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Alegria que vai aonde as pessoas necessitam

Comportamento Comentários 27 de abril de 2013

Jovens caracterizados de palhaços levam alegria a pacientes em hospitais de Anápolis, mostrando que o amor é contagioso


Foi ao assistir o filme “Patch Adams - O Amor é Contagioso” que tudo começou. Na trama, após uma tentativa de suicídio e, voluntariamente ser internado em um hospital psiquiátrico, Hunter- "Patch" Adams- descobre o dom de poder ajudar as pessoas usando o bom humor. Por isso, dois anos depois, Patch entra em uma universidade de medicina para se formar médico e buscar melhorar o mundo colocando alegria no coração de seus pacientes. O estudante enfrenta diversos desafios em seu propósito, mas consegue implantar uma mensagem dentro da universidade, que por sua vez acaba alcançando diversas regiões do mundo: a de que o amor é contagioso. Assim, na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, Eslon Bueno das Chagas se sentiu motivado a seguir carreira dentro da área da saúde, e foi como técnico em enfermagem que ele, hoje mais conhecido como Zilão, fundou o Programa de Humanização e Assistência Social, o ProHumanos.
Os primeiros trabalhos desenvolvidos pela ONG foram voltados para palestras em escolas, conscientizando a juventude e promovendo apresentações, debates e fóruns de prevenção contra as drogas. Em seguida, a atuação, que hoje é o foco da organização, é o trabalho voltado para a humanização na área da saúde, é desenvolvida nos ambientes hospitalares com ações que levam os profissionais da saúde e os pacientes, a não só usarem os recursos da tecnologia e da moderna instrumentalização da medicina, mas também a valorizar o ser humano. Isso acontece por meio de visitas que os membros do ProHumanos, caracterizados como palhaços, realizam nesses locais, levando alegria aos pacientes de hospitais de diversas regiões do país.
Em janeiro, a ONG foi instalada em Anápolis pelo estudante de engenharia civil, Yago Rodrigues, 19, hoje, coordenador do projeto na cidade. Ao conversar com o coordenador do projeto em Goiânia, Yago se interessou pelo trabalho realizado. “Perguntei o que poderia fazer para trazer a ONG para Anápolis também, e ele me instruiu a participar do curso de formação ministrado para aqueles que têm o interesse em fazer parte dela”, conta o estudante. E assim, por questões relativas à acessibilidade e expansão do trabalho, o ProHumanos também ganhou uma sede em Anápolis. Na primeira semana de abril, foi realizado o primeiro curso de formação de voluntários do projeto na cidade, com participação de cerca de 70 pessoas, em sua maioria jovens entre 18 e 25 anos.
Uma dessas jovens foi a estudante do curso de direito, Jéssica Feltrin, 18, que soube do projeto na faculdade e se interessou pela causa. “O trabalho que realizamos é maravilhoso. Um dia, em uma visita, uma acompanhante de um paciente me perguntou se ganhávamos para ir ao hospital visitá-los e eu respondi que sim. Ganhamos sorrisos, ganhamos lições de vida, abraços sinceros, agradecimentos de pessoas que não sorriam e não tinham com quem conversar a tempos. E esse é o maior retorno que dinheiro nenhum paga e podemos ter”, relata Jéssica.
As visitas são realizadas no Hospital Oncológico e no Hospital de Urgências “Drº Henrique Santillo”, além de uma creche e um asilo. “Sob a supervisão de um responsável, os membros da organização são divididos em grupos que em diferentes dias da semana visitam as instituições”, explica. O coordenador do projeto na cidade conta que seu círculo de amizades aumentou consideravelmente desde que ingressou nele. “Fiz muitas amizades, tanto com os membros do ProHumanos, como com os pacientes, em especial os do Hospital Oncológico, que por passarem por um tratamento mais longo ficam por um período maior internados”, conta, “Também conheci minha namorada, Thaini, responsável por uma das turmas nas visitas, por intermédio do Projeto”.
A organização também tem arrecadado doações em alimentos, roupas e brinquedos para ajudar as instituições que visitam como creches e asilos. “Além disso, conhecemos uma família do município de Campo Limpo, em que três crianças perderam os pais e são cuidadas pelos avós. Como são muito carentes, temos nos mobilizado para conseguir cestas básicas e outros tipos de ajuda”, diz.
Yago lembra que se interessou pelo trabalho por se identificar com o objetivo dele, ou seja, o de ajudar o próximo. “Buscamos levar humanização para os ambientes hospitalares, modificando a realidade que os pacientes vivem. Para as crianças, ter um palhaço fazendo bolhas de sabão ali dentro do hospital é o máximo”, conclui.
No próximo semestre, o ProHumanos, que conta com o apoio da Unievangélica e do Couto Magalhães, por intermédio da capelania das instituições, irá realizar outro curso de formação para voluntários. Para saber mais basta curtir a página do ProHumanos Anápolis no facebook.

Autor(a): Carol Evangelista

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