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Acabou a greve da Polícia

Segurança Comentários 03 de julho de 2010

Com os prejuízos trazidos à sociedade, decisão judicial que considerava a greve ilegal e principalmente vontade da categoria, policiais civis retiram-se do movimento


Chegou ao fim a greve de agentes e escrivães da Policia Civil de Goiás iniciada no dia 21 de junho. Por meio de uma assembleia geral realizada no último dia 30, a maioria decidiu suspender o movimento grevista que reivindicava a desvinculação da instituição dos demais cargos do serviço público, além da alteração da Lei Orgânica, alteração do Plano de Cargos e Remuneração (PCR) e reposição inflacionária. A diretoria da Ugopoci (União Goiana de Policiais Civis) posicionou-se contrariamente à continuidade da greve, mas garantia acatar o voto da maioria. Entretanto o Sindicato dos Policiais civis (Sinpol) se colocava a favor da continuidade da paralisação. Com os votos da maioria na assembleia, a greve se encerrou dia 30 de junho.
Segundo o presidente da Ugopoci, José Virgilio Dias de Sousa, alguns pontos foram fundamentais para suspender a paralisação. O principal fator para a decisão foi em respeito à decisão da categoria. Ele acrescenta que o prejuízo causado à sociedade pela greve, também, pesou para o fim do movimento. Além disso, a paralisação foi considerada ilegal a partir da decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Como não foi unanimidade a decisão para o fim da greve, José Virgílio afirma que aqueles que não acatarem o retorno às atividades, devem responder pelos seus atos já que a recomendação é voltar normalmente aos devidos postos de trabalho.

Greve ilegal

No dia 29 de junho, o TJ-GO determinou, por meio de ação judicial, a suspensão da greve dos agentes e escrivães da Polícia Civil, sob pena de multa diária de R$ 10 mil ao sindicato grevista. Com a paralisação iniciada dia 21 do mês passado, a população podia contar com 50% do quadro de profissionais, desempenhando suas atividades. Nos primeiros dias, o número era de apenas 30%.
De acordo com o procurador geral do Estado, Anderson Máximo de Holanda, o presidente do Tribunal de Justiça em Goiás, desembargador Paulo Teles, o movimento grevista era considerado ilegal. Por isso, foi determinado que 100% dos servidores retornassem ao trabalho. O procurador destacou que a paralisação estava trazendo prejuízos à sociedade goiana, além de gerar “grave lesão à segurança e à ordem públicas. Nos últimos dias, não só policiais civis estavam afastados de seus postos de serviço, mas também policias técnicos científicos e delegados.

As normas
Dentre as normas elaboradas pelo Comando de Greve estava estabelecido que nenhum registro de qualquer ocorrência policial estava sendo feito; as investigações policiais estavam suspensas. Mas os autos de prisão em flagrante delito: homicídio, latrocínio, estupro e tráfico de entorpecentes, continuavam sendo lavrados. Quanto aos veículos apreendidos provenientes de crimes eram recebidos, porém só liberados após a greve.


Delegados

Além do fim da greve dos policiais civis, a greve dos delegados também está encerrada depois de mais de 40 dias. Sob uma multa diária de R$ 50 mil aqueles contrários á decisão, o desembargador Paulo Teles suspendeu a greve dos delegados. Ela foi iniciada na segunda quinzena de maio. Teles afirmou que entendia a importância do movimento grevista como instrumento de pressão, mas a greve no serviço público expunha a população aos marginais e a colocava desamparada.

Autor(a): Flávia Gomes

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