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AIDS: Casos diminuem, mas 34 milhões de pessoas ainda vivem com o HIV no mundo

Saúde Comentários 06 de setembro de 2012

No ano passado o número de novas infecções chegou à casa dos 2,5 milhões


O último relatório da ONU aponta que o número de mortes por AIDS, em todo o mundo, caiu 24% entre 2005 e 2011. O total de óbitos passou de mais de 2,2 milhões há sete anos, quando atingiu o ápice, para 1,7 milhão em 2011. Este dado indica uma melhoria no tratamento com remédios antirretrovirais e na sobrevida dos pacientes. Na década de 1980, o tempo de vida dos soropositivos era, em média, de cinco meses. Hoje, chega a dez anos ou mais. Em 2011, a quantidade de novos infectados pelo vírus HIV foi de 2,5 milhões de pessoas, dado considerado baixo pela ONU. Ao todo, 34,2 milhões de pessoas no planeta são soropositivas. O número, relativo a 2011, é o maior já verificado pela entidade.
De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, 34,2 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo, sendo 30,7 milhões de adultos, 16,7 milhões de mulheres e 3,4 milhões de menores de 15 anos. A África Subsaariana registra o maior número de pessoas infectadas, com 23,5 milhões, seguida pela Ásia Meridional e Sul - oriental, com 4,2 milhões. A Oceania tem a menor estimativa com 53 mil infectados. Na América Latina, são 1,4 milhão. Em 2011, 2,5 milhões de novas infecções foram identificadas no mundo, sendo 2,2 milhões em adultos e 330 mil em menores de 15 anos. O número representa mais de sete mil novas infecções por dia e 97% delas foram notificadas em países de baixa e média renda.
As mortes provocadas pelo HIV no mesmo período totalizaram 1,7 milhão, sendo 1,5 milhão entre adultos e 230 mil entre menores de 15 anos de idade. Na América do Norte, 20 mil pessoas morreram no ano passado em decorrência do HIV; na região do Caribe, 10 mil; na América Latina, 57 mil; na Europa Ocidental e Central, 9,3 mil; na Europa Oriental e Ásia Central, 90 mil; na Ásia Oriental, 60 mil; na Ásia Meridional e Sul - oriental, 270 mil; no Norte da África e Oriente Médio, 25 mil; na África Subsaariana, 1,2 milhões; e na Oceania, 1,3 mil.

Realidade brasileira
O coordenador do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, explicou que o alto número de pessoas com HIV no mundo é reflexo da queda das mortes provocadas pela doença, sobretudo em razão da ampliação do acesso a medicamentos antirretrovirais. Há uma perspectiva de que, até 2015 seja conseguido o controle da epidemia. Todavia, a doença avança na Rússia e na Ásia Central. As mulheres representam quase a metade do contingente de pessoas que vivem com HIV no mundo. Segundo Chequer, há preocupação, em particular, com as novas infecções entre mulheres e homossexuais jovens.
Entre 1980 e junho de 2011, 608.230 pessoas foram infectadas com o vírus da AIDS no Brasil, conforme o Boletim Epidemiológico 2011 do Ministério da Saúde, divulgado recentemente. O dado indica que menos de 1% da população de 15 a 49 anos possui a doença, mantendo a taxa de prevalência de 0,61% relativamente estável entre 2009 e 2010. A prevalência na população masculina é 0,82% e nas mulheres, 0,41%. A região Sudeste, a mais populosa do País, concentra o maior número de casos de AIDS, com 343.095 (56,4%) registros. O Sul registra a maior taxa de incidência da enfermidade, com 28,8 casos a cada 100 mil habitantes. As maiores taxas encontradas estão na faixa etária de 35 a 39 anos, sendo a incidência de 49,4 casos a cada 100 mil habitantes entre homens e 27,4 para as mulheres.

