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Alimentos de rua: comer, ou não comer

Comportamento Comentários 19 de maro de 2010

Cena comum nas cidades brasileiras, os alimentos vendidos na rua são um meio de sobrevivência de muitas famílias. Mas, um grande risco para a saúde


Os alimentos vendidos nas ruas - cena comum em grande parte dos municípios, inclusive, em Anápolis - são motivo de preocupação para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas, combater essa atividade e o hábito dos brasileiros, em consumir tais alimentos, sem levar em consideração a origem e as boas práticas no preparo, é um desafio para as autoridades.
Este foi um dos temas tratados pela diretora da Anvisa, Maria Cecília Martins de Brito, na reunião da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), no último dia 17. Segundo ela, uma pesquisa publicada no ano passado apontou que em 100% dos locais onde se vende comida nas ruas (a pesquisa foi realizadas em vários estados do país) havia uma lixeira próxima aos alimentos. A maioria dos entrevistados revelou fazer uso do banheiro pelo menos três vezes ao dia, mas somente 17% disseram lavar as mãos. Nas amostras de alimentos coletadas, em grande parte foram identificados coliformes fecais. No entanto, a mesma pesquisa revelou que, para a maioria dos vendedores, essa é a renda que garante o sustento da família.
Objetivo
De acordo com Maria Cecília, esse exemplo foi, apenas, para ilustrar o papel da Vigilância Sanitária do País, reestruturada a partir da experiência, em Goiás, com o acidente do césio 137, no final da década de 80, na Capital. De lá para cá, o órgão ganhou inúmeras atribuições, atuando não só com a parte de fiscalização, mas na normatização de vários segmentos, dentre eles alimentos e remédios; autorizações, certificações; análises laboratoriais; educação sanitária, dentre outras.
Maria Cecília disse que, atualmente, em torno de 25% do PIB nacional têm algum tipo de controle subordinado à Vigilância Sanitária, nos níveis federal, estadual e municipal. Essa descentralização - disse - também foi um ponto forte dessa nova fase, assim como as participações sociais por meio das consultas públicas, audiências públicas, a criação do Conselho Consultivo e das câmaras setoriais.
No entanto, de acordo com a diretora da Anvisa, ainda é muito pequena a participação dos sistemas de vigilância sanitária nos orçamentos dos governos, o que impede um trabalho de maior amplitude, visto que, hoje, conforme assinalou, o foco não é mais voltado para a política punitiva, mas para a concentração de conhecimento e a proteção da sociedade.

Autor(a): Claudius Brito

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