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Adhemar Santillo diz que a corrupção é genérica

Política Comentários 26 de fevereiro de 2010

Um dos mais experientes políticos de Goiás, o ex-prefeito de Anápolis diz que o caso Arruda/Paulo Octávio, governador e vice de Brasília, não é o mais grave da história recente


Ao falar sobre o escândalo político que resultou na prisão do Governador de Brasília, José Roberto Arruda (sem partido) e na renúncia de seu vice, Paulo Octávio (DEM), o ex-Prefeito de Anápolis e ex-deputado federal por quatro legislaturas, Adhemar Santillo (PMDB) disse que os dois não podem ser “bodes expiatórios” e seria injustiça atribuir, somente a eles, a culpa por tudo o que acontece de errado na política nacional. “Eles realmente erraram, foram flagrados e devem pagar, política e judicialmente, pelo que cometeram. Mas, recentemente, tivemos coisa pior, que foi o caso do mensalão. Só que este foi feito com cuidado, não filmaram nem fotografaram gente escondendo dinheiro na meia ou na cueca. Mas todos se lembram da denúncia do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) que acabou sendo cassado. Ele disse para todo mundo ouvir que entregou R$ 4 milhões para a “compra de votos” de alguns deputados a fim de que estes votassem matérias de interesse do Governo Federal”, disse Adhemar Santillo.
De acordo com o ex-prefeito de Anápolis “a corrupção é genérica e navega em todos os setores da vida nacional. O que é preciso, certamente, é um sistemático combate a ela e a punição exemplar de quem a pratica. Fora disso, não adianta ficar só falando”. Adhemar lembrou o caso José Dirceu, ex-homem forte do PT que foi cassado, afastado da vida pública “mas que já está de volta e, de quebra, envolvido com um novo escândalo, o da Telebrás”.
Caso Celg
Analisando o “caso Celg”, imbróglio que busca apontar os responsáveis pelo endividamento e, possivelmente, pela eventual quebra da empresa, Adhemar Santillo alegou que não há um culpado específico. Para ele, a situação vivida pela Celg não foi causada peal venda da usina de Cachoeira Durada. “O que houve foi uma sucessão de más administrações ao longo dos últimos anos. É bom lembrar, inclusive, que nos últimos seis anos, justamente épocas dos governos de Marconi Perillo e Alcides Rodrigues, a dívida da Celg cresceu 250 por cento, ou seja, quase triplicou. Atribuir a quebra da Celg ao PMDB, por conta da venda de Cachoeira Dourada é, no mínimo, um equívoco”, alegou Adhemar.
Sobre a polêmica entre o Prefeito de Goiânia Íris Resende Machado (PMDB) e o senador Marconi Perillo (PSDB), que o interpelou na justiça, Adhemar assegura que “é coisa normal de política. Os dois são os maiores líderes políticos de Goiás na atualidade e ambos pretendem ser candidatos ao Governo. Assim sendo, um está tentando minar o outro. Isso acontece no Brasil e em qualquer outro país democrático”, minimizou Adhemar.
Íris X Marconi
Sobre as eleições de outubro, Adhemar entende que vai haver a polarização entre Marconi e Íris. “Se o Íris confirmar a candidatura, pois já tem gente falando que ele não será candidato. E, isto acontecendo, Marconi ganha fácil. Mas, o debate vai ser amplo e constante. Não se pode contar, somente, com uma campanha de alto nível como querem alguns. Na disputa vale tudo e um candidato aposta nas falhas do outro”. Para ele, Marconi deve focar em eventuais falhas de Íris no passado, já que, atualmente, ele faz um bom trabalho na Prefeitura de Goiânia e está com boa aceitação dos eleitores. “Já o Marconi, que rompeu com Alcides, com quem conviveu durante sete anos, terá dificuldades para justificar. Aliás, muito do que vem sendo revelado a seu respeito, só acontece porque houve este rompimento”, sentenciou Adhemar Santillo.

Autor(a): Nilton Pereira

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