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Ações do Polo de Defesa vão gerar impactos positivos na economia

Economia Comentários 20 de setembro de 2018

Avanço tecnológico descortina novo horizonte para as futuras gerações. Projeto, ainda precoce, já ganhou destaque


Com localização estratégica, no centro geográfico do país, notável base infraestrutural, logística competitiva e atrativo portfólio de incentivos fiscais do Estado de Goiás, Anápolis apresenta ao Brasil e à América do Sul o projeto multidimensional e inovador do Polo de Defesa e Segurança, indexado ao desenvolvimento de pesquisa, tecnologias e avanço tecnológico, convergente à fabricação, distribuição e manutenção de produtos e serviços para o segmento de defesa e segurança (do alfinete ao foguete e da barra de chocolate do piloto ao uniforme do fuzileiro) em todo o território do Brasil e de outros países sul-americanos.
A consolidação da Base Industrial de Defesa, em Anápolis, traduz a integração dos pilares infraestrutural, industrial, logístico e, principalmente, científico-tecnológico, para agregar tecnologia e avanço tecnológico em toda cadeia produtiva do parque industrial de Goiás. Sem desenvolvimento científico não existe inovação tecnológica fundamental para exercitar a competitividade e o crescimento econômico.
Estas métricas explicam o esforço do Comdefesa-Go em resposta às assertivas do Ministério da Defesa e alinhadas com as metas da Estratégia Nacional de Defesa para o incremento da capacitação tecnológica à base industrial de defesa. O grande desafio\objetivo estratégico da END é a capacitação científica e tecnológica do país no setor militar, o que só acontecerá com a efetiva integração dos atores da BID – Governo (Ministério da Defesa incluso), Universidades, Forças Armadas, Forças de Segurança e Indústrias.
Neste cenário, as instituições universitárias públicas e privadas precisam rever suas estratégias para atender as demandas do novo mercado a fim de melhorar a performance da geração de empregos de alto valor agregado, que exigem mão de obra altamente qualificada, É importante considerar que a chamada base industrial de defesa é formada por empresas de vários segmentos produtivos (automóveis, caminhões, tratores, softwares, comunicações, aeroespacial e, evidentemente, armas e munições, por exemplo), mas embora pertençam a setores tão diversos, uma característica comum a todas elas é o emprego de alta tecnologia e processos produtivos totalmente inovadores.
Disserta-se, entre especialistas de países como Estados Unidos, Alemanha, Japão e China, que as empresas mais competitivas atualmente são as que mais investem em inovação, na rota de sucesso de fábricas inteligentes, flexíveis, ágeis e conectadas com suas cadeias de fornecimento, que conseguem ganhos relevantes de produtividade com o uso de tecnologias digitais.
Na era da dissuasão, da robótica, da simulação, da automação e da interdisciplinaridade menos de duas dezenas de nações possuem competência para projetar, construir e equipar, autonomamente, os mais modernos materiais de defesa existentes no mundo, o que caracteriza uma situação de extrema dependência de tecnologia externa ao mesmo tempo em que sinaliza a existência de um mercado além das perspectivas mais otimistas.
A compra pura e simples de meios militares não confere a uma nação a capacitação tecnológica militar. É a base industrial de defesa que, efetivamente, assegura a soberania de uma nação, pois nem sempre uma logística baseada na importação é garantia de acesso ao material novo e necessária.
Anápolis tem base infraestrutural forte e competitiva, mas precisa romper a fronteira do conhecimento, da pesquisa, da tecnologia, da transferência de tecnologia e da inovação tecnológica, além de criar/manter canais permanentes com o Ministério da Defesa e com os futuros clientes, tanto do mercado interno quanto do mercado externo.
Com perspectivas de agregar inestimável valor científico e tecnológico em toda a cadeia produtiva do parque industrial do Estado, os atores do Polo de Defesa (Governo, Universidades, Forças Armadas, Forças de Segurança e Indústrias) movimentam-se integradamente para avançar o projeto inovador, de alta complexidade, porém factível.
Com capilaridade e musculatura para consolidar um iceberg de projeção continental, estrategicamente localizado no centro geográfico do Brasil e da América do Sul, a apenas 130 km de Brasília, o projeto gerado na Acia impulsionará um desenvolvimento multidimensional que provocará transformações fulcrais na economia tanto de Anápolis quanto de Goiás.

Autor(a): MVANDERIC

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