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ALA 2 começa a se preparar para receber os primeiros caças Gripen

Segurança Comentários 08 de setembro de 2017

Substitutos Mirage, os supersônicos inteligentes de fabricação sueca, adquiridos pela FAB, chegam a Anápolis em 2021


Denominada de Base Aérea de Anápolis até dezembro do ano passado e, a partir de então, de ALA 2, a unidade local da Força Aérea Brasileira (FAB) já iniciou os estudos para a execução de um amplo conjunto de obras, se preparando para o recebimento das dez primeiras unidades do caça inteligente supersônicos Gripen, de fabricação sueca, adquiridos pelo governo brasileiro para substituir os caças Mirage, desativados pela FAB em 2013.
O anuncio foi feito pelo coronel aviador Francisco Bento Antunes Neto, comandante da ALA 2, em uma entrevista concedida ao radialista Jairo Mendes, no programas Atualidades Manchester, na Rádio Manchester. Segundo ele, das 36 aeronaves Gripen adquiridas pelo Brasil, as dez primeiras deverão chegar a Anápolis em 2021 e, as demais, até 2024. “Já estamos trabalhando em um amplo processo de obras que começa a ser executado no ano que vem, visando o recebimento dessas dez primeiras aeronaves”, disse o comandante da ALA 2 sem, contudo, especificar quais os projetos que estão em fase de elaboração para serem executados.
Ele confirmou que a unidade de Anápolis será mesmo ampliada para abrigar os caças inteligentes Gripen, mas limitou-se a informar que essa ampliação faz parte de um processo de reestruturação que prevê a otimização de seus serviços, com a chegada de novos esquadrões da FAB para serem incorporados a ALA 2. “Em janeiro passado, recebemos o primeiro esquadrão, vindo de Recife, iniciando o processo de ampliação da ALA 2”, acrescentou o comandante revelando que esse foi o primeiro de seis grupos de aviação que virão para Anápolis, previstos no processo de reestruturação da FAB.
O coronel aviador Francisco Antunes explicou que nesse processo de reestruturação as bases aéreas foram substituídas pelas ALAs, consideradas organizações militares voltadas para a área operacional, diferente das bases que são de caráter administrativo. “A unidade de Anápolis acabou sendo promovida com essa reestruturação”, garante o comandante da ALA 2 afastando o receio de segmentos da sociedade de que ela seria esvaziada com essa modificação.
Contingente
Para ele, essa reestruturação foi boa para a unidade local da FAB e, também, para Anápolis. De acordo com o comandante, por ser a base de operação dos novos caças o seu contingente de pessoal, também, será aumentado com a chegada de mais cinco novos esquadrões que virão para Anápolis. “A própria implantação do sistema de operação dos caças Gripen vai demandar uma ampliação do nosso efetivo”, acrescentou.
Apesar da mudança de denominação para ALA 2, o coronel aviador Francisco Antunes afirmou que o que ele qualifica de “marca Base Aérea de Anápolis permanece. Ela é um sítio com 1.600 hectares e toda essa área se chama Base Aérea, mas lá dentro temos diferentes organizações militares e uma delas é a ALA”, explicou.
Ele confirmou que a unidade continuará sendo responsável pelo espaço aéreo entre Anápolis e Brasília e que esse trabalho continuará sendo feito pelos caças F-5, aeronaves de fabricação norte-americana modernizada pela Embraer, considerada a espinha dorsal da aeronáutica brasileira. “Nesse processo de implantação do novo caça Gripen, o serviço de defesa aérea continuará sendo feito pelos caças F-5”, afirmou.
O comandante da ALA 2 reconheceu que a entrega dos novos aviões é um processo demorado, por causa da necessidade de transferência de tecnologia. Segundo ele, a proposta de transferência de tecnologia sueca superou as demais, beneficiando várias indústrias brasileiras que hoje estão participando da construção de parte do lote de 36 exemplares encomendada pelo Brasil. “Esse é o motivo de os primeiros caças serem entregues somente em 2021”, acrescentou, revelando que além da Embraer, outras indústrias aéreas estão se beneficiando desse processo de transferência de tecnologia, com o envolvimento de muitos engenheiros e técnicos.

Com nova denominação, Base Aérea passa a ser uma unidade operacional tática

Consideradas organizações militares voltadas para a área operacional, as ALA começaram a ser ativadas em dezembro do ano passado, ao mesmo tempo em que foram desativadas as estruturas de Comandos Aéreos Regionais (COMAR), como parte do processo de reestruturação da Força Aérea Brasileira (FAB). Com essa reestruturação, foram criadas 15 ALAs em todo o País, sediadas em Anápolis; Belém; Boa Vista; Brasília; Campo Grande; Canoas; Galeão; Manaus; Natal; Santa Cruz; Santa Maria; São Paulo; Porto Velho, Recife e Salvador.
Já as Bases Aéreas de Fortaleza, Santos, Florianópolis e Afonsos, que são bases de desdobramentos sem esquadrões aéreos permanentes sediados, passaram a ser subordinadas diretamente ao Comando de Preparo (COMPREP). A idéia, nesse processo de reestruturação, é que quando há uma Unidade Aérea sediada na localidade sua denominação é ALA e, quando não há, é Base Aérea de Desdobramento.
O site da FAB explica, no entanto, que nessa nova distribuição o número de ALAs não poderia coincidir com a numeração dos Comandos Aéreos Regionais (COMAR), razão pela qual, na sequência estabelecida, as ALAS de São Paulo, Salvador e Recife foram desativadas, voltando a serem Bases Aéreas, devido ao fato de as unidades aéreas destas localidades serem transferidas para outras ALAs.
Foco
A FAB explica que cada ALA é uma organização operativa de nível tático, comandada por um brigadeiro do ar ou um coronel aviador, com responsabilidade focada, tanto nas atividades de preparo, quanto nas ações de emprego da força, quando assim for determinada. Em outras palavras, as ALAs distribuídas pelo território nacional são o símbolo de uma Força Aérea focada em sua missão-fim.
Explica também que a razão de ser do comandante da ALA é a atividade operacional, ou seja, empregar ou treinar os esquadrões subordinados, de acordo com as diretrizes e os planos emitidos pelos escalões superiores. Ele não terá grandes preocupações com as atividades administrativas, mas deverá coordenar com os órgãos especializados todo o apoio necessário para que seus comandados alcancem os padrões previamente definidos, de forma segura, eficiente e eficaz.
Para cumprir sua missão, a ALA, agora, é constituída basicamente por esquadrões aéreos, além de grupos, esquadrões e esquadrilhas especializados em manutenção de aeronaves, suprimento de aviação, armamento aeronáutico, segurança e defesa. (Ferreira Cunha)

Portões Abertos
Quem não conhece ou que já conhece, a Ala 2 (antiga Base Aérea) estará realizando neste domingo, dia 10, no período das 09 às 17 horas. Como tradicionalmente ocorre, haverá exposição de aeronaves, de aeromodelismo, apresentação de empresas parceiras, área de alimentação e food trucks e, para encerrar a programação, a participação especial da Esquadrilha da Fumaça.

Autor(a): Ferreira Cunha

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