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Água e Esgoto: Anápolis está bem servida?

Cidade Comentários 02 de maio de 2014

Numa semana de intensos debates na Câmara Municipal, o leitor do CONTEXTO também deixa a sua opinião sobre os serviços de água a esgoto. A Saneago afirma que está fazendo todos os investimentos necessários para driblar a “torneira seca”


Na enquete da semana, leitores opinam sobre um tempo que, volta e meia, é alvo de polêmica em Anápolis: a prestação dos serviços de saneamento básico- água e esgoto – que é feito por meio de um contrato de concessão com a Saneago.
E, justamente, na semana em que o debate foi proposto, coincidentemente, na Câmara Municipal este foi o tema predominante dos debates e a questão foi um pouco mais além do que o próprio debate, resultando na aprovação de uma Comissão Especial- que não tem caráter de investigação, ou seja, de uma CEI, mas que vai trabalhar para apurar se os investimentos da Saneago estão sendo feito de forma condizente e de acordo com os contratos firmados e para averiguar o que tem ocorrido em relação ao problema das torneias secas, uma das principais reclamações que têm chegado aos gabinetes dos vereadores, por parte da população.
A comissão, proposta em conjunto pelos vereadores Jakson Charles (PSB) e Jean Carlos (PTB), recebeu 14 assinaturas e será composta de sete membros titulares e igual número de suplentes. O prazo para a conclusão dos trabalhos será de 120 dias após a sua instalação.
Também foi aprovada uma Moção de Repúdio, proposta pelo Vereador Lisieux José Borges (PT), contra a cobrança do chamado Custo Mínimo Fixo que, segundo ele, é repassado pela estatal a todos os usuários. “Entendemos que os custos mínimos relativos à disponibilização dos serviços, manutenção, eventuais investimentos e outras despesas fixas já se encontram incorporados na composição do custo por metro cúbico da tarifa cobrada mensalmente. Portanto, não pode ser esta a justificativa para a inclusão de qualquer valor adicional”, pondera o autor.
Além disso, a Moção traz também um posicionamento contrário à cobrança da Conta Mínima de 10 metros cúbicos, que é cobrada daqueles que utilizam água por meio de fontes alternativas, como poços ou cisternas. “Tais cobranças são abusivas, desrespeitosas e oneram ainda mais o bolso dos munícipes”, destaca o Lisieux Borges, solicitando, no texto do documento, que essas cobranças sejam extintas das cobranças.
A principal reclamação dos usuários, entretanto, é relativa à falta d´água que vem ocorrendo, mesmo ainda longe do período da estiagem. O problema ocorre, sobretudo, nos bairros localizados nas partes mais altas da Cidade e, em alguns casos, a seca nas torneiras tem perdurado até pelo período de uma semana, causando transtornos e prejuízos.

O que diz a Saneago
A gerente da Saneago, Tânia Valeriano, informou ao CONTEXTO, nesta quinta-feira,1º, que a Saneago está por concluir a primeira fase de um investimento em Anápolis, da ordem de R$ 42 milhões, que incluiu a implantação, dentro do Sistema Piancó, de novos Centros de Reservação (Ayrton Senna, Buritis e Flor de Lis) e mais de 11 quilômetros de adutores de água tratada, que será interligada neste mês de maio na duplicação da adutora de água bruta, o que elevará a vazão bombeada em 100 litros por segundo. Também está em fase final o Centro de Reservação Mariana Paraíso, que será alimentado por uma nova adutora, que já está sendo construída, o que vai garantir a normalização do abastecimento nos bairros da região, que há muito sofre com o problema.
Além disso, outras melhorias estão sendo implantadas para a área de atendimento do Sistema DAIA, que atende a região Sul, com a ampliação do Centro de Reservação São João, implantação de uma nova elevatória e a construção de uma nova adutora para o Centro de Reservação do Bairro Santo André, que já está em operação.
De acordo com Tânia Valeriano, a Saneago também está investindo em torno de R$ 67 milhões para a duplicação da Estação de Tratamento de Água (ETA) e a construção de uma nova estação elevatória nas captações do Piancó 1 e Piancó 2, sendo que, neste caso, são obras maiores e mais complexas e que têm cronograma para conclusão no primeiro semestre de 2016. Com esses investimentos, Anápolis deve atingir a universalização do serviço de água tratada. Também de acordo com Tânia Valeriano, o sistema de esgoto também já está recebendo investimentos Ra a sua melhoria e ampliação.
Conforme ressaltou a gerente da Saneago, são obras grandes e que demandam tempo, mas são investimentos de longo prazo que a população estará colhendo os frutos mais adiante.

Autor(a): Claudius Brito

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