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Anápolis é o terceiro maior pólo do País na produção de genéricos

Saúde Comentários 30 de julho de 2010

Segundo pesquisa feita pela Superintendência de Estatística, Pesquisa e Informação a cidade de Anápolis elevou seu PIB de R$ 1,5 bilhão para R$ 4,6 bilhões de 1999 a 2007, também cresceu a divisão da renda


Sancionada em 10 de fevereiro de 1999 pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, a Lei nº 9.787 instituiu a política de medicamentos genéricos no país. No ano seguinte, uma reunião ocorrida no Auditório da Associação Comercial e Industrial com lideranças empresariais e políticas locais juntamente com representantes do Governo do Estado, marcou o primeiro passo para a implantação do pólo farmoquímico no Distrito Agroindustrial de Anápolis.
Em 17 de fevereiro de 2000, foi criada a Plataforma Tecnológica do Setor Farmacêutico de Goiás, por meio de um acordo de cooperação técnico-científico com o Ministério de Ciência e Tecnologia e as agências de fomento Finep e CNPq. Esse arranjo produtivo resultou na criação do Instituto de Gestão Tecnológica Farmacêutica (IGTF), criado para dar suporte às empresas do setor, que experimentava grande escala de crescimento em razão da demanda gerada com os medicamentos genéricos.
Atualmente, o pólo farmacêutico de Anápolis conta com 20 empresas instaladas e em operação, gerando em torno de 5 mil empregos diretos e em, torno 12 mil indiretos. O município é o que reúne maior número de empresas no segmento em um único distrito industrial.
As indústrias químicas e farmacêuticas trouxeram outro componente relevante que foi a introdução de tecnologia de ponta. O que, consequentemente, acarretou na necessidade de qualificar a mão-de-obra local. No ano de 2004, o Senai implantou a Faculdade de Tecnologia, volta para a formação de técnicos em nível superior visando atender as demandas do setor farmoquímico.
Uma grande parte do volume das importações de Anápolis, são para atender às necessidade dos laboratórios tanto na parte de equipamentos, quanto de insumos. A maior parte das matérias-primas para a indústria farmacêutica é procedente da China e da Índia.
A implantação do pólo farmacêutico se constitui em um marco importante para a retomada do crescimento industrial de Anápolis e um importante referencial de qualificação da mão-de-obra local. Consequentemente, para a melhoria do ganho médio dos trabalhadores.
O pólo farmacêutico de Anápolis é o terceiro maior, no país, na produção de medicamentos genéricos. Além disso, há também uma indústria que produz injetáveis e outra especializada em embalagens.
O pólo farmacêutico tem atraído grandes grupos, como o Hypermarcas que adquiriu a Neo Química e irá montar um grande centro de distribuição. Hoje tem também a Roche com o seu centro de distribuição, figurando entre as maiores arrecadadoras de ICMS do Estado de Goiás e indústrias tradicionais como a Teuto, uma das pioneiras no Daia neste segmento.

Autor(a): Claudius Brito

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