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Alerta sobre cuidados com transmissão de doenças no período chuvoso

Saúde Comentários 01 de janeiro de 2017

Uma especial atenção deve ser com os alimentos e a ingestão de água não potável em locais onde houve ocorrência de enchentes e deslizamentos


A superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (Suvisa/SES-GO), alerta a população goiana sobre cuidados com enchentes, alagamentos, enxurradas, inundações, deslizamentos e erosões, durante o período chuvoso e apresentou, ainda, uma lista com 22 cidades de risco para esses eventos, em Goiás, dentre elas Anápolis, que foi apontada como o grau de alto risco. O relatório possui dicas essenciais para evitar transmissão de doenças e contaminações.
Quando um desastre com enchente ou inundação acontece, deve-se tomar todos os cuidados para evitar a transmissão de doenças e preservar a saúde, como os cuidados com a água para consumo humano. Nas situações de enchentes, algumas doenças podem se propagar facilmente em decorrência da contaminação da água e dos alimentos.
A ingestão de água contaminada pode causar doenças como a cólera, diarreia, febre tifoide, hepatite tipo A, giardíase, amebíase, verminoses e leptospirose. Caso observe alguma alteração na água da torneira (como odor e/ou coloração diferente do habitual), entre em contato com a empresa responsável pela distribuição da água e/ou Secretaria de Saúde do seu município.
A dica, ainda, é sempre filtrar e ferver, por cinco minutos, a água, antes de beber. Caso não possa fervê-la, trate a água para consumo com hipoclorito de sódio (2,5%). Para cada litro de água que for beber, adicione duas gotas de hipoclorito de sódio e deixe repousar por 30 minutos. É importante respeitar esse tempo de repouso para eliminar as bactérias.
Todo recipiente utilizado para guardar água deve ser totalmente vedado para impedir a entrada de insetos e de outros animais. Não se pode usar água sanitária que contenha alvejante e perfume para desinfetar água, alimentos (frutas, verduras e legumes) e recipientes que armazenam água para consumo humano.
Para não se contaminar com a água da enchente ou lama, no momento da limpeza, utilize equipamentos de proteção individual (botas, luvas e máscara). Botas e luvas podem ser substituídas por plásticos e a máscara por pano ou lenço limpo.
O cuidado na higienização, preparação e armazenamento dos alimentos é um procedimento de extrema importância, pois alimentos manipulados e armazenados de forma inadequada podem transmitir doenças. Durante e depois de uma enchente é possível que os alimentos não estejam em condições adequadas para serem consumidos.
Nessa hora, é importante observar e tomar alguns cuidados para garantir a qualidade dos alimentos. Não se deve consumir, em hipótese alguma, alimentos com cheiro, cor ou aspecto fora do normal (úmido, mofado, murcho). Não podem ser ingeridos alimentos como leite, carne, peixe, frango e ovos, crus ou mal cozidos, principalmente, aqueles que entraram em contato com a água de enchente. Frutas, verduras e legumes estragados ou escurecidos que entraram em contato com a água de enchente devem ser descartados.
Alimentos cozidos ou refrigerados e que tenham ficado por mais de duas horas fora da geladeira, principalmente carne, frango, peixe e sobras de alimentos não servem mais para consumo.
Muito cuidado com garrafas PET, leite em saco, grãos ensacados e alimentos com embalagem em plástico. Mesmo que não tenham sido abertos, mas se tiverem contato com água da enchente, devem ser descartados. Alimentos com embalagens em latas, plásticos e vidros que apresentem sinais de alteração, como inchaço, esmagamento, vazamento, ferrugem, buracos, tampas estufadas e com outros danos, mesmo que não estejam abertos, devem ser jogados fora.
Mas alguns itens podem ser reaproveitados, após contato com água de enchente. Alimentos industrializados e embalados em vidro, lata e caixa tipo “longa vida” que não estejam danificados, amassados, enferrujados ou abertos. As embalagens devem ser higienizadas com hipoclorito de sódio 2,5%.

Doenças
O período de incubação da leptospirose, que é transmitida pela urina de animais infectados (principalmente roedores), varia de 1 a 30 dias, após o contato com o agente infeccioso. Os sintomas iniciais geralmente são: febre alta, dor de cabeça, náuseas, vômitos e dores musculares, podendo evoluir para quadros mais graves, apresentando icterícia (coloração amarelada na pele e nas mucosas), insuficiência renal, hemorragias e alterações neurológicas que podem levar à morte.

Diarreia
As principais características da diarreia são o aumento do número de evacuações (03 ou mais episódio no período de 24h) e a perda de consistência das fezes. Uma das piores complicações da diarreia é a desidratação.
Alimentos contaminados podem causar diarreias, vômitos, febre e, em casos mais graves, podem levar à morte. Procure a unidade de saúde, caso apresente esses sintomas. Não se automedique.

Autor(a): Da Redação

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