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Anapolina: da segundona para a semifinal da série A

Esportes Comentários 15 de maro de 2014

O jornal Contexto foi a Corumbá de Goiás ver de perto os treinos da Xata e dar uma espiada no ânimo do time, além de conversar com técnico, treinador e jogadores.


Um possível enfrentamento entre a Anapolina e o Goiás é cogitado, e esperado, para a final do Campeonato Goiano de Futebol 2014. Quem alimenta e acredita nesse desafio é a torcida colorada eo próprio time, que realiza treinos intensivos em Corumbá de Goiás, a 53 km de Anápolis. Ainda: quase uma Anápolis inteira, que viu os olhos colorados emitirem faísca com a boa fase da equipe. A ‘Xata’ já deu um sinal que não necessita se submeter à Série B regional e, nos últimos jogos, deu um basta na “masmorra” que impedia um desempenho mais digno.
O CONTEXTO esteve esta semana em Corumbá de Goiás, para conferir, de perto, a atuação do time e dar uma espiada na movimentação no centro de treinamento. Animação regada a inspiração, expectativa e muito treino foi o que a nossa equipe encontrou no Estádio Municipal “Antônio Manoel Rodrigues”, onde o elenco está concentrado desde a pré-temporada para os jogos do Goianão, devido à reforma do Estádio Municipal “Zeca Puglise”, em Anápolis, e, pela falta de um espaço adequado para se concentrar, na segunda maior economia de Goiás.
A Associação Atlética Anapolina vive uma fase próspera e histórica na disputa do título regional. Depois de três derrotas consecutivas e uma sequência desastrosa de jogos contra o Atlético, Trindade e Goiás (duas fora de casa), o time “supitou” como uma panela de pressão e surpreendeu os críticos mais incautos. Conquistou uma sequência de três vitórias em casa, contra o Trindade (4x0), o Vila Nova (3x2) e Goianésia (2x0). Contra o Vila, no penúltimo jogo, a disputa na arena foi quase “romana” e ocorreu sob muita chuva e empolgação da torcida. Na ocasião, o time conseguiu interromper uma sequência de derrotas para o ‘Tigrão’, que se estendia por 13 anos.
A vitória sobre um dos principais e mais tradicionais clubes do Estado foi decisiva para a Xata, além do jogo contra o Goianésia,quando conquistou a liderança do Grupo B, o que a deixou bem próxima de uma vaga para disputar o Brasileirão série D, neste ano. Basta fazer mais um ponto no próximo jogo.
A Anapolina promove um despertar ímpar, após passar 2013 sob a sina da Segunda Divisão do Campeonato Goiano, quando foi campeã e garantiu vaga para a “série A” deste ano, derrotando o Trindade. O espírito animado dos torcedores da Xata, depois da conquista da vaga nas semifinais, é ilimitado. O desejo colorado de abraçar a taça reforçou as conversas de botequim e reuniões de amigos, regadas a cerveja e churrasco, com direito a entoações do hino do clube e das rimas “provocativas” tramadas pelos “rubrenses” nas arquibancadas. Há, até mesmo, quem leve às ruas a alegria vermelha e deixe transparecer uma confiança que ainda precisa de muito trabalho, dedicação, reforço e desempenho estratégico para se assentar, de fato.
Outra característica que deu um colorido maior aos jogos realizados no “Jonas Duarte” foi o número de torcedores que resolveram apoiar de perto a equipe, oferecendo mais alegria e movimentação nas arquibancadas. Na partida disputada contra o Vila Nova, o que se viu foi uma torcida disposta a enfrentar uma forte chuva para prestigiar o time. Os colorados anapolinos elevaram o moral dos jogadores com presença de espírito e muita brincadeira, quando a bilheteria do estádio registrou quase sete mil pagantes contra números bem inferiores no decorrer do campeonato.

