no Estado de Goiás”, pontua. E, explica que medidas têm sido tomadas para que os servidores tenham seus direitos garantidos e para que seja oferecido, pelo setor público, à população, um serviço que atenda às demandas da comunidade. “Nunca na história do município, Anápolis chegou a este patamar, em nível de recursos humanos. Nos últimos seis anos, não veio nenhuma multa” para a área de recursos humanos, dando a entender que o município cumpre suas obrigações para com os servidores.
Ele destaca que municípios do Estado, como Catalão, enviam representantes para Anápolis, em busca de buscando informações sobre o sistema de gestão de recursos humanos. Muitos, explica, são indicados por técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios. “É um avanço e é um referencial para o próprio servidor. É sinal de que o servidor tem sido bem atendido, que essa política de valorização funciona”, explicita, citando a conquista pelos trabalhadores de um plano de saúde (IPASGO), convênios diversos e o estabelecimento, em 2009, do Plano de Carreira do Funcionalismo Público. Ele acrescenta que a sociedade “percebeu melhores serviços que foram entregues a ela”.
Rodolfo Valentini Costa, que, desde 2012, atuava como diretor de Recursos Humanos, informa que “as diretrizes não mudaram”. Ele indica que o Município cumpre seu papel de garantir os direitos dos servidores públicos municipais, mas, entende também que “outras (demandas) vão surgir, porque é o papel do sindicato” cobrar e exigir do Poder Público. Ele defende que, nas concessões de direitos e benefícios aos servidores, haja um “olhar técnico”, de acordo com a Lei. E, esclarece que existe, no Município, uma política de “valorização do servidor, de poder dotar o servidor de instrumentos, de ferramentas para atender melhor à população. Essas são as diretrizes”.
“Buscar chegar a um ponto comum” seria uma das suas missões a frente da Secretaria, além de “verificar aquilo que é possível, aquilo que é necessário”.
Adicional de insalubridade
Algumas categorias de trabalhadores municipais, como os auxiliares de serviços de higiene e alimentação (Ashas) cobram da Prefeitura que foi retirado indevidamente dos vencimentos, o adicional de insalubridade desta e de outras categorias. O adicional é pago a alguns trabalhadores que atuam em locais com exposição a agentes nocivos à saúde. Rodolfo Valentini explica que não houve “nenhuma imposição política (para pagar ou não o adicional a alguns trabalhadores). A decisão da concessão da insalubridade é totalmente técnica, baseada na

Legislação”.
“Não há nenhum tipo de ingerência política”, continua. Ele explica que o trabalho técnico para verificar se um profissional tem ou não direito ao adicional é feito por profissionais capacitados e que “aqueles que têm direito, recebem o adicional de insalubridade na Prefeitura”. Mas, que só terão este aditivo no salário, “aqueles que, dentro da Legislação,” podem recebê-lo. “Injusto seria o contrário. Nós pagarmos um adicional para quem não tem direito, porque quem está pagando é a população”, exclama.
Motoristas
Motoristas da administração centralizada do Município, ligados à Saúde, têm reivindicado que suas horas-extras de trabalho sejam transformadas em gratificação salarial, o que não ocorre atualmente. Eles, também, cobram que suas diárias, no caso de viagens e casos específicos em que o servidor precise ficar fora do perímetro da Cidade por um longo período de tempo, sejam pagas. “Se eles fizeram hora extra, eles têm que receber pela hora extra dele”, indicou o secretário, observando que esta já é uma prática da Prefeitura. Quanto a converter as horas-extras em gratificação, ele informou que esta decisão cabe ao prefeito João Gomes.

Plano
Em vigor desde 2009, o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos do Município de Anápolis, também, tem sido tema de discussões entre os servidores, sindicatos e a Prefeitura Municipal. Alguns trabalhadores, como aqueles que possuem nível superior, mestrado e outras qualificações, sentem-se desvalorizados. Alterações no índice de reajuste salarial de várias categorias, também, estão entre as cobranças. O secretário pontua que há um “canal de discussão aberto para que se possa chegar a um consenso”. Ele entende que o plano em vigor “supre algumas necessidades, mas a gente tem que avançar. Os avanços têm que acontecer”.
Corte de gastos
O anúncio recente da Prefeitura de que, para o orçamento de 2015, serão cortados 09% das despesas de todos os órgãos da administração direta, fundos e CMTT, deixou servidores temerosos de que direitos dos trabalhadores possam ser retirados. Rodolfo Valentini Costa garante que a informação não procede: “Foi editado um decreto, onde tem que existir uma redução de gastos, mas não há nada, e é importante frisar isso, nada em cima de direitos do servidor”.
“Nós temos que estar dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Então isso é para atender à Legislação Federal, à Legislação pertinente”, conclui. Ele informou que no dia 18 de março, às 15 horas, será feita uma nova reunião com os sindicatos, em que estes vão apresentar suas demandas e propostas, como alterações no plano de carreira, concessão de benefícios e garantias de direitos.

Autor(a): Felipe Homsi

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