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Ampliação do DAIA começa em 120 dias, garante o Governo

Cidade Comentários 04 de dezembro de 2011

Alexandre Baldy, titular da Pasta de Indústria e Comércio, assegurou que além da parte burocrática, o Governo já tem assegurados os recursos para a expansão do distrito


O Governo do Estado já tem quase pronto o decreto tornando de utilidade pública uma gleba de terra de 50 alqueires - cerca de 2,5 milhões de metros quadrados - para a ampliação do Distrito Agro Industrial de Anápolis. O processo para a desapropriação dessas áreas deve ocorrer dentro de aproximadamente 120 dias. A informação foi dada pelo secretário estadual de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa no auditório da Associação Comercial e Industrial (Acia), na última quinta-feira, 1º, proposta pelo deputado estadual Carlos Antônio de Souza (PSC).
De acordo com Alexandre Baldy, o Governador Marconi Perillo já assegurou que a sua Pasta terá o aporte de recursos necessários para promover a ampliação do Daia, uma antiga reivindicação da classe empresarial. O Secretário não soube precisar qual é o montante a ser desembolsado com as desapropriações, já que isso depende dos valores a serem negociados com os proprietários das terras. Além disso, o Secretário adiantou ao CONTEXTO que já há um projeto básico para a infraestrutura na extensão do Distrito, o que, também, demanda significativos investimentos. “Sendo uma área próxima ao DAIA, essa infraestrutura fica mais barata”, assegurou.
Para o Secretário, há todo um empenho por parte do Governador Marconi Perillo para que a expansão ocorra “de forma rápida e transparente”. O titular da SIC observou que o Distrito Agro Industrial de Anápolis é estratégico para o desenvolvimento econômico de Goiás e, inclusive, adiantou que o Governo trabalha, também, para viabilizar o projeto do Pólo Tecnológico, com o objetivo de atrair para o Estado, empresas que trabalham com know how avançado em tecnologia, agregando valor à produção e elevando o nível da mão-de-obra da região.
Falando ao CONTEXTO pouco antes da audiência pública, Alexandre Baldy, também fez questão de mencionar o acordo que o Governo Estadual e a Celg estão costurando com a Eletrobrás. Segundo ele, o crescimento industrial depende, de forma direta, da oferta de energia elétrica e esta era uma preocupação recorrente, já que por problemas herdados de governos anteriores, a Celg passa por momentos difíceis e, agora, busca se reestruturar e retomar com mais vigor, num futuro próximo, os investimentos.
Na reunião, Alexandre Baldy ressaltou que a intenção do Governo não é apenas fazer a expansão do DAIA, mas que esta ocupação seja feita de forma planejada. “Nós temos, aqui, cerca de 60% do parque industrial de Goiás, o segundo maior pólo farmacêutico do País. Então, temos que estudar a melhor maneira de fazer esta ampliação”, enfatizou o secretário que, na oportunidade, antecipou também o estudo que vem sendo realizado para a criação de incentivos para a verticalização da indústria, ou seja, para atrair empresas que dêem suporte a outras, citando o caso da montadora de veículos CAOA/Hyundai, que necessita de empresas que produzam algum tipo de peça ou componente para determinada linha de produção.

Cobranças
O vice-prefeito João Gomes, considerou que o anúncio da área de 50 alqueires foi extremamente positivo, considerando, entretanto, que ainda é uma área aquém da necessidade ampliação do DAIA, tendo em vista a grande demanda de novas indústrias querendo se instalar no Município. Essa preocupação foi manifestada, ainda, pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, Wilson de Oliveira. “Se tivemos uma nova montadora interessada em vir para Anápolis, como fica? Somente a CAOA tem 30 alqueires. E, se tivermos outro grande empreendimento?”, questionou, lembrando, também, que o governo terá o grande desafio de prover a expansão com a infraestrutura adequada. “No DAIA, nós tivemos investimentos superiores a 100 milhões de reais, sendo R$ 30 milhões investidos somente na Estação de Tratamento de Esgoto. Nós sabemos que isso é caro e estamos cobrando. Não é uma crítica”, ressaltou. Além disso, o Presidente da ACIA citou o caso da Plataforma Logística, que dispõe de uma área de 100 alqueires pronta para receber empresas que atuam no segmento logístico, mas há seis anos, não houve uma definição de como será feita a sua gestão. “Tem de ter regras claras. Caso contrário, o empresário não vem”, alertou.
O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Mozart Soares Filho, ponderou que a ampliação do DAIA é importante, mas apontou que outras iniciativas devem ser trabalhadas como a reativação do Centro de Gemologia, situado no próprio Distrito que, há vários anos, está desativado. Ele observou que há interesse do Governo Municipal em trabalhar em parceria com o Estado para a reabertura do Centro para promover cursos e trabalhar com produtos minerais agregando valor às matérias-primas para a comercialização nos mercados nacional e internacional, já que Goiás ocupa, hoje, uma posição de destaque no cenário nacional na produção mineral, sendo o primeiro produtor de ouro, inclusive.



Projeto de implantação do Mini-Daia ressuscitado
Durante a audiência pública para discutir a expansão do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), um assunto polêmico voltou a ser objeto de discussão: o Mini-Daia. A ideia surgiu na administração do então Prefeito Pedro Sahium, com a intenção de criar espaços para que micro e pequenos empresários pudessem se instalar, migrando de áreas residenciais.
O secretário municipal de Indústria e Comércio, Mozart Soares Filho, disse que encaminhou um pleito ao Governo Estadual para que uma parte da área de ampliação do Daia, em torno de 20%, fosse destinada a este segmento empresarial. Em relação ao antigo Mini-Daia, ele informou que no dia dois de janeiro recebeu em seu gabinete representantes do Ministério Público, sendo que um dos desdobramentos dessa reunião foi a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta para que o projeto não fosse levado adiante, devido a irregularidades na concepção do projeto, já que não havia, por exemplo, um plano diretor para orientar a ocupação.
De acordo com Mozart Soares, a área então disponível era de 20 mil metros quadrados, localizada à margem da BR-153 na região Norte. As permissões foram dadas em caráter precário e, ante o acordo firmado com o Ministério Público, as mesmas foram cassadas mediante Decreto Executivo.
Tanto o secretário como o vice-prefeito João Gomes, defenderam que a ideia pode ser retomada. Porém, desde que obedecendo aos requisitos legais e de forma planejada para evitar os erros que ocorreram no processo anterior. Na audiência pública, alguns ex-permissionários do Mini-Daia estavam presentes e questionaram se teriam prioridade num eventual projeto novo. Essa garantia, entretanto, não foi dada. Mesmo por que, no momento, também, não há nada definido a respeito. Por enquanto, é uma discussão e que promete render muita polêmica ainda.

Autor(a): Claudius Brito

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