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Anápolis é o segundo maior PIB de Goiás

Economia Comentários 20 de dezembro de 2009

Estudo realizado pela Secretaria Estadual de Planejamento mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) de Anápolis cresceu de 6,62% para 7,18% de 2006 para 2007. Indústria é destaque


A Secretaria Estadual de Planejamento divulgou, esta semana, dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios goianos, relativo a 2007. O estudo, segundo a Superintendência de Estatística, Pesquisa e Informação (Sepin), responsável pelo levantamento, permite avaliar a riqueza gerada nos 246 municípios goianos, identificando seus perfis produtivos, bem como a magnitude da produção de cada município.
Os dez municípios mais bem posicionados no ranking do PIB municipal, em 2007, foram: Goiânia (27,40%), Anápolis (7,18%), Rio Verde (4,73%), Aparecida de Goiânia (4,73%), Catalão (4,46%), Senador Canedo (3,12%), Luziânia (2,50%), Itumbiara (2,36%), Jataí (2,04%) e São Simão (1,66%). De acordo com a superintendente da Sepin, Lillian Prado, esses municípios são responsáveis por 60,17% da riqueza gerada em Goiás. Ela informou, ainda, que Anápolis é um dos destaques na comparação com 2006, cuja participação na geração de riquezas de Goiás passou de 6,62% para 7,18% de um ano para outro, por causa do início da operação de uma indústria automotiva no município.
Em valores nominais, os dez municípios mais ricos foram responsáveis pela geração de R$ 39,23 bilhões, o equivalente a 60,17% do PIB de Goiás do período, que foi de R$ 65,21 bilhões. Mas o principal destaque do estudo é o município de Alto Horizonte, que registrou em 2007 o maior crescimento nominal do PIB do País: 1.267,99%. Isso se deve ao início dos trabalhos de uma mineradora que produz sulfeto de cobre no município. Conforme o estudo, Goiânia mantém o 12º lugar no ranking do PIB das capitais brasileiras em 2007, atrás de Vitória e à frente de Belém.
Em relação ao PIB per capita, que é obtido dividindo-se o PIB do ano pela população residente no mesmo período, em Goiás ficou em R$ 11.548 com crescimento real de 7,03% em relação ao ano anterior. O que, em outras palavras, significa melhoria na distribuição de renda. Nesta avaliação, Anápolis não figura no ranking dos 10 municípios com maior PIB per capita, no ano de 2007. A liderança é do município de Alto Horizonte (R$102.799), seguido por São Simão (78.313); Turvelândia (R$ 55.204); Cachoeira Dourada (R$ 48.143); Chapadão do Céu (R$ 39.933); Catalão (R$ 38.467); Ouvidor (R$33.501); Porteirão (R$ 33.300), Senador Canedo (R$ 28.856) e Corumbaíba (R$ 26.538).


Indústria é destaque
Uma das variáveis do estudo da Sepin é o Valor Adicionado (VA), que tem base em três segmentos, agropecuária, indústria e serviços. No primeiro segmento, o primeiro lugar no ranking ficou com Cristalina. O município tem uma produção agrícola bastante diversificada, com destaque para lavouras irrigadas, reunindo o maior número de pivôs de irrigação do Estado. Destaque para o cultivo de cereais para grãos (trigo, feijão e milho), soja, algodão e café.
O VA da indústria é composto pela indústria extrativa mineral, indústria de transformação, produção e distribuição de eletricidade gás e água e construção civil. O município de Goiânia, em primeiro lugar, destacou-se com 17,43% do VA da indústria estadual, devido à grande concentração das atividades da construção civil, indústria de artigos do vestuário e acessórios, produtos alimentícios e bebidas, produtos metalúrgicos e indústria moveleira.
Em segundo lugar veio o município de Anápolis (8,75%), com concentração de indústrias ligadas ao ramo farmacêutico, produção de adubos, produtos alimentícios, embalagens e metalurgia. O setor industrial contribuiu com 37,27% no VA do município. Especialmente naquele ano foi registrado aumento no faturamento do setor de medicamentos genéricos (um dos principais pólos do País) e no mês de maio de 2007 foi instalada a unidade de um grande frigorífico. Mas a principal responsável pela elevação do faturamento do setor industrial foi a implantação de uma montadora de caminhões leves.
Em relação ao VA de serviços, Goiânia, em primeiro lugar participou com 34,70% do VA estadual de serviços. Esta atividade participava com 81,97% da estrutura municipal em 2007. Os destaques ficaram por conta de comércio e serviços de manutenção e reparação, saúde e educação mercantis, intermediação financeira, serviços de informação, atividades imobiliárias e aluguel, transporte e administração pública de todas as esferas. Em seguida veio Anápolis, com 6,32%, tendo peso de 61,83% na estrutura municipal naquele ano. Os destaques ficaram por conta de comércio, intermediação financeira, educação e saúde mercantis, transporte, atividades imobiliárias e aluguel e administração pública - administração regional estadual e base da aeronáutica.

Goiás é 9º do ranking nacional
O PIB de Goiás atingiu o valor de R$ 65,210 bilhões, com acréscimo de R$ 8,153 bilhões em relação ao levantamento de 2007. A marca alcançada é a maior desde o início da série estatística, tomada em 2002.
O crescimento registrado no ano de 2007, fez com que a participação de Goiás no PIB nacional, que era de 2,41% em 2006, subisse para 2,45% em 2007. Com isso, Goiás ocupa hoje a 9ª posição no ranking nacional. O crescimento real da economia goiana atingiu 5,47%, ante 3,10% no ano anterior (2006). O bom resultado, de acordo com a Seplan, foi influenciado por todos os três grandes setores, sendo que a agropecuária apresentou a maior taxa (6,68%), seguida por serviços (5,48%) e indústria (4,34%). O resultado expressivo da agropecuária é atribuído, no estudo, em razão da recuperação dos preços agrícolas (soja, algodão, milho e sorgo, entre outros), que foram afetados pela crise agrícola ocorrida no período de 2004 a 2006. Durante o período de crise os municípios que tinham estes produtos como principais fatos geradores de riquezas, perderam posições no ranking, iniciando o processo de recuperação em 2007.

Autor(a): Da Redação

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