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Anapolino gasta 10 dias de trabalho para ter cesta básica

Geral Comentários 23 de abril de 2015

Segundo pesquisa da UEG, mais de 56% das horas trabalhadas são necessárias para adquirir 13 produtos básicos de consumo das famílias


O trabalhador anapolino precisou trabalhar, aproximadamente, 10 dias no mês de fevereiro último, para adquirir os 13 produtos que compõem a cesta básica. O que corresponde a 56,77% do total de horas trabalhadas. Estes dados fazem parte da pesquisa mensal da cesta básica, um projeto desenvolvido pelo curso de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Goiás, coordenado pela professora Joana D’arc Bardella Castro e as alunas bolsistas Laene Bueno e Elisandra Santos, com o apoio do Núcleo de Pesquisas em Economia e da Pró-Reitoria de Pesquisa da UEG.
O custo da cesta básica, em fevereiro, ficou em R$ 277,46. Considerando o valor do salário mínimo de R$ 788,00, o valor gasto significou 35,21%, segundo o levantamento da UEG. A cesta é composta por 13 produtos, conforme estabelecido no Decreto nº 399, de 30 de abril de 1938, que informa quantidades ideais de consumo por trabalhador.
A pesquisa destaca que no mês de março, em relação a fevereiro, a inflação da cesta básica em Anápolis ficou em 1,15%, com destaque para as altas do tomate (14%) e da margarina (5%). Por outro lado, alguns produtos tiveram variação negativa, como é o caso da batata (-39%) e do feijão e da banana (-4%). O único produto a se manter estável, foi o óleo de cozinha.
Foi, ainda, levantado o comportamento dos preços dos produtos por grupo econômico e a sua variação entre os meses de fevereiro e março, sendo que o destaque foi para a variação do grupo de produtos in natura, que teve queda de 35,88. Os produtos semi-industrializados tiveram aumento de 1,3% e os industrializados, de 1,43%.
Os primeiros levantamentos da cesta básica, em Anápolis, foram realizados nos meses de fevereiro e março de 2015. Segundo a coordenadora do projeto, professora Joana D'arc Castro, o objetivo é apresentar ao consumidor a variação existente nas compras diárias, o que afeta, diretamente, a renda familiar. Ela explica que o salário mínimo deveria ser o bastante para que o brasileiro conseguisse pagar todas as suas contas e, ainda, adquirir uma cesta básica. “Devido aos constantes aumentos nos valores dos alimentos, o consumidor tem que trabalhar mais horas por mês para conseguir arcar com essa despesa da cesta básica”, afirma a professora.
Seis supermercados de Anápolis são visitados no último dia de cada mês para a coleta de dados. A metodologia utilizada para os cálculos é a mesma desenvolvida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que realiza pesquisas mensais em 16 capitais brasileiras, juntamente com a variação de preços dos treze produtos alimentícios presentes na cesta básica e o gasto mensal que um trabalhador tem para comprá-los. (Com informações da assessoria de comunicação da UEG)

Autor(a): Claudius Brito

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