Preparo físico
No encontro em Corumbá de Goiás, preparador físico Luís Fernando disse que o nível da equipe é o mesmo,se comparado ao do ano passado, quando a Xata enfrentava a divisão de acesso. “O trabalho está indo muito bem, como em 2013”. Questionado sobre a baixa de Somália, um desportista resoluto e com vigor incomum, Luís Fernando comentou que, embora o jogador tenha sido muito bem aceito pela equipe e de ter mostrado qualidade ímpar, as aquisições realizadas pelo time não deixaram a dever, correspondendo à altura do atacante. O treinador mostrou animação com os resultados mais recentes e acredita que o mercado, com o despertar do “gigante adormecido”, tende a se abrir mais para o time, num futuro célere.
Segundo ainda Luís Fernando, os jogadores se encontram no ápice do preparo físico. Um vigor renovado pode ser constatado na equipe numa academia próxima à concentração,onde realiza, diariamente, seus treinos. Durante um período pela manhã, pesos são levantados em exercícios seguidos por mais preparo físico e aproximação nos gramados do Estádio “Antônio Manoel Rodrigues”.

Confiante
Assim como todos os integrantes da Anapolina, o jogador Danilo está confiante, não só no jogo contra a ‘Raposa’, mas, também, num embate na disputa final do título goiano. “Graças a Deus, o grupo está unido e procurando fazer o melhor dentro de campo. Isso já resulta nessas vitórias consecutivas que obtivemos. Deus queira que a gente alcance a final e que possa enfrentar o Goiás”, diz. O atacante chama a atenção para o satisfatório entrosamento de toda a equipe da AAA. “Todos que estão jogando, fazem o melhor possível, todos os dias, em todos os jogos. Não sabemos sobre a escalação do Alfinete para a próxima partida, mas queremos dar o melhor e ganhar do Grêmio Anápolis, no domingo”, entusiasma-se.
Embora o entusiasmo da equipe contagie a torcida colorada, a Anapolina entra em campo neste domingo com um time desfalcado e necessita redobrar a atenção e oferecer o “suprassumo”, deixando, é claro, muita reserva para a semifinal. O lateral Jonatan; os zagueiros Cris e Neto Pierin, o volante Renato Xavier e o lateral Rafinha não jogarão no domingo por terem acumulado uma série de três cartões amarelos. Além disso, a zaga não contará com as jogadas de Jacó e Coutinho, que estão lesionados. O técnico Alfinete, ainda, enfrenta outra dúvida: se Felipe Baiano joga ou não. O volante reclama de muito cansaço e de dores na coxa. Tudo será definido mesmo nesta sexta-feira, quando a Rubra realiza o treino coletivo, momento quando será definida a escalação do time. (Colaboração de Eduardo Rosário)



'Dever cumprido é o nosso espírito', diz Alfinete

Em uma entrevista exclusiva ao jornal Contexto, o técnico Alfinete mostra o seu entusiasmo com paciência, humildade e determinação, mesmo sabendo das dificuldades enfrentadas por um dos mais proeminentes times do interior goiano.

Contexto– Qual o espírito da Anapolina, hoje, depois de três vitórias consecutivas em casa e já com vaga garantida na semifinal?
Alfinete- O espírito da Anapolina é o de dever cumprido. O time está se preparando para esta próxima fase. Significa uma diferença na vida da Rubra, uma chance de fazer uma quadrangular ou,até mesmo, uma final. O espírito é de competitividade, como foi traçado desde o início do Campeonato. Esperamos que as coisas continuem dando certo para fazermos a final.

Contexto- Como é trabalhar neste momento com a equipe que venceu a segunda divisão no ano passado e agora está entre as quatro semifinalistas?

Alfinete- Trabalhar com a Anapolina na primeira divisão faz o time refletir muito. A diretoria tomou as devidas precauções de montar uma equipe coesa e modesta para que não ocorressem os erros do passado. É doloroso uma equipe que tem camisa e tradição disputar uma segunda divisão no Goianão. Isso serve de exemplo para que a Associação Atlética Anapolina possa montar, sempre, uma equipe competitiva e que deixe de vez a condição de disputar a segunda divisão porque o espaço para a Rubra é a primeira divisão.
O Jean (Cláudio) procurou manter a melhor composição dentro do Campeonato e trouxe mais alguns reforços para qualificar o grupo e tudo começou a dar certo. Mas, pelo planejamento, esperamos que o clube continue fazendo o melhor de si.

