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Anápolis: Capital dos esportes especiais

Esportes Comentários 29 de outubro de 2010

O sucesso na realização de eventos esportivos com alcance mundial credencia o Município a se transformar em centro de excelência neste segmento


Além da generosa exposição nas mídias nacional e internacional, a realização do Grand Prix de Futsal, encerrado no último domingo, 24, conferiu a Anápolis o status de centro esportivo de relevância, permitindo a prospecção de um novo segmento de mercado: o esportivo. Devido ao Campeonato, que perde em importância, somente, para a Copa do Mundo desta modalidade, com a cobertura da Rede Globo e de outras emissoras de televisão, além dos principais jornais e revistas especializados no assunto, vislumbrou-se a possibilidade da inserção definitiva de Anápolis nos calendários esportivos nacional e internacional.
Várias outras cidades do interior do Brasil, desprovidas de recursos naturais, encontraram em nichos positivos de atração turística, ganhos em dividendos economicamente essenciais. Jaguariúna, no interior de São Paulo, por exemplo, tem, ao longo dos últimos anos, reunido milhões de pessoas para um festival de montarias. Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul se notabiliza pela Festa da Uva, assim como Barretos em São Paulo e Uberaba, em Minas Gerais, aumentam suas receitas com eventos ligados à economia agropecuária. Isto para se citar, apenas algumas delas.
Por conta da logística privilegiada, a 50 quilômetros de Goiânia e 130 de Brasília, cidades dotadas de aeroportos e boas redes de hotéis, Anápolis tem vantagens interessantes em relação a outras comunidades brasileiras. Faltam-lhe poucos aparelhos públicos e o maior despertamento do empresariado para que o Município se constitua em uma vertente altamente positiva no fomento à interiorização da proposta turística, segmento que mais cresce no mercado econômico nacional. A cidade conta com um ginásio de esportes de categoria internacional, por onde já desfilaram atletas das mais diferentes modalidades esportivas, incluindo selecionados de importantes nações, como dos Estados Unidos. Sem contar que uma instituição educacional (UniEvangélica) tem sediado variadas competições de natação, muitas delas de nível nacional, atraindo para a Cidade centenas de atletas oriundos dos mais diversos pontos do Brasil.
Economia
A presença de jogadores, familiares, dirigentes, integrantes de delegações e profissionais da mídia nestas competições, garante um reforço importante na receita de muitos setores da economia municipal. Um dos mais beneficiados é o hoteleiro, pois quando da realização desses campeonatos, todas as vagas ficam ocupadas. Além disso, os visitantes gastam consideráveis somas em restaurantes; churrascarias; lojas de conveniência, estabelecimentos em geral, shoppings e outros. Também ganham com a realização de eventos esportivos de repercussões nacional e internacional, outros segmentos econômicos, devido ao aumento da população flutuante. Esta proposta casa, ainda, com o perfil de cidade universitária que Anápolis vem obtendo, devido à existência de três universidades (Evangélica UEG e Anhanguera) com um potencial aproximado de 20 mil jovens acadêmicos, público diretamente interessado em eventos esportivos. Mas, o maior lucro, indiscutivelmente, é a promoção do nome de Anápolis que ganha espaços na chamada grande imprensa. Foi o que aconteceu na decisão do NBB (Novo Basquete Brasil) reunindo os times do Flamengo do Rio de Janeiro e do Universo/Brasília, em 6 de junho último. Outro evento que levou mais longe o nome de Anápolis foi o campeonato brasileiro de Judô Infanto-Juvenil, reunindo representantes de vários estados. E, o coroamento ficou com o Grand Prix de Futsal, que trouxe a Anápolis equipes dos continentes Americano, Europeu, Africano e Asiático.
Há uma expectativa de que, a partir de agora, os governos Municipal e Estadual corrijam pequenas falhas verificadas durante esses eventos, a fim de que sejam garantidas novas competições de alto nível para Anápolis. De acordo com a avaliação da maioria dos profissionais da comunicação presentes durante o Grand Prix, a localização geográfica de Anápolis, bem no centro do País é um elemento facilitador para que outras promoções sejam pensadas. Tudo vai depender do interesse das lideranças políticas e esportivas em “venderem” a imagem e a estrutura geoeconômica e logística de Anápolis para as federações e confederações esportivas brasileiras. E, enquanto o futebol profissional da Cidade tenta se reerguer, voltando ao nível das décadas de 70 e 80, quando o Anápolis e, principalmente, a Anapolina eram os responsáveis pela presença do Município no noticiário esportivo nacional, seria bom que as competições dos chamados esportes especializados continuassem acontecendo.

Autor(a): Nilton Pereira

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