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Acidentes envolvendo motos causam a maioria das mortes

Trânsito Comentários 23 de junho de 2012

Dados divulgados esta semana apontam que o Brasil vive uma ‘epidemia’ de acidentes envolvendo motocicletas. Os números já são superiores às mortes de pedestres e ocupantes de outros tipos de veículos


Em três anos (de 2008 a 2011) os gastos do Governo Federal, via Ministério da Saúde, com internações e tratamento a pessoas vítimas de acidentes de trânsito com motocicletas mais do que dobraram. Passaram de R$ 45 milhões, para R$ 96 milhões. Os dados, divulgados esta semana, são do Sistema Único de Saúde e apontam a necessidade urgente de se estabelecer uma política mais eficaz para reverter o que já está sendo chamado de “epidemia” no trânsito de cidades pequenas, médias e grandes.
Além disso, o custo das internações hospitalares, segundo o Ministério da Saúde, em 2011, foi superior em 113 por cento, em relação a 2008. Ainda, de acordo com o SUS, o crescimento dos gastos acompanha o aumento das internações, que passaram de 39,4 mil para 77,1 mil no período - aumento de 95%. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha disse que "o Brasil está, definitivamente, vivendo uma epidemia de acidentes de trânsito e o aumento dos atendimentos envolvendo motociclistas é a prova disso. Estamos trabalhando para aperfeiçoar os serviços de urgência no SUS, mas é inegável que esta epidemia está pressionando a rede pública".
Acidentes fatais
Também, conforme os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o número de mortes em acidentes com motos aumentou 21% nos últimos anos - de 8.898 em 2008 para 10.825 óbitos em 2010. Com isso, a taxa de mortalidade cresceu de 4,8 óbitos por 100 mil habitantes para 5,7. É o segundo maior índice em todo o mundo, perdendo, apenas, para o Paraguai, segundo estatísticas oficiais. No mesmo período, os óbitos em acidentes em geral subiram 12% - de 38.273 para 42.844.
Para o Ministério da Saúde, a elevação dos acidentes envolvendo motociclistas fez com que, pela primeira vez nos registros do órgão, a taxa de mortalidade deste grupo superasse a de pedestres (5,1) e a de outros veículos (5,4), como carros, ônibus e caminhões. Os dados divulgados apontam que os jovens são as principais vítimas: cerca de 40% dos óbitos estão entre a faixa etária de 20 a 29 anos. O percentual cresce para 62% entre 20 a 39 anos e chega a 88% na faixa etária de 15 a 49 anos. Além disso, as vítimas são predominantemente homens - em 2010, representaram 89% das mortes de motociclistas. O levantamento foi feito com base no nas internações por acidentes de trânsito a partir do Sistema de Informações sobre Mortalidade e do Sistema de Informações Hospitalares do SUS.
A Diretora de Análise de Situação em Saúde, Deborah Malta disse que "o Ministério da Saúde vem melhorando a coleta de dados e qualificando as informações juntamente com as secretarias estaduais e municipais de saúde. Com a ajuda das delegacias, dos institutos médicos legais e dos hospitais, é possível qualificar mais a informação e fazer um melhor diagnóstico da situação dos acidentes e, assim, atuar com políticas públicas pontuais".
O levantamento aponta, também, que além do crescimento de fatores de risco importantes como o excesso de velocidade e consumo de bebida alcoólica antes de dirigir, o crescimento da frota de veículos como fator para o aumento do número de acidentes. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito, o número de veículos registrados cresceu 16% entre 2008 e 2010, passando de 54,5 milhões para 65,2 milhões. Considerando, apenas, a frota de motocicletas, o aumento foi de 27%.

Anápolis acompanha
Numa cidade que tem índice de desenvolvimento acima da média nacional, como é o caso de Anápolis, a situação é praticamente a mesma, ou, até, mais preocupante. Os dados coletados diariamente nos plantões de polícia e nos atendimentos do SAMU e do Corpo de Bombeiros, revelam, a mesma situação vivida nos chamados grandes centros. A esmagadora maioria dos desastres, principalmente no setor urbano, envolve, diretamente, motocicletas de todos os portes. Como na tendência nacional, os homens são os mais envolvidos nesses casos. Também, a comercialização de motocicletas em Anápolis é considerada uma das mais ativas em todo o Centro Oeste, perdendo, apenas, para Brasília e Goiânia.
Em que pese o trabalho educativo e orientador da Companhia Municipal de Trânsito e Transportes, o elevado índice de ocorrência demonstra que ainda há muito que se fazer em Anápolis. Diariamente a CMTT promove ações orientativas, principalmente alertando para o uso do capacete, a obediência aos limites de velocidade e a não ingestão de bebida alcoólica. Mesmo assim, os dados divulgados diariamente pelas instituições de segurança demonstram que os motociclistas anapolinos ainda representam o maior índice de envolvimento com acidentes de diversos graus, ou seja, desde simples danos materiais, até casos mais graves como ferimentos, mutilações e mortes.

Autor(a): Nilton Pereira

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