Contexto ANT- As aquisições foram significativas?
Alfinete- Este é um grupo que foi escolhido a dedo para disputar o Goianão. Tivemos duas contratações ao longo do campeonato, a do Bonfim e a do Watthmen,que está em andamento.

Contexto- Você trabalha com dois principais esteios: o técnico e o psicológico, o emocional. Como isso é conduzido com os jogadores e com toda a equipe?

Alfinete- Em relação às questões técnicas,a gente entra em campo e corrige, pode ser feito de forma rápida e concisa. Agora,o trabalho psicológico,a gente vai traçando ao longo do tempo de convivência com o atleta. A pré-temporada é muito interessante para trabalhar esse ponto. Por exemplo, quando viemos para treinar em Corumbá, onde fomos muito bem aceitos,os planos iniciais eram para permanecermos apenas 50 dias aqui, mas fomos levando porque sentimos um estado de espírito muito acolhedor na cidade. Na medida do possível, e com cautela, traçamos o perfil de todos os atletas para que possamos ter condições de trabalhar com este lado do jogador. Dentro desse espírito, vamos travando conversas uns com os outros. O futebol procura trabalhar com resultados positivos e quando colhemos bons frutos, o psicológico está aflorado para melhor porque o ladoruim fica por conta das derrotas. Neste caso, temos de trabalhar do mesmo jeito e dar força para eles renderem o suficiente em jogos futuros.

Contexto-E o que esperar da partida de domingo contra a ‘Raposa’? Haverá surpresas?

Alfinete- O time tem dificuldades pela frente, cinco jogadores com cartões amarelos. Não é fácil, mas, mesmo assim, vamos colocar os melhores jogadores possíveis em campo. Não folgamos no Campeonato todo. Na zaga, teremos um desfalque de Jacó e do Coutinho, que estão com lesão na coxa e, ainda, não se recuperaram. O zagueiro Bonfim, que entrou agora, vai ter que jogar e teremos que improvisar um jogador na mesma posição. Temos, também, problemas com os volantes, como é o caso do Felipe Baiano, que reclama de dores na parte posterior da coxa. Há aqueles que demonstram um cansaço muito grande. Só vamos descansar depois desse jogo de domingo. Ainda, toda essa chuva desgasta os jogadores e,nesta reta final,temos que nos preocupar com isso. Nas demais posições, temos a volta do Viola que cumpriu a suspensão. De qualquer forma, vamos colocar uma equipe competitiva contra o Grêmio, no domingo.

Contexto- Pensando numa possível final, qual adversário a Rubra gostaria de enfrentar?
Alfinete- A gente não escolhe, mas o Goiás sendo campeão de uma chave e a Rubra de outra e tendo condições de passar adiante, a tendência é que seja Anapolina x Goiás. Antes de tudo, temos que aguardar, primeiro, os resultados para traçarmos os planos, porque não temos nem adversário ainda, não sabemos se vai ser o Trindade ou o Atlético. Talvez tenhamos que aguardar até o final da rodada, na quarta-feira para definir a situação.

Por que a Rubra é Xata?
A Associação Atlética Anapolina é chamada de “Xata“ desde o amadorismo quando, mesmo com um time fraco e sofrendo inúmeras derrotas, se reabilitava com vitórias surpreendentes contra adversários mais bem preparados.
O time é também chamado de “Rubra“, pela cor do seu uniforme, que homenageia o primeiro time de futebol de Anápolis, o Bahia Futebol Clube.
Na Copa de 1966 (Inglaterra),uma faixa no meio da torcida brasileira (sem referências de local) acabou chamando a atenção dos cronistas esportivos brasileiros: “A Rubra é Xata!”.
No início dos anos 80, a Xata obteve um maior acompanhamento da mídia nacional, ao ganhar dois vice-campeonatos goianos (1981 e 1983), além do vice-campeonato da Taça de Prata de 1981 (a Série B da época - Dois jogos contra o Guarani de Campinas), e pela participação na Série A em 1978; 1979, 1982 e 1984. (Fonte: https://asmilcamisas.wordpress.com/tag/a-rubra-e-xata/)

Autor(a): Edson Nuno

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