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ACIA reúne técnicos para debater o futuro da economia de Anápolis

Geral Comentários 21 de abril de 2016

Empresários querem mais água, coleta de esgoto e áreas para a implantação de novas fábricas


Em movimentada a reunião na noite de quarta-feira, 20, diretores e convidados da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA) discutiram a demora na aprovação do novo Plano Diretor do Município e a pouca oferta de água tratada, bem como de mais redes de captação de esgoto sanitário na Cidade. Participaram como convidados, o Presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), e presidente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Emergia Elétrica do Estado, Célio Eustáquio de Moura e o Superintendente do Porto Seco Centro Oeste (Estação Aduaneira de Interior), Edson Tavares da Silva.
Durante as discussões enfatizou-se a dificuldade em se criarem mais espaços para projetos industriais no Município, tendo em vista o esgotamento e a exaustão de áreas disponíveis no Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA). A unanimidade dos presentes no encontro é de que há uma urgente necessidade de se abrirem novos distritos, conforme já existe uma proposta envolvendo a Prefeitura o Governo do Estado e setores da iniciativa privada. Entretanto, esta expansão esbarra na falta de aprovação do novo Plano Diretor, que prevê a ampliação da área urbana, com a criação de novos espaços, onde seria possível a instalação de parques industriais. O assunto, depois de várias reuniões comunitárias conhecidas por audiências públicas está, agora, no âmbito da Câmara Municipal que aprecia o projeto enviado pelo Gabinete do Prefeito João Gomes. Mas, teme-se que, por conta de mais debates e muitas polêmicas, que surgiram nos últimos tempos, a proposta seja retardada, criando-se embaraços e prejuízos de alta monta para o setor industrial.
No encontro falou-se que algumas empresas, por não encontrarem áreas disponíveis, mesmo querendo se instalar em Anápolis, foram desviadas para outros municípios, aonde não existe este problema. Edson Tavares, Superintendente do Porto Seco Centro Oeste, disse que os empresários de fora querem vir, mesmo, é para Anápolis por conta das facilidades já existentes, como boas rodovias; as ferrovias Norte Sul e Centro Atlântica; a Plataforma Multimodal; o Aeroporto de Cargas, a boa rede hoteleira, o Centro de Convenções e a fértil rede educacional nos três principais níveis. Para ele, é preciso criar-se uma força reivindicatória visando cobrar do Legislativo Municipal, a imediata apreciação e a aprovação do projeto, mesmo que sejam acrescidas emendas.
Água e esgoto
O tema água e esgoto, também, polarizou a reunião de Diretoria da ACIA, tendo por base a manifestação da SANEAGO, explicitada nos últimos dias dando conta de que, realmente, não há como liberar o Atestado de Viabilidade Técnico Operacional (AVTO), indispensável para a formatação de projetos da construção civil em plantas com mais de 20 unidades, gerou novas discussões e muitos debates. A única alternativa, confirmada na reunião, é a perfuração de poços artesianos e semiartesianos nas áreas de construção e a consequente doação de todo o sistema para a SANEAGO que passaria administrá-lo. Mas, no calor das discussões, houve quem propusesse uma ação política mais enérgica, com propostas apontadas para a criação de alternativas diferenciadas com a finalidade de comandar o sistema. Dentre as ideias, há a de cancelamento do contrato entre o Município e a SANEAGO, a abertura para que novas empresas operem sistemas paralelos de fornecimento de água e tratamento de esgotos, ou, as chamadas PPO (parcerias público privadas), com a participação de capital particular no projeto já em execução.
Os empresários presentes à reunião concluíram que a categoria, principalmente a ligada a este setor econômico, deve se unir e cobrar dos políticos, notadamente os do Poder Legislativo, que entrem mais firmemente na questão e exija do Governo a resolução do problema. “Não podemos ficar de braços cruzados, vendo as empresas fecharem as portas, mudarem de ramo, irem para outras cidades, pelo fato de não termos água tratada para oferecer. É o maior contrassenso da história”, disse o Presidente da ACIA, empresário Anastácios Apostolos Dagios. O assunto deve ter desdobramentos futuramente e há a indicação de que as cobranças mais enérgicas começarão a acontecer em curto espaço de tempo.

Autor(a): Nilton Pereira

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