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Ambientalista denuncia SANEAGO por vazamentos de esgoto em córregos da Cidade

Cidade Comentários 12 de janeiro de 2017

Coordenador da Pastoral do Meio Ambiente da Diocese de Anápolis, Valdivino Felix denunciou o problema ao Ministério Público Estadual e Federal e também na Agência Nacional das Águas (ANA)


O rompimento de uma tubulação e o consequente vazamento de esgoto in natura no leito do Córrego dos Correia, no trecho entre o Parque dos Pirineus e o Residencial Veneza foi denunciado ao Ministério Público do Estado de Goiás pelo ambientalista Valdivino Felix, segundo justificou, em mais uma tentativa de forçar a SANEAGO a adotar providencias para que o problema seja solucionado rapidamente. De acordo com o ambientalista, esta é a segunda denuncia que ele faz por rompimento em tubulações na rede de esgoto, causando o lançamento de dejetos in natura em córregos que cortam a área urbana de Anápolis.
Nesta mesma denúncia, Valdivino Felix aponta outros dois vazamentos de esgoto no leito de mananciais: o primeiro no Córrego Catingueiro, no Jardim Petrópolis, por causa do rompimento de uma tubulação e, o segundo, igualmente por rompimento em uma tubulação, no Córrego Jurubatuba, na Avenida Fabril, onde, segundo afirma, a estrutura de uma ponte ficou comprometida, com riscos para veículos e pessoas que passam pelo local. Outro ponto denunciado por vazamento de esgoto fica no Córrego Reboleira, entre a Vila Jaiara e o Parque dos Pirineus.
Valdivino Felix é coordenador da Pastoral do Meio Ambiente da Diocese de Anápolis, onde desenvolve vários trabalhos preventivos de proteção ambiental. As mesmas denúncias foram feitas ao Ministério Público Federal e na Agência Nacional das Águas, segundo justificou, porque “todos os córregos que cortam a área urbana de Anápolis recebem esgoto in natura”. Ele afirma que todos os mananciais que recebem esgoto deságuam no Ribeirão das Antas, tributário do Rio Corumbá, comprometendo a qualidade da água que abastece o Distrito Federal.
“Só no Ribeirão das Antas existem 1049 pontos de esgoto que são jogados em seu leito”, garante o ambientalista revelando que esta informação foi repassada à Agência Nacional das Águas para que o órgão adote providencias contra a SANEAGO porque as águas do Ribeirão das Antas colaboram com o abastecimento de Brasília. No Ministério Público Federal Valdivino Felix apresentou denúncia contra a ponte sobre o Ribeirão das Antas, na BR-153, próximo ao antigo clube Lírios do Campo por causa do comprometimento de sua estrutura.
De acordo com o ambientalista, a estrutura da ponte está com várias fissuras, colocando em risco a vida de pessoas que passam com seus veículos pelo local. Ele alertou o MPF, afirmando que esta ponte suporta um peso máximo de 15 mil quilos, mas que hoje trafegam pela rodovia caminhões transportando cargas de mais de 60 mil quilos, fato que causou o comprometimento de sua estrutura.
Na SANEAGO
No Ministério Público de Goiás e no Ministério Público Federal não foi possível obter nenhuma informação sobre os procedimentos que teriam sido adotados depois do recebimento das denúncias porque os dois órgãos se encontram em recesso e só, retornam às atividades normais no próximo dia 20.
No entanto, na SANEAGO, a gerente do Distrito local, Tânia Valeriano, informou que o Ministério Público de Goiás já acionou a Empresa solicitando esclarecimentos sobre as providências que estariam sendo adotadas para solucionar os problemas de rompimento em tubulações e para evitar o lançamento de esgoto in natura no leito de córregos que cortam a Cidade.
Tânia Valeriano revelou que, em 2014, quando houve o rompimento de um interceptor no Residencial das Flores, provocando o lançamento de uma grande quantidade de esgoto no Ribeirão Antas, durante seis dias consecutivos, foi firmado um termo de ajuste de conduta com o Ministério Público pelo qual a SANEAGO, ao invés de pagar uma multa, assumiria o compromisso de recuperar oito pontos de erosões que já haviam provocado rompimento em tubulações de esgoto.
Segundo ela, dos oito pontos de erosões, três já foram recuperados e os outros cinco aumentaram significativamente, exigindo que um novo projeto de recuperação fosse elaborado. Tânia Valeriano informou que o custo de execução do projeto inicial era de R$ 9 milhões, um valor que deve aumentar ainda mais por causa do aumento das erosões. Ela informou que o novo projeto está em fase de conclusão e que uma nova licitação deve ser feita, ainda, no primeiro trimestre deste ano, com o início das obras previsto para logo após o período das chuvas.
Sobre a tubulação que rompeu e vem lançando esgoto in natura no Córrego dos Correia, Tânia Valeriano informou que o projeto foi finalizado em dezembro e que por se tratar de um serviço emergencial se restringirá à troca da tubulação e que os demais serviços serão executados assim que se encerrar o período de chuvas porque no local haverá muita movimentação de terra.

Autor(a): Ferreira Cunha

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