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Anapolinas que fazem história no cenário político

Política Comentários 07 de maro de 2014

Embora, numericamente, a participação seja pequena em relação aos homens, a mulher conquistou com louvores os seus espaços e abriram novos caminhos


Em ano eleitoral, o Dia Internacional da Mulher ganha relevo. Afinal, embora ainda em proporção bem menor que os homens, elas subiram degraus importantes na vida pública. E, hoje, uma delas, comanda o destino de mais de 200 milhões de brasileiros e exerce o cargo político mais alto do País, a Presidência da República.
Em Anápolis, são inúmeras as mulheres que se dedicaram à política. Porém, é uma participação ainda muito pequena numericamente, uma vez que representam a maioria dos eleitores com direito ao voto. Desde José da Silva Batista, que em 1982 liderou a junta para governar o Município até a escolha do primeiro Intendente, muito antes, ainda da emancipação, que ocorreu em 1907, até os dias atuais, nenhuma mulher chegou a se eleger Prefeita.
Na Câmara Municipal, desde a primeira legislatura, inaugurada em 1958, apenas sete mulheres se elegeram para o exercício da vereança. E, uma delas, merece destaque pela ousadia e o pioneirismo. Na eleição de 1947, Francisca Miguel, pelo Partido Republicano (PR) foi a primeira vereadora eleita de Anápolis, consequentemente, a primeira mulher a ocupar um cargo eletivo. Isso, numa época em que a política era um universo predominantemente masculino. Na Casa, ele exerceu o cargo de secretária da Mesa Diretora, na gestão do então presidente Adhayl Lourenço Dias e chegou a exercer, por um curto período, a Presidência.
Depois do mandato de Francisca Miguel, abriu-se um hiato na participação da mulher no Poder Legislativo Municipal, que durou até 1983, quando foi eleita Maria Conceição Meireles. Em 1989, Marlene Barbaresco se elegeu pelo PT, partido da atual presidente Dilma Rousseff que, ainda, era novo no cenário político brasileiro e, na época, existia um grande tabu em relação à legenda, que nasceu da luta de operário na região do ABC paulista.
Nas legislaturas de 1993 a 1996 e 2001 a 2004, a única representante no parlamento foi a vereadora Mirian Garcia, que começou a carreira no PST e hoje está no PSDB, que é a mulher recordista em eleições na Câmara, estando, atualmente, no exercício do quinto mandato consecutivo. Na legislatura de 2005 a 2008, foi eleita a petista Dinamélia Rabelo, para o primeiro de seus três mandatos consecutivos. Na legislatura de 2008 a 2012, Mirian Garcia e Dinamélia ganharam a companhia da Vereadora Gina Tronconi, eleita pelo PPS. E, na atual legislatura, Mirian e Dinamélia ganharam como companheira de bancada feminina a petista Maria Geli Sanches.

Mais destaques
Outras anapolinas que brilharam no cenário político foram Lydia Araújo Quinan, eleita Deputada Federal por dois mandatos (eleições de 1994 e 1998) pelo PMDB e Lúcia Vânia Abrão Costa (embora não tendo domicílio eleitoral em Anápolis, foi primeira dama do município quando seu esposo o então engenheiro Irapuan Costa Júnior foi nomeado prefeito/interventor de Anápolis, isto em 1973) que exerceu dois mandatos de Deputada Federal e está no exercício do segundo mandato no Senado da República, hoje no PSDB.
Na Assembleia Legislativa, apenas duas mulheres anapolinas foram eleitas para o cargo. A ex-deputada Onaide Santillo chegou ao cargo na primeira vez, na eleição de 1994, pelo PP. Em 1998, se reelegeu pelo PMDB e em 2005, voltou ao cargo na condição de suplente. Na eleição de 2002, Carla Santillo, filha do ex-prefeito e ex-governador Henrique Santillo foi eleita para uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás, pelo PSDB e, atualmente, é conselheira do Tribunal de Contas do Estado.
Mesmo que ainda, numericamente, a participação das anapolinas seja pequena no universo político, é uma participação digna de reconhecimento, porque historicamente foi preciso quebrar muitos paradigmas e preconceitos para que a mulher pudesse galgar o espaço que conquistou hoje na sociedade em todas as áreas da atividade humana, sobretudo, na política. Essa luta continua e, com certeza, de forma mais livre e democrática.

Autor(a): Claudius Brito

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