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Anápolis e os desafios da infraestrutura urbana

Cidade Comentários 28 de novembro de 2010

A partir desta edição o CONTEXTO pretende veicular uma série de reportagens mostrando os principais desafios a serem enfrentados pela Prefeitura objetivando dar aos munícipes, melhor qualidade de vida. A infraestrutura urbana deverá ser prioridade.


Município tipicamente urbanista, com mais de 85 por cento da população residindo na Cidade, Anápolis, com seus cerca de 350 mil habitantes tem sérios desafios pela frente. Um deles, indiscutivelmente o que mais salta aos olhos, é o sistema viário. Em que pese os esforços das últimas administrações em dotarem o setor de condições, pelo menos, aceitáveis, o que se vê pela frente é um emaranhado de problemas, muitos deles exigindo intervenções a curtíssimo prazo, sob pena de se estrangular o crescimento urbano. O sistema viário é prioridade frente a outros setores que, também, estão com carência de atenção. A Prefeitura está gestionando junto ao Governo Federal, em busca de recurso do Plano de Aceleração do Crescimento, Segunda Etapa (PAC-2) esperando contar, já para 2011, com substanciais verbas, visando a aplicação em obras estruturais na Cidade.
Um projeto em andamento prevê para, até o fim da atual administração, a pavimentação de 100 por cento dos bairros de Anápolis. Ocorre que, esta proposta deve ser acompanhada, também, de obras de saneamento (água e esgoto), iluminação arborização e fluxo de tráfego. Hoje, os anapolinos já começam a enfrentar o drama vivido por moradores de cidades com porte de médio acima, em todo o Brasil. O trânsito asfixiado, necessitando de mais mobilidade, principalmente no chamado “horário de pico”, ou seja, quando do funcionamento das atividades econômicas, o comércio, principalmente. Assim sendo, avenidas, até há pouco tempo espaçosas e com bom fluxo para veículos de todas as dimensões, passaram a se constituir em um martírio para quem delas faz uso constantemente.
Os gargalos
A partir da urgente necessidade de se construir um viaduto para o acesso ao Distrito Agro Industrial, o que somente será feito com recursos federais, visto se tratar de uma rodovia administrada pelo Dnit, assim como, a oferta de um projeto de segurança para o escoamento do tráfego de veículos e pedestres que circulam nos setores cortados pelas BR’s, é no chamado centro urbano que as dificuldades têm se multiplicado. Isto, por que a Cidade cresceu sem uma preocupação maior com o planejamento e algumas importantes artérias “morrem” ainda no setor central. Sem contar que há anos não se investe na criação de alternativas concretas para se melhorar o fluxo nas regiões consideradas problemáticas. Um dos exemplos mais claros é o das chamadas várzeas, ou vales por onde correm cursos d’água, pequenos ribeirões e córregos, hoje cortando a parte urbana de Anápolis, sem uma infraestrutura que permita o escoamento mais racional do trânsito.
Uma das emergências desse setor e que está sendo trabalhada pela Prefeitura, objetivando desafogar o movimento periférico, é a ampliação da Avenida Ayrton Senna, de sua conexão com a Rua Engenheiro Portella, até a Vila São Joaquim, passando pelo Central Park “Onofre Quinan” e pela região ocupada pelo Parque Agropecuário “Sócrates Diniz”, margeando o Córrego Antas. Esta obra é tida como imprescindível para a logística de trânsito da Cidade, tendo em vista que abrirá uma alternativa para o trânsito sentido Leste/Oeste, aliviando, o movimento Avenida “Pedro Ludovico”, considerado insuportável em determinados períodos do dia e que tende a se agravar com a liberação, dentro de poucas semanas, de mais de mil casas de conjuntos populares, construídos na região. De quebra, aliviar-se-ia o movimento da Avenida Goiás e da Avenida “Pedro Ludovico”. Quem viesse, por exemplo, dos setores Jundiaí, Vila Góis, JK e outros, com destino à região de Vila São Joaquim, Vivian Park e adjacências, não precisaria passar pelo centro da Cidade.
Andracel
Outra “dor de cabeça” que a Prefeitura tem de resolver, em curto espaço de tempo, é a questão das enchentes e inundações. Além de setores críticos, como Vila Santa Maria de Nazareth, Vila São Joaquim e outros, a região do Andracel Center, residencial de alto padrão, é uma das que mais preocupam. A qualquer chuva mais pesada, as casas da parte mais baixa são invadidas pelas águas. Ali, segundo os engenheiros e técnicos da Prefeitura, será necessário um grande investimento para dar maior vazão às águas do Córrego Antas, que se junta com o Córrego “João Cesário” alguns metros acima, o que tem, inclusive, provocado desmoronamentos nas margens, oferecendo riscos para as edificações ali existentes, dentre elas, a Estação Rodoviária.
Também naquele setor, o aumento no volume do Córrego “João Cesário”, por conta das passagens feitas sobre as avenidas Afonso Pena, Universitária e Fayad Hanna, liberando maior quantidade de água até a Avenida Brasil está provocando o solapamento das margens, o que motivou, inclusive, a interdição da alça viária circundando o estacionamento do Brasil Park Shopping. Soma-se a este problema, a necessidade de se alargar algumas ruas e avenidas, principalmente as que ligam o centro da Cidade aos bairros mais populosos.
Alguns bairros de Anápolis, também, já apresentam problemas de infraestrutura, principalmente por conta da falta de galerias para a captação de águas pluviais. A força das águas, durante o período chuvoso, danifica a camada asfáltica onde ela existe. E, nos setores que ainda não contam com a pavimentação, o drama é pior ainda: a cada chuva são formadas verdadeiras crateras, dificultando o acesso de veículos e, até, de pedestres.

Autor(a): Nilton Pereira

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