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Acidentada, Monique quer ir se tratar na China

Especial Comentários 11 de setembro de 2010

Vítima de atropelamento, acadêmica de Direito tem na China, a última esperança de sair da vida vegetativa que leva há quatro anos. Lá existe um tratamento com reposição de células-tronco que já deu certo em muitas pessoas


Monique Oliveira Santos tinha 20 anos, era uma jovem alegre, estudiosa, comunicativa e de bem com a vida. Orgulho da família, estava cursando Direito na Unievangélica e sonhava ser uma advogada, juíza, delegada de polícia ou qualquer outra profissão da área. Mas, seu sonho foi interrompido de maneira drástica. Na noite de 26 de novembro de 2006, ela transitava com seu carro (Fusca) pela Avenida Ana Jacinta, proximidades da Estação Rodoviária, quando um dos pneus furou. Acostumada a fazer a troca e dona de uma invejável disposição, ela desceu do veículo e iniciou a operação para colocar o estepe. Outras pessoas se aproximaram para prestar ajuda.
De repente, do nada, surgiu, em alta velocidade, um carro Monza que, desgovernado, atropelou Monique, jogando-a do outro lado da Avenida. Foi um desastre greve. A estudante teve fraturas do crânio e perdeu parte da massa encefálica. Levada para o Hospital de Urgências, a família ficou sabendo que lhe restavam pouquíssima chances de sobrevivência. Iniciou-se, ali, uma luta contra a morte. Monique ficou um mês na UTI e saiu em estado praticamente vegetativo. De lá para cá, sua família tem feito o possível, e o impossível, para mantê-la com o mínimo de qualidade de vida. Monique fica 24 horas por dia na dependência dos pais, amigos e familiares. Necessita usar fraldas descartáveis, alimenta-se precariamente com comida pastosa e tem dificuldades motoras em tudo. Só se comunica através de gestos. O responsável pelo acidente foi identificado e o processo corre, até hoje, na Justiça.

Uma luz
Passado o primeiro impacto da tragédia, a família de Monique começou a se adaptar com a nova situação. Seu pai, o instalador elétrico Marcos Augusto dos Santos e sua mãe, Jandira Soares de Oliveira, nunca mais se afastaram dela. Buscaram em todos os cantos possíveis, informações sobre como tratar da filha, métodos de assistência e medicamentos que pudessem melhorar a situação. Ficaram sabendo, recentemente, que na China, mais especificamente no Hospital Beike Biotec, onde casos como o dela (inclusive de alguns brasileiros) foram tratados com sucesso. Há, segundo seu pai, amplas possibilidades de uma melhora sensível, podendo devolver a Monique muito do que ela perdeu em coordenação motora, sentidos da fala, da audição e outros. A acadêmica, desde o acidente, vive em cuidados especiais, com hidroginástica, fonoaudiologia, equoterapia e outros. “Já melhorou muito em vista do que estava”, comemora seu pai. Mas, há a esperança de que ela melhore, mais ainda, podendo ter uma vida próxima do normal.

Sem recursos
Família pobre, vivendo dos serviços que presta na cidade, contudo não perdeu a esperança. Tanto é assim que incentivada por amigos e parentes, os pais de Monique iniciaram uma campanha para arrecadar U$ 75 mil (setenta e cinco mil dólares) quantia mínima para que Monique seja levada para a China. A campanha, iniciada recentemente, tem obtido o apoio de vários segmentos sociais. Empresários, estudantes, lideranças religiosas e veículos de comunicação em geral se mobilizaram. Os pais de Monique acreditam que vão conseguir o dinheiro. “Para nós é impossível. Se vendêssemos tudo o que temos, nem assim conseguiríamos”, justifica Marcos Augusto, o pai de Monique. Mas, para ele, com a solidariedade dos amigos e até de quem não conhece a família, vai ser feita essa tentativa. “Se minha filha melhorar dez por cento que seja, já estaremos felizes”, disse ele ao Contexto.
Assim sendo, além de voluntários que doaram prendas para sorteios e rifas, foi criado um site na internet (WWW.ajudeamoniqueirparaachina.cristo.com.br), assim como uma comunidade no Orkut e um blog, onde estão todas as informações a respeito do assunto.
A família de Monique está esperançosa de que vai conseguir os recursos necessários para as passagens, o pagamento de um tradutor, a cirurgia e o acompanhamento pós-operatório. Segundo seus pais, quanto mais rápido for conseguido o dinheiro, melhores são as chances de uma recuperação, mesmo que parcial. “Nossa esperança e nossa fé em Deus é de que ela voltará a ser uma pessoa normal, como era antes dessa tragédia”, disse Marcos Augusto dos Santos.

Autor(a): Nilton Pereira

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