AIDS em Goiás
O Sistema de Informação de Agravos de Notificação registrou, no Estado de Goiás, desde o início da epidemia em 1984 até junho de 2011, um total de 10.034 casos da doença em adultos (maiores de 13 anos de idade) sendo 6.763 (67,4%) casos em indivíduos do sexo masculino e 3.267 (32,6%) no sexo feminino. No período compreendido entre 2001 e 2010 foram notificados 5.785 casos de AIDS em indivíduos adultos (maiores de 13 anos de idade), o que representa 98,6% do total de casos no Estado.
Desde a constatação do primeiro caso, observaram-se taxas de incidência crescentes até 1997 com posterior declínio. A partir de 2000 foi possível observar flutuações nas taxas de incidência, evidenciando o processo de estabilização da epidemia, uma vez que, as notificações de casos novos de AIDS nos últimos 10 anos vêm mantendo-se dentro dos limites da variabilidade estatística, com registro de uma média anual de 579 casos novos. Para o mesmo período as taxas de incidência variaram entre 11,4 por 100.000 habitantes em 2009 e 16,4 por 100.000 habitantes em 2002 quando se observou o maior registro de casos diagnosticados. Em 2010 a incidência foi de 13,0 por 100.000 habitantes. A incidência dos casos, segundo sexo, evidencia o processo de feminização a partir de 1988. Naquela ocasião, registravam-se 13 casos masculinos para um caso feminino.
Nos últimos 10 anos a AIDS mostrou predominância nos indivíduos do sexo masculino, com taxa de incidência média anual de 17,5 casos por 100.000 habitantes. Entre as mulheres, a taxa de incidência média foi de 9,9 casos por 100.000 habitantes. Tanto em homens quanto em mulheres as maiores taxas de incidência encontram-se na faixa etária de 20 a 49 anos. A razão de sexo (M:F) apresentou média de 1,8, isto é, nove homens para cinco mulheres doentes. Dados preliminares de 2011 apontam para uma razão de sexo de 2,2, ou seja, 11 homens para cinco mulheres.

Mortalidade
Desde o início da epidemia o Sistema de Informação em Mortalidade registrou 4.068 óbitos por AIDS, com coeficiente de mortalidade médio de 3,8 óbitos por 100.000 habitantes. As maiores taxas de mortalidade foram registradas nos últimos quatro anos com índices de 4,3 casos por 100.000 habitantes em 2008 e 2009. Os dados de mortalidade nacionais revelam coeficiente de 6,2 casos por 100.000 habitantes nos respectivos anos (dados do Ministério da Saúde/2010). Em 2010, Goiás registrou um coeficiente de 4,8 por 100.000 habitantes. Na população jovem, de 15 a 24 anos, residentes no Estado, o primeiro caso foi notificado em 1988, sendo que até junho de 2011, foram diagnosticados 759 casos, dos quais 414 no sexo masculino (54,5%) e 345 no sexo feminino (45,5%). Assim, 7,5% do total de casos notificados em Goiás desde o início da epidemia ocorreram em jovens, predominantemente do sexo masculino.

Por sexo
A razão de sexos em jovens de 15 a 24 anos, atualmente é de 2,2, ou seja, a cada 22 homens com AIDS, existem 10 mulheres em igual situação. Quanto à incidência em jovens do sexo feminino a maior taxa foi registrada em 2001 (10,8 por 100.000 habitantes) com decréscimo de 77,8% em 2010 (2,4/100000 habitantes). Já no sexo masculino observa-se manutenção das taxas de incidência, com o maior índice em 2009 (7,1 por 100.000 habitantes)

Gestantes e crianças
A Portaria 933/GM/MS, criando a notificação compulsória de HIV em gestante/parturiente/puérpera e de criança exposta ao HIV foi instituída em setembro de 2000. Em Goiás foram registrados 1.295 casos de gestantes HIV positivas no período de 2000 a 2011. A detecção crescente dos casos foi registrada até 2006, com declínio substancial nos anos posteriores (104 casos em 2006 para 92 casos em 2010).
Ainda, conforme o estudo, de 1986 a junho de 2011, foram identificados 149 casos de AIDS em menores de cinco anos em Goiás. O decréscimo na incidência dos casos ocorreu a partir de 2004, com redução de 100% na taxa de incidência de casos de AIDS em menores de cinco anos de idade de 1998 a 2010, passando de 2,7 para 0,0 casos por 100.000 habitantes, nos respectivos anos. Nos últimos 10 anos foi declarado no sistema de informação em mortalidade, um total de 12 óbitos em menores de cinco anos de idade, representando 0,5% do total de óbitos registrados para o mesmo período.
Em Anápolis, onde a proporção é de quase uma mulher por cada homem portadores do vírus HIV, estima-se entre 400 a 500, o número de soropositivos e, em muitos dos casos, a doença ainda não se manifestou. A Secretaria Municipal de Saúde tem todo um aparato para o controle da doença, com um sistema de testagem, orientação e de acompanhamento dos casos positivados.

Autor(a): Nilton Pereira

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