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Ampliação da rede de esgotos terá recurso de R$ 92 milhões

Cidade Comentários 07 de agosto de 2015

A expectativa é de que, em quatro anos, quase toda a Cidade tenha o sistema implantado


O projeto desenvolvido pela SANEAGO pretende contemplar 90% da população de Anápolis com rede de captação de esgoto sanitário em um período de quatro anos. Até setembro, o processo de licitação já deve ter sido concluído e a previsão de início das obras é para, ainda, este ano. Hoje, o orçamento de R$ 92 milhões está no Tribunal de Contas da União para ser aprovado. O dinheiro vem do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal.


As obras devem começar em regiões que ficam próximas à bacia do Ribeirão Antas, como Bairro São Joaquim e setores próximos à Avenida Brasil Sul. “Depois, vamos contemplar os bairros na região das bacias dos córregos Reboleiras e Góis, assim como nas dos córregos Catingueiro e Felizardos”, explica a gerente da Empresa em Anápolis, Tânia Pereira de Andrade Valeriano.


Hoje, apenas 60% dos moradores têm rede de esgoto em casa. O número parece pequeno, mas, se comparado à média nacional, chega a ser considerado bom. No Brasil, pouco mais de 30% da população moram em locais servidos com redes de capação de esgotos sanitários domésticos. Em Goiás, dos 218 municípios sob a supervisão da SANEAGO, apenas 80 têm este atendimento. E, os problemas causados pela falta de saneamento básico são muitos: contaminação do solo, contaminação do lençol freático e doenças transmitidas ao homem.


A contaminação poderia ser evitada se a população implantassem as fossas da maneira correta. “O problema é que elas não fazem a fossa séptica, que é aceita e, inclusive, indicada pela Organização Mundial de Saúde, desde que ela siga os critérios técnicos recomendados”, diz Tânia Pereira.


Para ser aceita, a fossa séptica precisa seguir algumas recomendações. “Precisa ser uma caixa impermeabilizada para onde vão os resíduos iniciais. Ali, ficam retidos os resíduos sólidos e, apenas, um meio líquido que sai para um sumidouro”, explica Tânia. A instalação de uma fossa correta, sempre, deve ser acompanhada por um profissional capacitado.


Para baratear a obra, a população acaba optando pelas chamadas fossas negras, que são, apenas, buracos para onde o esgoto é lançado. “Isso contamina o lençol freático, contamina o solo. E, muitas pessoas acabam fazendo ligações clandestinas jogando o esgoto diretamente na rede de captação de águas pluviais. A água da chuva vai direto para os córregos, contaminando-os também”, declarou a representante da SANEAGO.


Falta de consciência


Outro problema que acontece com a rede de esgoto, segundo a gerente, é o mau uso. De acordo com ela, todo tipo de objeto é lançado nas redes de esgoto. “Mais de 90% dos casos de extravasamento de esgoto, que acontecem na Cidade, são ocasionados pelo mau uso. Lançamento de objetos, roupa, calçados, etc. Já retiramos tudo o que se possa imaginar, da rede de esgotos”, diz Tânia Valeriano.


A Gerente conta que já foram retirados, até, animais mortos da tubulação. “As pessoas jogam de propósito, porque acham mais fácil. Outro problema é o despejo de óleo de cozinha. A gordura vai parar na rede de esgoto e causa entupimentos, isto porque o óleo se solidifica em contato com o sabão ou outros produtos químicos que correm pela rede de esgoto”, afirma.


A SANEAGO tem, inclusive, uma campanha para incentivar as pessoas a trocarem o óleo de cozinha por um bônus na conta de água. A campanha intitulada “De Olho no Óleo” contempla, por cada litro de óleo entregue, um crédito de R$0,50 na conta.


A ideia é incentivar tanto o pequeno gerador, que é a dona de casa, quanto os empresários que trabalham com fritura, a não jogarem o óleo na pia, ou, no esgoto. “A dona de casa pode trazer aqui, na SANEAGO, o óleo em uma garrafa pet que ele é pesado na hora. E, o grande gerador basta solicitar pelo telefone, que um funcionário nosso faz o recolhimento”, diz.


