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Anapolino participa de provas internacionais

Esportes Comentários 22 de junho de 2013

Mesmo com idade acima de 40 anos, ele é exemplo de perseverança e determinação. Concorre com atletas de toldo o mundo


O anapolino Roberto Bittar, 42, teve interesse pela prática de exercícios físicos no ano 2000, quando estava acima do peso, com 101 quilos. Como desejava perder peso, começou a nadar. Depois, ele conheceu um professor de educação física que participava do ‘Ironman’ e foi convidado para concorrer na modalidade. “A partir dali, comecei a me preparar para a competição, que foi a primeira em que participei na vida. Normalmente as pessoas participam de competições menores, ou do próprio ‘Ironman’ curto ou médio de início. Eu comecei logo com o mais difícil, que aconteceu no mês de maio de 2001, quando tinha 30 anos”, conta. Hoje, com 74 quilos, o atleta já participou de onze edições do ‘Ironman’, entre outras provas. “Disputei uma prova em Fortaleza, chamada ‘Cabra da Peste’, que tem as mesmas distâncias do ‘Ironman’. Só que, dela, participaram somente atletas brasileiros. Fiquei na segunda colocação na minha categoria”, declarou o atleta.
O Ironman, maior evento de Triátlon do mundo, desafia os atletas a nadarem 3,8 km, percorrerem 180.2 km de ciclismo e 42.2 km de corrida à pé, em percursos de tirar o fôlego. Por ano são realizados 29 eventos em todo o mundo e, somente um na América do Sul: o “Ironman Brasil”, que acontece em maio, na cidade de Florianópolis, Santa Catarina, com a participação de atletas amadores e profissionais de vários países.
Na última prova, Roberto Bittar foi classificado na 298ª posição, entre dois mil competidores de 39 países, na classificação geral, e na 40ª colocação na categoria em que concorreu com 400 participantes. “Pelo nível dos competidores é bastante complicado eu conseguir chegar entre os cinco primeiros, pois a prova é a nível mundial e eu não me dedico somente a isso”, explica Bittar que concilia os treinos com a tarefa de atender aos clientes de sua empresa de desenvolvimento de sistemas e à noite dar aulas para alunos dos cursos de Ciências Contábeis e Administração em duas universidades, além da vida familiar.
No entanto, o atleta explica que, quando se trata do ‘Ironman’, o objetivo principal é concluir a prova sendo as premiações algo secundário. E, por levar uma vida comum como qualquer outra pessoa, tendo outras atividades e responsabilidades, é necessário que o atleta tenha muita dedicação. “Normalmente acordo às 5h30 da manhã, para quem, na melhor das hipóteses, vai dormir às 23h, e faça chuva ou faça sol e, às 6h da manhã já estou pelas ruas treinando”, diz o atleta que tem uma rotina de treinos de três horas e meia diárias, dividida em duas vezes ao dia.
Dentre as rotas de treino de Roberto, para ciclismo estão incluídas as rodovias que levam a Brasília, Corumbá e Pirenópolis, e para corrida as vias urbanas e o entorno de Anápolis. Quanto à Cidade, ele considera praticamente impossível fazer os treinos de bicicleta. “Não existe lugar. Mesmo no Parque Ipiranga, que as pessoas pensam ser um bom local para pedalar, eu discordo. Ele é pequeno e quem pedala ali atrapalha a quem está andando. Eu espero bastante do novo parque ambiental que será construído nas proximidades do trevo de acesso ao DAIA”.
Em outros países o atleta descreve haver bons espaços públicos para a prática de atividades físicas. “Em Santiago (Chile) e no Central Park (Nova Iorque), as vias para a prática de exercícios são largas por isso os atletas convivem, sem grandes riscos, com o trânsito ao redor”, relata.
Desde que iniciou a prática de atividades físicas duas importantes mudanças de hábitos foram percebidas por Roberto “A primeira delas foi a percepção de que a gente consegue se superar. A segunda foi a da conquista de uma melhor qualidade de vida. “Através da melhora na saúde e da reeducação alimentar, desprendendo de certos excessos que cometemos com a alimentação no dia a dia, que a prática de exercícios traz, a melhora na qualidade de vida é percebida”, ressalta.
O atleta orienta a quem quer iniciar a prática de exercícios a buscar uma avaliação médica e ter sempre a orientação de um profissional da área, auxílio com o qual ele também conta. “Além disso, quem quer se dispor a melhorar sua qualidade de vida por meio da atividade física, deve pensar que para quem quer tudo é possível” conclui.

Autor(a): Carol Evangelista

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