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Ambientalista faz campanha para aumentar coleta de recicláveis

Meio Ambiente Comentários 07 de junho de 2018

Homem, que ficou conhecido com o projeto de doações de mudas de árvores, agora, tem projeto para ampliar a coleta seletiva


O ambientalista, paisagista, artista plástico e artesão Robson Guimarães, que ficou conhecido em Anápolis pelo projeto de doação de mudas frutíferas para plantio em ambiente urbano, está desenvolvendo um novo projeto. Desta vez, com foco na sustentabilidade. Segundo ele, a proposta é trazer para a população a necessidade de um maior engajamento na questão da coleta e do tratamento do lixo reciclável.
Robson Guimarães deu o pontapé em uma das vertentes da campanha, que é a doação/distribuição de carrinhos para catadores de descartes recicláveis. Nesta etapa inicial, ele está com previsão de entregar 10 carrinhos, mas planeja, para o ano que vem, colocar de 50 a 100 carrinhos nas ruas com o apoio de igrejas, de empresas e de pessoas que simpatizem com a causa. Nesta fase inicial, ele contou com o apoio da Rádio Manchester. “Agradeço o Adhemar Santillo e toda emissora, pelo apoio que tem dado não a mim, mas à causa da ecologia em nossa Cidade”, destacou.
Para o ambientalista, a política atual não tem dado a devida atenção nesta questão e, em sua opinião, é uma política equivocada porque a população, muitas das vezes, descarta o lixo reciclável junto com o orgânico e tudo vai parar no Aterro Sanitário. Com o seu projeto, a intenção é que a coleta seletiva possa alcançar todas as regiões da Cidade. O material pode ser reaproveitado, vendido e produzir, desta forma, renda para muitas famílias. Conforme disse, é um projeto que, no curto prazo, tem resultados importantes na inclusão social e, no longo prazo, um benefício imensurável em relação ao meio ambiente. “Retirando este tipo de descarte do aterro, vamos aumentar a sua vida útil e a população vai pagar menos pela taxa do lixo”, disse.
Robson Guimarães, também, defende o projeto de aproveitamento de resíduos obtidos através de poda de árvores para fazer a compostagem, gerando adubo que pode ser fornecido para hortas escolares e comunitárias ou, até, vendido com custo mais reduzido para pequenos produtores de hortifrutigrangeiros. “Temos muita matéria prima e a estamos perdendo”, acredita o ambientalista.
Conforme disse, a própria Prefeitura poderia abraçar a ideia do carrinho, a fim de proporcionar uma coleta seletiva mais abrangente e, por conseguinte, mais vantajosa. O ambientalista diz que o Município deva dar uma estrutura melhor aos galpões que fazem o propcessamento da coleta, inclusive, com a possibilidade de estudar uma forma de dar crédito às cooperativas para que elas possam funcionar melhor e com mais capacidade.
Para Robson Guimarães, a populaçãojá tem uma consciência bem formada em relação à coleta seletiva. Faltam, agora, meios mais eficazes para que o serviço chegue a todos os locais e não haja a dependência de ficar na “política atrasada”, enfatizou, que estaria sendo praticada pela empresa contratada para cuidar do serviço de limpeza urbana no Município.

Autor(a): Claudius Brito

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