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Alto custo: Estado destina R$ 5 milhões para medicamentos

Saúde Comentários 13 de maro de 2015

Central de Medicamentos de Alto Custo de Anápolis terá o seu estoque ampliado pela SES


O Governo do Estado vai investir, até o final de 2015, R$ 5 milhões na ampliação da Farmácia de Medicamentos de Alto Custo de Anápolis, que é vinculada à Central de Medicamentos Juarez Barbosa (CMAC). Jacireni de Mello Alves, diretora-geral do Juarez Barbosa, afirma que o dinheiro será usado na compra de drogas novas e na ampliação do estoque de medicamentos – visando atender a demanda crescente da população.
A sede da CMAC em Anápolis funciona desde julho de 2012 e possui, atualmente, 3.672 pacientes cadastrados. Em quase três anos a procura pelo serviço aumentou 117,15%. “O financiamento é feito com recursos da esfera federal e estadual. A única condição para receber o medicamento é que o paciente esteja de acordo com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde”, diz Jacireni.
Para saber se o medicamento que a pessoa precisa de tomar está dentro dessa exigência, explica a diretora, é preciso procurar a Regional de Saúde Pireneus (ver endereço abaixo), em Anápolis, que possui corpo técnico formado por médicos, farmacêuticos e dispensadores responsáveis pela triagem.
A Farmácia atende toda a Regional de Saúde Pireneus – que é um braço executivo da Secretaria de Estado da Saúde em Anápolis – e está apta a abrir processos para aquisição de medicamentos, avaliação, autorização e dispensação das fórmulas. Os medicamentos chegam da CMAC de Goiânia duas vezes por mês e atendem a população de 88 municípios vinculados à Regional Pireneus e também a outras Regionais de Saúde.
Fabiana Paniago Gomes Massa, arquiteta, 43, comemora o benefício que recebe mensalmente na unidade em Anápolis. “Eu fiz transplante de fígado em São Paulo e todo mês meu marido tinha de ir à capital paulista para buscar o remédio. Quando descobri o programa, passei a pegar o medicamento em Anápolis. Facilitou muito a minha vida”, diz Fabiana, que utiliza a substância para evitar rejeição do organismo ao órgão transplantado. Ela tinha um tumor no fígado.
Jacireni diz que os medicamentos podem ser fornecidos independentemente do valor e mesmo pacientes que se consultaram na rede particular podem fazer o pedido na Regional. “O interessado deve pegar a receita ou o relatório médico com o princípio ativo do medicamento, o nome da doença ou a Classificação Internacional de Doenças (CID). Não é necessário comprovar renda”, conta.
Os medicamentos mais procurados hoje em Anápolis na Regional são para tratamento de artrite reumatóide, esquizofrenia e para atender renais crônicos. O valor dos itens dispensados podem variar de R$ 3,00 até R$ 8.100,00.

Autor(a): Da Redação

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