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ACIA sai em defesa de sócios presos na Cadeia Pública

Geral Comentários 24 de agosto de 2012

Lideranças empresariais alegam que não há motivos para que companheiros estejam encarcerados, covivendo com criminosos de alta periculosidade


Durante a reunião ordinária de quarta-feira, 22, diversos diretores da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA) manifestaram preocupação com os rumos que vem tomando a Operação La Plata, que investiga o envolvimento de empresários, políticos e servidores públicos em diversos delitos, dentre eles a cobrança de propinas para a liberação de licenças ambientais; aprovação de loteamentos, expansão irregular do perímetro urbano, corrupção ativa e passiva, assim como peculato e outros crimes praticados em Anápolis. Os empresários discordam da prisão dos diretores proprietários do Grupo Lírios do Campo (Paulo, Jairo e Ailton Moreira Alves) que foram colocados em meio a presos de diversas tendências criminosas. “Há informações de que eles estariam sendo coagidos e extorquidos pelos detentos por conta de suas situações financeiras”, disse um diretor da ACIA.
O Presidente da ACIA, empresário Luiz Medeiros Pinto, disse que a instituição não questiona a legalidade da operação e que respeita tudo o que vier de parte do Ministério Público e do Poder Judiciário, mas que discorda “do excesso de publicidade que vem sendo observado em torno do assunto”. Para o Presidente, os empresários foram detidos como suspeitos e acusados. “Nenhum deles foi julgado e, muito menos, condenado. Pode ser que não devam o que está sendo alegado. Vejo em tudo isso um excesso de zelo e certa dose de exagero, até de pirotecnia”, declarou. Para Luiz Medeiros, os três empresários são pessoas de bem; primários, com endereço fixo, nascidos e criados nesta Cidade, gente que investe, oferece centenas de empregos e tem toda uma vida dedicada a Anápolis. Se erraram, que paguem pelo erro, mas dentro da razoabilidade. “Não são bandidos, como querem fazer ver alguns”, justificou.
Além de Luiz Medeiros, também o Secretário Geral da ACIA, Adimir Luchetti fez uso da palavra afirmando que o empresariado não pode ficar assistindo a execração de companheiros. “Hoje são eles, amanhã pode ser qualquer um de nós. Basta que alguém intercepte uma ligação, ou ouça algum comentário para nos algemar e mandar para o fundo de uma cadeia”, disse o Secretário. Também fez coro ao mesmo raciocínio, o empresário Washington Constante, afirmando que “a justiça deve ser aplicada com serenidade, dando-se a qualquer acusado, amplo diretito de defesa e que não haja precipitações e pré-julgamentos sobre atos que ainda estão sendo levantados e investigados”, disse. Ao final da reunião concluiu-se que a ACIA vai acompanhar mais de perto todo o desenrolar da operação e que, no momento oportuno irá se pronunciar, oficialmente, a respeito dele.

Autor(a): Da Redação

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