E, a falta de consciência não para por aí. Muitas pessoas ligam a água da chuva ao esgoto. Isto causa problemas. “Para tentar conter esta anormalidade, quando há reincidência desses casos, faz-se uma vistoria para se detectar qual é o problema. Se verificarmos que ele foi causado pelo morador, nós orientamos e damos um prazo para a adequação. Se não resolver, podemos multar e, inclusive, cortar a água e provocar o entupimento do esgoto”, orienta a gerente da Estatal.


Nova rede


Outro projeto a ser desenvolvido pela SANEAGO em Anápolis será a troca de toda a rede de água e esgoto do centro da Cidade. Estas redes são muito antigas e já não comportam mais o volume gerado. “Existem muitos e graves problemas, tanto na rede de água, como na rede de esgoto na região central”, diz Tânia Valeriano.


Um desses problemas é que o material usado na década de 40, época em que foram implantadas as redes, era o ferro fundido que não tinha o revestimento que se usa hoje e que garante a durabilidade do produto, além de evitar a incrustação. “Hoje, existem tubos tão incrustados de ferrugem, sujeira e outros detritos, que mal dá para passar uma caneta. Isso causa baixa pressão e, até, falta de água. E, também, a má qualidade da água e vazamentos”, explica.


Além disso, a rede é muito profunda. “Há ramais de, até, seis ou sete metros de profundidade em ruas estreitas. Isto torna impossível a manutenção, porque usamos maquinários de grande porte O caso seria tão grave, que há, inclusive, o risco de desabamento durante as manutenções. É uma operação muito arriscada para o funcionário, porque há o risco a todo instante”, revela a Gerente da SANEAGO.


Tânia diz, ainda, que há um número enorme de ligações clandestinas de esgoto na rede pluvial e vice-versa. “É uma bomba relógio. Hoje, ainda, não estão ocorrendo problemas sérios, mas se a rede não for trocada, um dia poderemos ter, inclusive, edificações abaladas com esses problemas”, diz ela. A troca das redes deve começar só em 2017. A partir do ano que vem, começa o processo de licitação. A previsão é de que R$ 20 milhões sejam gastos nesta troca de redes.


 


Acordo com o Ministério Público está valendo


 


Em junho, o Ministério Público e a Saneago firmaram o Termo de Ajustamento de Conduta prevendo metas de curto e médio prazos para que o abastecimento de água tratada seja garantido à população de Anápolis. As metas exigidas no TAC variam de seis meses a quatro anos e serão avaliadas a cada semestre, por meio de relatórios que a Saneago deverá encaminhar ao Ministério Público. No prazo de dois anos, segundo o Termo, a Saneago, através do Plano de Redução de Perdas, deve atingir a meta de 36%, que está de acordo a média nacional. Atualmente, essa perda chega a 42% e, basicamente, têm duas ocorrências: a física e a comercial. Também no prazo previsto de dois anos, a Saneago se comprometeu a dotar veículos e pessoal suficientes em relação ao número de ligações consumidoras para atender às demandas de serviços em geral no sistema de água e de esgoto, “visando eficiência na prestação do serviço público, atendendo-o no prazo estabelecido pela Resolução AGR”, pontua o TAC.


Foi estabelecido o prazo de seis meses para que a Saneago regularize o acumulo de serviços de ligações de água e esgoto em atraso no Município. De acordo com a Resolução 289/03 da Agência Goiana de Regulação, quando constatada que a suspensão do abastecimento de água e/ou a interrupção da coleta de esgoto foi indevida, a Saneago deve efetuar a religação no prazo máximo de 06 horas para dias úteis e, até, 12 horas, para feriados, finais de semana e para as solicitações após as 18 horas nos dias úteis sem ônus para o usuário, sob pena de multa de R$ 1 mil por cada consumidor lesado.

Autor(a): Ana Cláudia Oliveira

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